Crítica | Streaming

A Orfã

(Orphan, EUA/CAN/ALE/FRA, 2009)

Suspense
Direção:  Jaume Collet-Serra
Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman, CCH Pounder, Jimmy Bennett, Aryana Engineer
Roteiro: Alex Mace, David Johnson
Duração: 123 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

No meio da enxurrada de filmes de suspense que de suspense mesmo não têm nada e de produções que só querem uma desculpa para fazer jorrar sangue nas telas, de vez em quando aparece alguma coisa interessante, como A Orfã. Não que o filme seja sensacional, mas ele tem um quê de original em sua história e, vá lá, é infinitamente melhor do que a estréia de Collet-Serra na direção com o fraquíssimo A Casa de Cera.

Depois que perde seu terceiro filho, no dia do parto, e descobre que não pode mais ter filhos, Kate e seu marido, John, tentam superar os traumas adotando uma criança. Entre os orfanatos visitados, encontram Esther, uma menina inteligente, muito madura e cheia de atributos artísticos e acabam escolhendo-a e levendo-a para casa.

Com tantos atributos excepcionais, a menina vai conquistando o carinho da família, mas começa a demonstrar um lado sombrio. Ela manipula a irmã caçula, modifica fatos para incriminar outras pessoas por coisas que fez, demonstra ser vingativa e, aos poucos, vai transformando a vida daquele casal em um inferno.

Ainda que seja previsível e tenha um segredo fácil de ser descoberto logo nos primeiros minutos de filme, as maldades impunes de Esther são agoniantes e conseguem segurar o público até o final da história. Muito dessa curiosidade com a personagem vem da excelente interpretação de Isabelle Furhman que, com doze anos, cria uma pequena malvada impressionante. A participação de Vera Farmiga como a mãe atormentada também merece ser lembrada.

Do lado negativo estão os muitos clichês nas cenas mais violentas, como aquelas fugas para o lugar mais perigoso, o cadáver que some e a falta de crença na única pessoa que realmente sabe o que está acontecendo. Outra coisa incômoda, mas em menor grau, é a explicação excessiva de coisas que já foram entendidas.

Mas é um filme que consegue cumprir bem o que promete e causa alguns sustos e surpresas sem apelar sempre para as mesmas histórias de sempre. Bom para dias em que o nível de exigência está mais baixo.

Um Grande Momento

Uma surpresa para a mamãe.

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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

2 Comentários

  1. tem clichês mas se não fosse pelo talento da Isabelle Fuhrman o filme não seria o mesmo ,só poderiam ter colocado um outro ator para interpretar o marido ,o final tambem surpreende bastante e depois fui pesquisar sobre a doença da Ester é muito rara a doença que ela tem

  2. Vi ano passado e gostei também. É manjado mais é bem tenso, acho que cumpre o seu papel direitinho como suspense

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