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Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Visto no CinemaIndicado(Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, EUA, 2008)

Aventura

Direção: Steven Spielberg

Elenco: Harrison Ford, Cate Blanchett, Karen Allen, Shia LaBeouf, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent, Igor Jijikine

Roteiro: Philip Kaufman, David Koepp, George Lucas, Jeff Nathanson

Duração: 122 min.

Minha nota: 8/10

Quando conheci Indiana Jones ainda era novinha (por incrível que pareça, isso aconteceu um dia) e claro que adorei. Tanto que, assim que foi lançado o box com três filmes e mais um dvd de extras, não demorei quase nada para comprar.

Os filme anteriores têm aquela aura de eternos que, além de nunca ficarem ruins, ainda conquistam os mais novos, que nem sonhavam em nascer quando eles foram lançados.

Indiana Jones é um professor de arqueologia que gasta o seu tempo livre com descobertas de relíquias antigas como a arca da aliança, onde estariam os dez mandamentos, e o santo graal, o cálice utilizado por Cristo na santa ceia, entre outros.

Claro que em todas as aventuras há vários vilões, acontecimentos sobrenaturais, loucas escapadas e muito bichos.

Não é a toa que ao saber da possível filmagem de uma continuação, muita gente ficou bem curiosa para conferir. As piadas com a idade do protagonista surgiram, afinal de contas o Indiana Jones que conhecíamos já passou dos sessenta anos. Porém, outros lançamentos como Duro de Matar 4.0, Rocky Balboa e Rambo IV acabaram preparando o retorno de Harrison Ford às telonas como o arqueólogo incansável e, aqui entre nós, muito melhor e mais bem conservado do que os personagens mais novos e bombados de Sylvester Stalone.

Apesar de demorar muito para conferir o novo filme da trinca Spielberg-Lucas-Ford, lá estava eu na fila toda ansiosa pelo que veria a seguir.

O filme é um barato. E, além de manter muitas das características dos anteriores, ainda nos faz matar a saudade de produções despreocupadas e divertidas, que não precisam apelar para a violência gratuita e muito menos para mulheres peladas. Até a tecnologia utilizada é diferente e muito mais clean do que a que vemos em similares do gênero.

Indiana Jones no Reino da Caveira de Cristal se passa no pós-Segunda Guerra Mundial, em meio a guerra fria. A vilã é Irina Spalko, uma agente russa – a preferida de Stalin – que acredita nos poderes paranormais como a arma mais poderosa para ganhar uma guerra.

Armas nucleares, área 51 e caveiras de cristal se misturam e fazem do filme um aventura que, apesar de ter todas as características de um Indiana Jones, traz elementos novos que só aparecem mesmo no imaginario popular depois do fim da guerra e que sempre despertam a curiosidade de cada um de nós. Que o digo o sucesso do seriado Arquivo X.

Outra coisa legal no filme é o retorno da, para mim, melhor de todas acompanhantes que o aventureiro já teve, Marion, interpretada por Karen Allen.

Além dela, Jim Broadbent, Ray Winstone, John Hurt e Shia LaBeouf completam o elenco e assumem totalmente o clima do filme. Isso sem falar em Cate Blanchett, ótima como a espiã russa paranormal.

Os efeitos especiais de George Lucas estão ali também para tornar as coisas mais interessantes e emocionantes como sempre. Assim como a boa releitura por John Williams de sua própria obra.

Um boa pedida para se divertir facilmente e, principalmente, para matar a saudade de um personagem que já faz parte da vida da gente.

Um Grande Momento

As lutas durante a perseguição com os jipes e carros anfíbios, mas só até começar a exagerada parte Tarzan.


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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Hummm! Isso é mesmo uma droga, Pedro. Esses dias fui conferir Um Beijo Roubado e nada no cinema estava bom. O som, então, estava um lixo…
    Quanto ao filme, ainda prefiro este ao Templo da Perdição.

    Beijocas

  2. Droga, eu vi o filme num cinema de péssima qualidade de audio e vídeo. Mas adorei, apesar de ser o pior da quadrilogia.

    Beijos!!!

  3. Olá para todos!!

    É bem divertido mesmo, Red. E eu nem achei tão exagerado assim. Aliás, eu sempre achei os acontecimentos que envolviam o Indy muito exagerados, então…

    Muita gente ficou assim, Bruna. O final foi muito diferente das outras histórias, por abordar uma relíquia que ninguém sabe se realmente existe (Cesticismo Aberto e por sua solução sobrenatural. Mas, isso sempre foi o grande tchan dos filmes do Indiana. Afinal de contas, não existia um cavaleiro de centenas de anos esperando alguém na sala do santo graal…

    Foi mesmo, Miriam. Mas ter tudo aquilo de volta foi realmente um delícia.

    Eu não achei tanto coisa ruim assim como você. Será que a minha saudade era tanta assim?

    Será, Robson? Acho que ainda fica um bom tempo.

    Precisar, não precisa, Sérgio, mas eu também fiz a mesma coisa… Hehehe.

    Concordo totalmente com você, Wallace. A década de 50 trouxe mesmo ainda mais possibilidades sobrenaturais. E, com certeza, Templo da Perdição é o mais fraco da série… Vou ver agora o seu blog.

    Beijocas a todas

  4. Também gostei muito desse novo Indiana Jones, não sei pq teve tanta gente torcendo o nariz para o filme: para mim, atende às expectativas, empolga, diverte, tem uma vilã ótima e é bem melhor que, por exemplo, O Templo da Perdição, para mim o pior da série. Sem contar que a escolha de ambientar o filme na década de 1950 abre inúmeras possibilidades ao filme, todas muito bem aproveitadas por Spielberg.
    Postei no blog sobre O Sonho de Cassandra. Dá uma olhada lá …
    Abraços.

  5. Ainda n fui conferir a nova aventura do Indy.. acho q vou locar antes os filmes anteriores, pois faz muito tempo q naum os assisto e pouco me lembro.. embora n seja necessário para o perfeito entendimento do filme

    vlws

  6. Ainda estou na fase de rever os primeiros, Só pude ver Os caçadores da Arca Perdida, mas em breve verei o resto. Acho que nem pego mais no cine.

  7. como diversão é 10, ams para por aí.. o filme tem muitas falhas no roteiro… se perde na história, fantasia demais (algo que não acontecia nos anteriores), além dos dialogos bestas daquele amigo do Indiana que ficou maluco… enfim, acho que a sessão nostalgia de estar diante de um grande heroi depois de tantos anos falou mais alto que qualquer coisa…
    beijos, Cecilia…

  8. Gostei muito de rever o indiana, embora o filme tenha recebido algumas críticas, nem liguei.
    Beijos.

  9. Eu me diverti assim como nos primeiros filmes. Várias risadas com a sistuações absurdas em que o Prof. Jones se metia e isso não mudou neste novo filme.
    Só fiquei meio assim com o final, mas pensando bem, todos tinham algo sobrenatural.
    O blog continua ótimo. Parabéns.
    Beijos.

  10. É um belo divertimento. A acção poderá ter alguns exageros, mas toda a tipificação que consagrou Indy está presente e isso é mais que suficiente para agradar.

    A minha classificação: 8/10.

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