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Festival para ver e dançar em casa

27º Festival de Cinema de Vitória Itinerante conta com shows inéditos programas de curtas que marcaram as edições do evento

Estamos todos longe, mas nem por isso vai deixar de ter filme e show. Em sua 27ª edição o Festival de Cinema de Vitória Itinerante, que começou ontem (28) e segue até sábado, mantém seu propósito de integrar cinema e música e levar a cultura para todas as partes. Acontecendo pela primeira vez online, com apresentação do ator SIlvero Pereira e exibições no YouTube, o evento percorrera simbolicamente as cidades de Vitória, Cariacica e Serra. Serão três shows inéditos e três sessões audiovisuais, que ficarão disponíveis por 24 horas. A programação conta também com laboratórios de formação.

Evento que tradicionalmente marca o encerramento das atividades do FCV, o Festival de Cinema de Vitória Itinerante percorre, em suas versões presenciais, diversas cidades do Espírito Santo, com foco na promoção e na difusão do audiovisual brasileiro. São realizadas sessões gratuitas e abertas em espaços públicos, além de atividades de formação cultural e o fomento da produção musical. “O foco do Festival de Cinema de Vitória Itinerante está na democratização do acesso ao cinema e na descentralização das atividades culturais que o projeto oferece. No formato on-line, o evento se propõe a ampliar o público e chegar a pessoas de diversas partes do país. Nesta edição, vamos exibir curtas-metragens realizados nos últimos 20 anos e muito importantes para o audiovisual brasileiro e que contam um pouco da história do festival”, disse Lucia Caus, diretora do evento.

Shows

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A música também faz parte da programação do 27º Festival de Cinema Vitória Itinerante. Direto do Bravo Estúdio, o público vai conferir as performances de Alice Caymmi, André Prando e Letruz, um em cada dia, combinado com um programa de curtas.

Mostras de curtas

A primeira sessão, incrível, entrou no ar ontem (28) e pode ser vista por 24h. Começa com o show de Alice Caymmi e segue com o filme Macabéia (2000), de Erly Vieira Jr, Lizandro Nunes e Virginia Jorge, uma adaptação livre do clássico “A Hora da Estrela”. Na sequência, Água Viva (2018), de Bárbara Ribeiro, acompanha um grupo de frequentadoras de uma sessão de hidroginástica. Depois de Tudo (2008), de Rafael Saar, aborda a relação de um casal na terceira idade. Agrados para Cloê (2007), de Jefinho Pinheiro, é uma ficção sobre fé e tempo com linguagem poética. e Santos Imigrantes (2018), de Thiago Costa, resgata a religiosidade afro a partir de uma intervenção urbana.

Hoje (29), entra no ar a segunda sessão, que apresenta um recorte de filmes que abordam experiências pessoais e que afetam a percepção do todo. Braços Vazios (2017), de Daiana Rocha, trata da questão do extermínio da juventude negra sob a perspectiva de uma mãe solo. Manaus Hot City (2020), de Rafael Ramos, joga luz sobre uma relação de amizade com inquietude, melancolia e doçura. Montação (2016), de Wan Viana, acompanha um grupo de drag queens enquanto se preparam para um show. Vento Sul (2014), de Saskia Sá, acompanha a volta de uma mulher à sua cidade depois de um longo tempo ausente. Sweet Karolynne (2009), de Ana Bárbara Ramos, aborda a questão periférica nordestina a partir do olhar de uma criança.

Encerrando a programação, no sábado (30), a terceira sessão traz filmes que atravessam o universo infantil. O Olho e o Zarolho (2013), de Juliana Vicente e René Guerra, é uma fábula delicada sobre as novas configurações familiares. A Piscina de Caíque (2017), de Raphael Gustavo da Silva, traça um paralelo entre as brincadeiras infantis e a realidade brasileira. Guri (2019), de Adriano Monteiro, acompanha o desejo de um menino em vencer um campeonato de Bolinha de Gude do seu bairro. Pobre Yurinho (2018), de João Ademir, aborda de forma bem-humorada o universo particular da amizade entre crianças. Encerrando a programação, a aventura futurista Arani Tempo Furioso (2019), de Roobertchay Domingues Rocha.  

Mais informações no site do evento

Redação

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