[box](2 automnes 3 hivers, FRA, 2013)
Comédia
Direção: Sébastien Betbeder
Elenco: Vincent Macaigne, Maud Wyler, Bastien Bouillon, Audrey Bastien, Thomas Blanchard, Pauline Etienne, Jean-Quentin Châtelain
Roteiro: Sébastien Betbeder
Duração: 91 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆[/box]

Ironicamente o objetivo de 2 Outonos e 3 Invernos parece ser responder a indagação que Arman (Vincent Macaigne), faz no início do filme: O que pode haver de interessante na vida de um jovem de 33 anos, solteiro, que vive em Paris, com um emprego mais ou menos importante?

Para ajudar nessa resposta, o próprio Arman é quem narra sua história. De início como se lesse o roteiro que descreve quem é ele, depois, durante o longa, fazendo diversas quebras na quarta parede, relatando exatamente seus sentimentos em cada uma das cenas. Esse recurso será usado com todos os outros personagens, não deixando dúvidas do que cada um pensa e sente naqueles momentos.

Quarto filme do diretor Sébastien Betbeder, 2 Outonos e 3 Invernos é uma comédia romântica com algum “experimentalismo”, que não se aproxima de algo inédito ou vanguardista, e não compromete o ritmo da história e a inserção do público nos dramas dos personagens.

Dessa forma, conheceremos a vida do protagonista. Durante uma corrida no parque, resolução pós 33º aniversário, Arman esbarra em Amélie (Maud Wyler). Um simples acontecimento que faz surgir no rapaz novos interesses e objetivos em sua vida pouco movimentada.

O elenco é basicamente composto por Vincent Macaigne, Maud Wyler e Bastien Bouillon (Benjamin) amigo de Arman. Em certos momentos, a importância de cada um é alterada, e conhecemos um pouco mais dos outros personagens.

O longa é recortado por diversos subtítulos, o que dá a impressão de uma história fragmentada mas que na realidade é totalmente linear. Usando ferramentas narrativas simples Sébastien Betbeder mostra controle sobre seu projeto e o resgata de uma quase monotonia.

Nem corajoso, nem ousado, 2 Outonos e 3 Invernos é uma comédia romântica com alguma inovação, mas o que lhe dá destaque não é o diferente e sim o comum bem planejado. O acerto do diretor está no fato de não se levar a sério demais e tampouco querer transmitir isso para o público. Cabe aqui, mais a irreverência do que o erudito, o objetivo do que o subjetivo. Fica, por tanto, mais o exercício de observar os acontecimentos do que tentar compreendê-los.

Um Grande Momento:
Na cerca viva.

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