Em 2017, a animação brasileira completou 100 anos e, neste ano, será grande a homenageada do Festival de Cinema de Animação de Annecy. O momento, portanto, é ideal para o lançamento do livro “Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais”, produzido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), Canal Brasil e Editora Letramento.

O lançamento, que acontece no dia 11 de junho, às 16h30, na Square des Martyrs de La Déportation do Bonlieu, fará parte de uma grande programação dedicada à animação do Brasil em Annecy, que terá ainda mostras especiais, palestras, painéis e exposição, além da seleção oficial de oito obras entre curtas-metragens, séries de TV, filmes publicitários e um longa.

O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, eleita a melhor animação brasileira.

“O cinema de animação no Brasil, até então, não teve o aprimoramento da crítica especializada para esta linguagem audiovisual. Pela primeira vez, a ABCA e a Abraccine elaboraram um conjunto de textos primorosos sobre uma seleção de 100 obras de animação brasileira de destaque nos 100 anos da cinematografia animada. Como resultado, temos uma publicação histórica, que marca com louvor esta data comemorativa,” explica Cândida Luz Liberato, presidente da ABCA.

Baseado no ranking de filmes divulgado no final do ano passado, o livro reúne textos de filmes importantes na trajetória da animação do país, escritos por 103 críticos, pesquisadores e professores de cinema. Também conta com 20 artigos históricos que registram os principais movimentos e personagens da centenária história, iniciada com o curta-metragem “O Kaiser”, dirigido por Seth e lançado em fevereiro de 1917.

Organizado por Gabriel Carneiro e Paulo Henrique Silva, o volume é voltado para estudiosos e alunos de animação, além de interessados em conhecer o desenvolvimento da técnica no Brasil, ainda pouco abordado na literatura. “Além de aproximar a crítica da animação, estamos preenchendo com este livro uma lacuna histórica, em que várias animações importantes estão ganhando o seu primeiro texto crítico”, observa Paulo Henrique Silva, presidente da Abraccine.