Curso marca mostra Mestras do Macabro no Rio

A mostra Mestras do Macabro – As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo promove, nesta semana, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, o curso “A abjeção feminina como estratégia de libertação no cinema de horror”, ministrado pela curadora Beatriz Saldanha. A atividade, que abre a programação da semana, propõe uma introdução ao conceito de abjeção feminina a partir de referências como Mary Douglas, Julia Kristeva e Barbara Creed, analisando como corpos femininos considerados monstruosos ou desviantes podem operar tanto como instrumentos de controle simbólico quanto como formas de resistência.

A primeira aula acontece no dia 6 de maio, às 15h, no Cinema 2, e a segunda está marcada para o dia 8, às 17h30. Com certificado e distribuição de senhas uma hora antes do início, o curso articula exemplos do horror clássico e contemporâneo para discutir relações entre gênero, corpo, violência e transformação, reforçando o potencial político e estético dessas imagens.

A atividade integra a programação da mostra, que está em cartaz no CCBB Rio até 18 de maio de 2026, após repetir o sucesso da edição anterior. Com curadoria de Beatriz Saldanha, o evento reúne 38 títulos, sendo 31 dirigidos por mulheres e outros sete com participação feminina em funções-chave, como roteiro, montagem, fotografia, trilha sonora, maquiagem e efeitos especiais. Os filmes estão organizados em eixos temáticos que ampliam o olhar sobre diferentes vertentes do horror a partir de perspectivas femininas.

Entre os destaques desta semana está a exibição de O despertar de Lillith (2016), apresentada pela diretora Monica Demes, que participa de conversa com o público após a sessão. A mostra também presta homenagem à cineasta francesa Marina de Van, com a exibição de três de seus longas, incluindo Em minha pele, obra associada ao chamado novo extremismo francês.

Além do Rio de Janeiro, a mostra Mestras do Macabro também ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 24 de maio e segue, em junho, para o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. Toda a programação é gratuita, com ingressos disponíveis a partir das 9h do dia de cada sessão.

Entre os destaques da semana está a exibição de O despertar de Lillith (2016), apresentada pela diretora Monica Demes, que participa de conversa com o público após a sessão. A mostra também presta homenagem à cineasta francesa Marina de Van, com a exibição de três de seus longas, incluindo Em minha pele, obra associada ao chamado novo extremismo francês.

Outro foco é a videomaker Cecelia Condit, cujos curtas Talvez em Michigan e Debaixo da pele exploram o horror a partir de estruturas próximas aos contos de fadas, abordando violência e relações familiares sob uma estética que flerta com o pesadelo.

A programação inclui ainda sessões inclusivas, com recursos de acessibilidade como legenda descritiva, audiodescrição e Libras, disponíveis por meio do aplicativo MobLoad, ampliando o acesso às obras exibidas.

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