Crítica | FestivalFestival do Rio

Bombay Velvet

(Bombay Velvet, IND, 2016)
Nota  
  • Gênero: Ação
  • Direção: Anurag Kashyap
  • Roteiro: Anurag Kashyap, Vasan Bala, Thani
  • Elenco: Ranbir Kapoor, Anushka Sharma, Karan Johar, Satyadeep Misra, Manish Chaudhary, Kay Kay Menon, Siddartha Basu, Vivaan Shah
  • Duração: 149 minutos

Johnny Balraj tinha um sonho: se tornar um figurão como Eddie Bartlett, do filme Heróis Esquecidos. Dos pequenos furtos na rua, enquanto ainda era uma criança, à juventude, onde tem a “sorte” de tentar assaltar a pessoa certa, acompanhamos sua história até se tornar o gerente do clube Bombay Velvet, um clube de jazz cravado no coração de Mumbai.

Muito bem produzido – com um trabalho eficiente de reconstituição de época em uma bela direção de arte – e contando com um ritmo próprio, embora bastante contaminado pelas inúmeras referências dos filmes hollywodianos de gângster dos anos 30 e 40 e de filmes de máfia posteriores, Bombay Velvet é um filme divertido.

Quente nas cores e variado nas músicas, aqui menos dançadas e mais cantadas, o filme transporta para a Índia do final dos anos 40, período da independência, e cria o seu próprio espaço de máfia, com chefões e capangas. Johnny é mais um desses capangas, que tem destaque e relevância, mas pensa que está muito acima do que realmente é.

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Bombay Velvet é um apanhado de clichês de gênero, com um protagonista descompensado que gosta de passar o tempo em ringues de luta de rua e se apaixona por uma bela mulher com um passado. Tiros, trapaças, traições, corrupção e perseguições seguem o caminho antecipado por todos que o assistem.

Porém, ainda que tenha um tom mais canastrão, clichê e novelesco, o longa conta com boas atuações do trio principal Ranbir Kapoor, Satyadeep Misra e Anushka Sharma e funciona bem. Claro que algumas diferenças de cultura e costumes, aumentadas pelo período em que se passa o filme, podem incomodar, mas nada que prejudique o resultado final.

Só não precisava ser tão longo. Mas Bombay Velvet funciona para quem comprar a ideia de uma homenagem ao cinema de gângster de anos atrás e embarcar na onda. Esses se divertirão.

Um Grande Momento:
O confronto final

[Festival do Rio 2015]

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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