(A Horta, BRA, 2018)
Ficção Científica
Direção: Carla Leoni, Richard Dantas Soares
Elenco: Thais Castro, Mayhara Ribeiro, Jhonas Banow
Roteiro: Carla Leoni, Richard Dantas Soares
Duração: 16 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Numa sociedade distópica do futuro, a sociedade encontra-se isoladamente segura na Instituição. Tudo é claro, limpo e segue padrões pré-determinados nos ambientes de A Horta. Ações são controladas e a competição interna é uma realidade. É curioso ver como Carla Leoni e Richard Dantas Soares voltam-se a uma representação social tão próxima de outras que já foram vistas na literatura e no cinema, mas conseguem encontrar algum diferencial.

O que se vê obviamente remete a Adouls Huxley e George Orwell, assim como o que se vê faz lembrar de filmes de ficção científica sobre o mesmo tema, como A Ilha ou até mesmo na série Divergente. Porém o que se busca, a essência do indivíduo, chega diferente. Como se pequenas associações conseguissem transformar o todo.

Motriz também de tramas irmãs, o jogo de A Horta está na contradição dos indivíduos, que só surgem depois que uma nova realidade se revela. Desconhecidos até então, novos fatos são capazes de gerar questionamentos sobre o que estava estabelecido e buscar novas realidades.

O trabalho de direção de arte, principalmente na constituição dos ambientes da horta e nas diferenças entre os indivíduos intra e os extramuros é eficiente. Leoni e Dantas Soares brincam com as expectativas, fazendo com que a busca pela mudança e realidade sejam desejadas, mas ignoradas. O que é uma escolha bem interessante.

Além disso, é sempre muito bom ver novos títulos de ficção científica chegando. Ainda que sob muita influência, não deixa de ser um primeiro passo promissor.

Um Grande Momento:
O final.

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