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BFI Southbank destaca cinema brasileiro em Londres

O cinema brasileiro ocupa, nos meses de maio e junho, o BFI Southbank, principal centro de exibição cinematográfica de Londres, com a mostra Brazil on Film, programação que percorre diferentes períodos, movimentos e linguagens da produção nacional. A temporada integra o Ano Cultural Reino Unido-Brasil, que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

Com curadoria de Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, e Adriana Rouanet, diretora-executiva do Instituto Rouanet, a seleção reúne filmes que vão de Limite (1931), de Mário Peixoto, a produções recentes como Dolores (2025), de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes.

A programação propõe um panorama amplo do cinema brasileiro, atravessando o Cinema Novo, o Cinema Marginal, a Retomada; gêneros como o documentário, o terror e o cinema infantil, e produções contemporâneas. Entre os títulos exibidos estão Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person, A Margem, de Ozualdo Candeias, Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, Marte Um, de Gabriel Martins, e Manas, de Marianna Brennand.

O mês de junho concentrará parte das obras ligadas à renovação do cinema brasileiro e às revisões recentes do cânone nacional, incluindo Os Homens que Eu Tive, de Tereza Trautman, Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, Kasa Branca, de Luciano Vidigal, e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi.

Outro destaque da programação é a homenagem aos 80 anos de Héctor Babenco, com exibições de Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, Pixote: A Lei do Mais Fraco, O Beijo da Mulher Aranha e do documentário Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou, dirigido por Bárbara Paz.

Segundo Renata de Almeida, a proposta da curadoria foi apresentar ao público britânico uma cinematografia marcada pela diversidade estética, regional e política, evitando repetir títulos exibidos recentemente pelo BFI. “A seleção teve a intenção de mostrar que uma cinematografia que está hoje em evidência traçou um longo caminho, por onde passam diretores hoje consagrados, outros já caminharam, e novos autores estão dando os primeiros passos”, afirma.

Segundo ela, “num país como o Brasil, em que a produção cinematográfica é ligada a incentivos governamentais e à instabilidade política, sempre é bom ressaltar a importância de manter o caminho aberto.” Muitas sessões contam com debates e encontros ligados à programação.

A temporada também inclui sessões voltadas ao público infantil e familiar, com filmes como O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, A Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo, e O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put.

Mais informações: BFI Southbank

Redação

O Cenas de Cinema é um veículo informal e divertido que tem como principal objetivo divulgar a sétima arte, com críticas, notícias, listas e matérias especiais
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