(Despicable Me 3, EUA, 2017)
Gênero
Direção: Kyle Balda, Pierre Coffin, Eric Guillon
Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio
Duração: 90 min.
Nota: 8 ★★★★★★★★☆☆

No terceiro filme de Meu Malvado Favorito, o vilão é quem rouba a cena. Agora Gru e Lucy Wilde lutam contra criminosos e não possuem mais o conflito entre fazer o bem ou o mal. Porém, Balthazar Bratt aparece com vida, intenções maléficas e cenas hilariantes.

Lá pelos longínquos anos 80, o ator mirim Balthazar Bratt fazia muito sucesso com um seriado de TV chamado EvilBratt. Com o passar do tempo, o garoto virou um adolescente de voz e aparência nada agradável, e, assim, o programa e a fama se foram. Bratt viveu esquecido por muitos anos, remoendo o fracasso e o abandono do público. Já crescido, mas ainda vivendo em seu próprio mundo de rancor e vingança, ele planeja um retorno triunfal que o colocará novamente diante dos telespectadores, nem que pra isso tenha que criar um novo EvilBratt, muito mais malvado e perigoso.

Acontece que tais planos entram no caminho de Gru e Lucy, agora dispostos a evitar o sucesso do vilão, pois estão do lado do bem, trabalhando para uma grande corporação. Paralelo a isso, o casal precisa administrar outras questões. Enquanto Lucy tenta aprender como é ser mãe e cuidar das três garotinhas Margo, Agnes e Edith, Gru tenta conter a insatisfação dos Minions com a vida de mocinho que ele segue.

A direção é da dupla Pierre Coffin e Kyle Balda, responsáveis pelos outros dois filmes, com codireção de Eric Guillon. O Roteiro é de Cinco Paul e Ken Daurio, também responsáveis pelos outros longas. O ritmo do filme é bastante agitado e divertido. Embora Gru, Lucy, as meninas e os Minions sejam colocados em tramas à parte, menos interessantes, a história e os personagens permanecem bem conectados, e a mudança de cenários e contextos colabora para que o público permaneça sempre interessado nas diferentes sub-tramas.

O elenco da versão dublada tem Leandro Hassum e Maria Clara Gueiros dublando os personagens principais. Mas é a “dupla” Balthazar Bratt e Evandro Mesquita na dublagem que dão o tom mais acertado e divertido de Meu Malvado Favorito 3.

Talvez os mais jovens não captem as referências, mas os mais velhos vão se deparar com o saudosismo e uma certa dose de vergonha alheia nas diversas citações aos anos 80. Seja na trilha sonora, com diversos sucessos como Bad (Michael Jackson), Take on me (A-Ha), 99 Luftballoons (Nena) e Into the Groove (Madona), clássicos que são acompanhados de incríveis dancinhas, mullets, ombreiras e muitas outras lembranças.

Ao passo que seus personagens principais poderiam perder fôlego para um terceiro filme, Meu malvado Favorito 3 surpreende e, ao não abrir caminho para novas sequências, conclui muito bem a trilogia.

Um Grande Momento:
Batalha de dança.

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