Crítica | FestivalFestival do Rio

11 Minutos

(11 Minut, POL, IRL, 2017)
Nota  
  • Gênero: Suspense
  • Direção: Jerzy Skolimowski
  • Roteiro: Jerzy Skolimowski
  • Elenco: Grazyna Blecka-Kolska, Anna Maria Buczek, Agata Buzek, Janusz Chabior, Paulina Chapko, Andrzej Chyra, Marta Dabrowska, Richard Dormer, Dawid Ogrodnik, Jan Nowicki, Wojciech Mecwaldowski, Andrzej Chyra, Paulina Chapko
  • Duração: 87 minutos

11 minutos na vida de pessoas diferentes: um marido ciumento, uma aspirante a atriz, um diretor de cinema mala, um assediador de crianças recém liberado, um traficante de drogas, um pintor de aquarelas, um adolescente problemático, uma atriz pornô, um limpador de janelas e uma mulher que acabou de se separar. Alguns com as vidas já cruzadas e outros esperando o momento em que se cruzarão.

Como um filme de evento, pouco tempo depois da apresentação dos personagens – inventiva no uso de capturas diferentes de imagem, que vão de câmera de celular a câmeras de salas de depoimento no departamento de polícia – esperamos pelo desfecho da história.

Diferente de outros filmes de histórias cruzadas, o longa não parece ter pretensões de ser levado tão a sério. Não há uma preocupação com o desenvolvimento dos personagens, mas há um interesse em demonstrar as muitas opções de câmera. Chegando inclusive a escolhas pouco relevantes e sem muito sentido, como o ponto de vista de um cachorro passeando pela cidade.

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É em sua concepção inicial que 11 Minutos ganha muitos pontos e diverte quem se entrega à confusão imaginada pelo diretor Jerzy Skolimowski (Correntes da Primavera). Em sua progressão, que alterna sequências lineares e não-lineares do tempo, passa pelas histórias, fazendo com que uma percepção as una.

Esta percepção, que se revela ao final, é apenas um detalhe no começo do filme, mas fica esquecido em meio a sensação do já muitas vezes visto, e mesmo que retorne em momentos específicos, como o rasante de um avião, um ponto em uma aquarela e, nos diálogos, em um comentário sobre um ponto negro no céu, só vem a fazer sentido depois.

Um detalhe tão pequeno e tão insignificante não deveria mesmo preocupar ninguém. Não é relevante e pode até não parecer interessante, mas quem entrar na brincadeira vai gostar do que vai ver em 11 Minutos.

Um Grande Momento:
O pixel

[Festival do Rio 2015]

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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