Crítica | Streaming

Brigadas do Tigre

(Les Brigades du Tigre, FRA, 2006)

Ação
Direção: Jérôme Cornuau, François Cornuau
Elenco: Clovis Cornillac, Diane Kruger, Edouard Baer, Olivier Gourmet, Jacques Gamblin, Stefano Accorsi, Thierry Frémont, Léa Drucker, Aleksandr Medvedev
Roteiro: Claude Desailly (série de tv), Xavier Dorison, Fabien Nury
Duração: 125 min.

Bom elenco, produção de época competente e uma história interessante: ingredientes que, geralmente, são fundamentais para que o filme seja um sucesso. Brigadas do Tigre tem todos eles, mas não consegue decolar de jeito nenhum.

A história é a da primeira brigada móvel, uma força especial criada pelo então ministro da defesa, George Clemenceau, o Tigre, para combater a onda de crimes que aterrorizou a França e proteger a reunião para a assinatura da Tríplice Aliança, acordo entre França, Inglaterra e Rússia para combater a Alemanha.

Sempre disputando o poder com a polícia regular, os integrantes da brigada são destacados para proteger o príncipe russo e sua esposa dos anarquistas, liderados pelo famoso Jules Bonnot.

Surpresas, segredos, ação e espionagem. Está tudo lá, mas parece que as coisas não conseguem se conectar. Por muitas vezes o filme perde o ritmo e fica tão chato que é difícil manter-se acordada.

A trilha sonora é bem confusa, assim como alguns momentos do roteiro. Os atores são bons, mas suas atuações não conseguem se sobrepor ao ritmo perdido do filme.

Além disto, o figurino, os cenários e a direção de arte também ficam completamente prejudicados. Falta tempero para deixar interessante tudo aquilo que vemos na tela.

Acho que só mesmo fazendo de novo! Pode agradar aqueles que gostam de filmes baseados em fatos históricos.

Um Grande Momento
A princesa contando a história de Ivan, o Terrível

Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)
César: Figurino, Cenografia

Links
Site OficialIMDb[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=igP0LhHxaYw[/youtube]

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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