Amanhã (20), no Dia Nacional da Consciência Negra, o Cine Beijoca começa uma mostra especialíssima, a “Voltas do Cinema Negro”. As sessões acontecem de 20 a 22, no Centro Cultural Renato Russo (508 Sul), às 19h. A curadoria é da crítica de cinema e pesquisadora Kênia Freitas.

Serão exibidos os longas-metragens Deusa Negra, de Ola Balogun e Ori, de Raquel Gerber; o média Peregrinação, de Viviane Ferreira; e os curtas Experimentando o Vermelho em Dilúvio II, de Musa Michelle Mattiuzzi; Tião, de Clementino Júnior; Arco do Medo, de Juan Rodrigues; Nome de Batismo Alice, de Tila Chitunda.

Experimentando o Vermelho em Dilúvio II, de Musa Michelle Mattiuzzi

Com esses títulos Kênia Freitas busca esse movimento de busca do passado, daquilo que se perdeu na história. O retorno às origens, tão presente na experiência diaspórica, principalmente a brasileira, nomeia a mostra e estabelece a conexão entre cada um dos filmes. É nas voltas do cinema negro que se forma esse retrato criativo heterogêneo que define a unidade dessa vontade.

Para a curadora: “Nessas passagens por imagens e sons, essa seleção de filmes do cinema brasileiro é inspirada nos desejos de retornos (geográficos e/ou espirituais) e das possibilidades e impossibilidades desse movimento no cinema (e fora dele)”.

Nome de batismo – Alice, de Tila Chitunda

Confira a programação:

20 de novembro
Buscas
Deusa Negra, de Ola Balogun
Debate com Kênia Freitas

21 de novembro
Trânsitos
Experimentando o Vermelho em Dilúvio II, de Musa Michelle Mattiuzzi
Ori, de Raquel Gerber
Debate com Tadeu de Brito

22 de novembro
Retornos
Peregrinação, de Viviane Ferreira
Tião, de Clementino Júnior
Arco do Medo, de Juan Rodrigues
Nome de Batismo Alice, de Tila Chitunda
Debate com Aida Feitosa