O longa-metragem Irritante Prodígio, dirigido por Luiza Lindner, foi o vencedor do Troféu Vila Rica da mostra competitiva Arquivos em Questão da 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. O prêmio foi anunciado hoje (30), na praça Tiradentes, durante a cerimônia de encerramento da mostra.
Dedicada a filmes que exploram criativamente imagens de arquivo, o recorte reúne produções que investigam as múltiplas possibilidades de diálogo entre memória, documentação e criação audiovisual.
A escolha de Irritante Prodígio foi feita pelo júri oficial composto pela documentarista e professora Anita Leandro, pela professora e pesquisadora Gabriela Lima Gomes e pelo professor e pesquisador João Luiz Vieira.Produção de Santa Catarina e São Paulo, o filme investiga os limites entre autobiografia, performance e memória ao revisitar a infância da diretora, marcada por longos períodos de internação hospitalar e psiquiátrica.
A partir da articulação entre registros pessoais, imagens de arquivo e encenações, ela constrói uma narrativa sobre lembranças individuais e formas de representação audiovisual. “O filme se destaca pela adequação da forma com conteúdo e se enriquece trazendo o próprio corpo como arquivo”, destacou o texto do júri.
A diretora Luiza Lindner agradeceu, emocionada, por ter estado ao lado de outros títulos para ela tão significativos. “Esse filme representa a força da expressão artística e da nossa existência. Estou começando minha carreira em cinema e espero que esse prêmio ajude o filme a existir ainda mais”.


