(Aquaman, AUS/EUA, 2018)
Ação
Direção: James Wan
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Nicole Kidman, Dolph Lundgren, Yahya Abdul-Mateen II, Temuera Morrison, Ludi Lin, Michael Beach, Randall Park, Graham McTavish
Roteiro: Mort Weisinger, Paul Norris (personagem de HQ), David Leslie Johnson-McGoldrick, Will Beall, Geoff Johns, James Wan
Duração: 143 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Dando continuidade ao mundo DC nos cinemas, Aquaman ganha o seu próprio longa, estrelado por Jason Momoa. O desafio do diretor James Wan e também de Momoa era contextualizar o personagem, dar-lhe um status de protagonista e não mais de mero coadjuvante de HQs ou desenhos animados, onde gozava de pouco prestígio.

Para isso, o diretor mergulha na mitologia de Atlântida, vai até o centro da terra e retorna com um personagem maior, completo, ainda que não complexo, mas que, poderá dar seguimento a saga da Liga da Justiça e estar lado a lado com personagens como Superman, Batman, Mulher Maravilha, sem maiores constrangimentos.

Filho da improvável união de um faroleiro e da rainha Atlanna (Nicole Kidman) que fugiu de Atlântida e da tirania do rei Atlan. Artur vive entre os dois mundos, sem interesses por assuntos do mundo de sua mãe, mesmo sendo o legítimo herdeiro do trono. No entanto, quando Mera (Amber Heard), filha do rei Nereus (Dolph Lundgren), lhe informa que seu irmão mais novo Rei Orm (Patrick Wilson) está forjando uma guerra contra o povo da superfície, Artur precisa tomar partido para evitar o que pode ser a extinção da raça humana.

O roteiro, assinado por Will Beall, David Leslie Johnson-McGoldrick e com colaboração de James Wan, toma um caminho bastante previsível: a saga do herói, seu reconhecimento como tal, a partida para a batalha e retorno triunfal. Mesmo assim, por se tratar de um personagem menor entre outros super-heróis, tais esquemas não derrubam por completo o filme e, de certa forma, até se justificam. Pois, em contrapartida, o filme mostra a mudança desse personagem, de truculento e indiferente, ele passa a entender seu papel entre os dois mundos que habita.

Apesar de não ser surpreendente, o roteiro tem ainda dois pontos interessantes. A inserção de um dos vilões da DC. O personagem aparece de forma natural e deverá agradar aos fãs, além de deixar rastro para continuações. Da mesma forma, sem causar grande alarde ou roubar atenção indevidamente, há uma importante mensagem sobre as questões do meio ambiente.

O elenco possui grandes nomes, mas com atuações apenas boas, como Willem Dafoe, além dos já citados. Momoa parece ter bastante dificuldade em cenas onde a ação não seja o foco principal, mais dificuldade ainda ao deparar-se com momentos de humor claramente forçados e fora de questão. Em compensação, Patrick Wilson, que já trabalhou com o diretor em Sobrenatural e Invocação do Mal, é quem tem o melhor desempenho.

A direção artística e a equipe de efeitos visuais tiveram um farto campo de trabalho em Aquaman. Mundos subaquáticos, batalhas épicas, exércitos, diferentes raças e mundos compõem cenários e cenas lindíssimas.

Aquaman é o filme da DC que mais se aproxima da jovialidade dos filmes da Marvel, porém, mesmo com pontos positivos, acaba sendo mais do mesmo. Acerta por conseguir resgatar um personagem pouco carismático e dar-lhe certa credibilidade, pois como diz Mera: ser herói é maior do que ser rei. E essa história pode interessar.

Um Grande Momento:
Confronto com Karathen.

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