Crítica | StreamingFestival de Brasília

FilmeFobia

(FilmeFobia, BRA, 2008)

Horror

Direção: Kiko Goifman

Elenco: Jean-Claude Bernardet, Cris Bierrenbach, Hilton Lacerda, Livio Tragtenberg, Ravel Cabral

Roteiro: Kiko Goifman, Hilton Lacerda

Duração: 80 min.

Minha nota: Não é possível mensurar

Um diretor pretensioso, interpretado por Jean-Claude Bernardet, acha que a única imagem verdadeira é aquela do fóbico diante de sua fobia e resolve fazer um documentário sobre os medos mais profundos de cada um.

Eu não posso dizer exatamente o que achei do filme porque, simplesmente, não consegui ficar até o final da exibição.

Com algumas imagens muito falsas, exageradas e com uma estética que lembra a famosa seqüência blockbuster Jogos Mortais, o filme, em muitas cenas não consegue despertar todo o incômodo que pretende. E vai passando de medo em medo sem muitas explicações e sem se definir entre documentário e ficção.

Mas, nesse caminhar, chega em uma das fobias mais comuns: o medo de rato. E traz junto uma história totalmente bizarra – no sentido puro da palavra – para justificar o pavor.

Quem acompanha o blog há muito tempo sabe que qualquer cena com este roedor me deixaria completamente apavorada. Dito e feito, tive que sair da sala. Mas muito mais por eu ser uma fóbica extrema (eu sei que toda fobia é extrema, mas não custa salientar) do que pela veracidade do filme.

Com justiça, devo dizer que a direção de arte de Cris Bierrenbach, mesmo que MUITO inspirada nos filmes do serial killer estadunidense, é boa e tem os seus pontos altos.

A direção de Kiko Goifman, até onde eu vi, não é ruim, mas em muitas tomadas deixa a impressão de que elas vão por si, sem influência de quem dirige.

Uma longa sessão de sadismo. Quem gosta de filmes de horror pode se interessar e eu não estranharia muito se o filme, lançado comercialmente, fosse um sucesso total de público.

Eu não consegui entender a fixação por pessoas peladas. Se alguém vir o filme e entender, por favor me explique.

Um Grande Momento

Até onde eu vi, nenhum.


Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Festival de Brasília: Filme, Ator (Jean-Claude Bernadet), Direção de Arte (Cris Bierrenbach), Montagem (Vânia Debs)

Links

Site Oficial

Site do Festival de Brasília

Blog do Filme

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

6 Comentários

  1. Acabei de assistir ao filme e vim procurar uma critica pra ter certeza de que eu não estava louca em ter achado esse filme um absurdo. Imagino quantas produçōes decentes foram deixadas de lado para dar espaço para esse filme…

  2. Olá!

    A busca do o filme é – até onde pude perceber – discutir a questão da imagem criada, como representação do real. O filme parece um documentário, tem personagens bastante reais, histórias pretensamente reais que resvalam a toda hora no insólito, uma espécie de traminha.

    Mas é tudo enganação, construção mesmo. Ainda que discuta temas reais, medos reais. Veja você que uma das perguntas feitas pro Bernardet no meio do filme revela bastante a sua temática. Alguém diz algo assim: “mesmo encenada, uma imagem pode ser tomada por real?” Ele responde: “claro que sim. Porque o que interessa é o ela passa”. Não é exatamente isso, mas é mais ou menos isso.

    E acho que é isso que o filme quer fazer. Ele choca, fabrica imagens bastante reais, baseadas em medos reais e cria uma opressão nas pessoas. A ponto delas sairem do cinema antes do final, caso alguma das fobias encontre ressonância nelas.

    Você comparou ele com Jogos Mortais. Talvez o clima criado se assemelhe. Mas a criação parece ser proposital pra chamar a atenção pra outra coisa, que é o quanto se assiste essas imagens pra suprir algum desejo obscuro do ser humano, alguma coisa impensada, subconsciente.

    Acho algumas cenas over, algumas construções que não funcionam. Não acho o filme perfeito, mas a premissa me parece bastante sólida, a discussão que ele traz também.

    Mas é um filme para poucos, não é feito pra ser apreciado. Principalmente por quem tem medo de rato.

    Ps: Parabéns pelo blog.

  3. Olá!!

    Nando – É sempre bom mesmo. Gostei muito do seu espaço. No Festival de Brasília tem filme demais… Já até estou meio louca e mal consigo responder os comentários.

    Kau – Pois é, se eu não vi inteiro não posso dar uma nota, né?

    Wally – Hehehehe. Não é a toa que se chama FilmeFobia, né?

    Beijocas

  4. :S Que bizarro… Muito medo do filme.

    Mas pelo menos Número 27 parece ter sido ótimo!

    Ciao!

  5. Muito prazer!!! É sempre bom conhecer irmãos cinéfilos nesse mundo dos blogs! Pô, que inveja… Festival de Brasília… E parece que você tá aproveitando ao máximo! Legal demais seu espaço, com certeza voltarei depois para ‘fuçar’ melhor. Quanto a esse filme fobia, brasileiro tem mania de copiar tudo dos gringos, principalmente o que não presta… E quanto a isso de ele fazer sucesso se for lançado comercialmente… Ninguém pode duvidar… Abração!

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