Críticas

Frozen II

(Frozen II, EUA, 2019)
Animação
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Roteiro: Jennifer Lee
Duração: 103 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Em 2013, os estúdios Disney lançaram o primeiro filme das irmãs Anna e Elsa. Vencedor de dois Oscar (Melhor Animação e Melhor Canção Original) Frozen: Uma Aventura Congelante foi sucesso de crítica e público. Agora, após seis anos de espera, finalmente a sequência da animação chega às telas de cinema.

Em Frozen II, as irmãs continuam a saga na defesa do reino de Arendelle, mas desta vez, diferentemente do primeiro filme, a ancestralidade da família e, consequentemente, a origem dos poderes de Elsa, são pontos principais da história. Porém, se por um lado, revisitar o passado tornou o roteiro do filme mais maduro, por um outro, fez com que boa parte da originalidade, que surpreendeu no filme de 2013, fosse perdida.

Jennifer Lee, roteirista e co-diretora do longa, apostou em Frozen: Uma Aventura Congelante, numa história de amor diferente das vistas costumeiramente quando se há uma princesa como personagem principal. Ao invés do afeto de um príncipe, o verdadeiro amor que salvou a princesa foi o da sua irmã, sendo elas as heroínas do filme. Não que dessa vez essa premissa não continue valendo, mas quando a história caminha para o passado, o roteiro não foge do lugar-comum.

Mesmo com um roteiro mais tradicional do que o antecessor, Frozen II não deixa de ter seus encantos. As cenas na Floresta Encantada têm um visual primoroso e a dinâmica de textos e piadas entre o quarteto Anna, Elsa, Olaf e Kristoff continua cativante. Inclusive, um dos momentos mais engraçados do filme é quando Olaf explica, em poucos segundos, a trama do primeiro filme. Uma sacada muito inteligente da roteirista, que ajuda a situar quem não assistiu ao filme anterior, se é que existe alguém que não viu.

Frozen II também aposta em ser uma história mais sombria e no amadurecimento das protagonistas. O gelo, elemento que dá origem ao filme, deixa de ter um visual, digamos, alegre e passa a ter contornos soturnos. Essa transformação é perceptível não só já na clássica cena da Princesa Elsa no gelo, como também na trilha sonora.
A canção “Into the Unknown” apesar de não ter o carisma, nem causar o frisson de “Let It Go” em 2013 (e nos anos seguintes), é uma música lindíssima, que fala sobre o desconhecido. Nada mais metafórico para sinalizar o crescimento do que a mensagem para se lançar no obscuro. Mensagem essa que também deve servir para boa parte dos fãs que cresceram durante a passagem de tempo entre um filme ao outro.

Independentemente de não ter o mesmo fascínio de Frozen, a sua continuação não perde os elementos-chaves que o fazem ser um filme delicioso de ser assistido. Frozen II continua a ser divertido e envolvente e tem tudo para se tornar mais uma vez um sucesso de público.

Um Grande Momento:
A tempestade.

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Mila Ramos

“Soteropaulistana”, publicitária, amante das artes, tecnologia e sorvete de chocolate. O amor pela Sétima Arte nasceu ainda criança, quando o seu pai a convidava para assistir ao Corujão nas noites insones. Apaixona-se todos os dias e acredita que o cinema é capaz de nos transportar a lugares nunca antes visitados. Escreve também no Cartões de viagens imaginárias.
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