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Confissões

(Kokuhaku, JPN, 2010)

Suspense
Direção: Tetsuya Nakashima
Elenco: Takako Matsu, Yoshino Kimura, Masaki Okada, Yukito Nishii, Ai Hashimoto
Roteiro: Kanae Minato (romance), Tetsuya Nakashima
Duração: 106 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Sem se preocupar com interrupções e a falta de educação imperante na sala de aula, uma professora discursa para a sua turma indisciplinada. Com a voz impassível, ela vai narrando a vingança que começa a executar naquele exato momento. Descobre-se que aquela mulher acabara de perder sua filha de quatro anos e sabe que dois de seus alunos foram os responsáveis pela morte. Agora ela espera fazer com que eles paguem por isso da maneira mais dolorosa possível.

Assim começa o suspense psicológico Confissões. O choque da revelação desta vingança é pequeno frente ao mal-estar causado pela frieza daquela mulher e por suas ações, todas inesperadas se relacionadas com a delicadeza de sua figura e com o que se espera de uma professora primária.

Com uma narrativa não linear, o público vai conhecendo todos os fatos da história e as conexões entre os personagens. A intrincada trama começa então a fazer sentido e aquele choque dá lugar a uma espécie de pena pelo resultado que a morte da menina causou tanto na vida dos alunos descobertos, como na da professora-mãe.

Ainda que seja bem interessante, o filme acaba tropeçando no ritmo extremamente lento de sua primeira parte, no exagero de múltiplos narradores e nas muitas tentativas de criar quadros visualmente perfeitos, o que funciona até um certo ponto, mas pode cansar.

Isso não diminui a interessante história de vingança e nem apaga os muitos bons momentos do longa-metragem. Uma surpresa, que precisa de dedicação e paciência ao ser assistida, mas promete agradar a muita gente.

Um Grande Momento:
Descobrindo o primeiro passo da vingança.

Confissoes

Links

IMDb [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=cmNvMrABGgs[/youtube]

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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