Cinema em linhasEspecial

Síndrome de Galvão (ou Transtorno de Déficit de Educação)

Ir ao cinema está se tornando, cada dia mais, um exercício de paciência. A falta de noção das pessoas que freqüentam as salas anda em alta e é difícil assistir a um filme sem pelo menos duas vezes pedir silêncio, com aquele também chato barulhinho de pneu esvaziando.

O que antes era uma atitude mal-educada isolada tornou-se um hábito. Assim como comer pipoca era e continua sendo legal, a tendência parece ser se comportar como se você estivesse sozinho na sua casa.

Há algum tempo, ir ao cinema era um programa completo, um acontecimento. Os filmes eram escolhidos com antecedência, todo mundo gostava de passar um tempo no hall de entrada das salas e sempre reservava um tempo para comprar a pipoca.

Durante as sessões, todo um ritual era seguido. Tinha um jornal, os trailers dos próximos lançamentos e todos se preparavam para entrar no filme que tinham escolhido para assistir e só sair depois dos créditos finais.

A culpa é da TV?

Getty Image
Exclusividades das salas escuras, os filmes acabaram chegando às casas dos espectadores também pela televisão. Tínhamos que ver um filme em formato distorcido, com som original alterado, passagens mutiladas para passar pela censura das épocas e sem tempo para os créditos finais. O desrespeito à formatação continua até hoje, mesmo sem a censura e um outro problema se agravou: os intervalos comerciais.

Como é que alguém consegue se manter concentrado em uma história se ela é repetidamente interrompida? [Música tensa] Marion Crane abre o chuveiro, começa o banho e pela cortina vemos a sombra de alguém entrando no banheiro… LOUCURA! LOUCURA! As Casas Bahia trazem para você… Impossível manter uma linha de pensamento, qualquer que seja ela.

Com o tempo e a quebra constante de atenção, aquele tipo de programa foi ficando cada vez mais descompromissado. Enquanto acompanham com rabo de olho Ricky assassinar o Major Strasser, discutem sobre o cardápio da janta. Ou aproveitavam o começo do filme para contar o que aconteceu no dia de trabalho.

Uma mania típica de quem assiste a novelas também foi importada. Todos os passos da malvada e o sentimento da boazinha são comentados em voz alta. Numa espécie de ciclo vicioso, se a tv faz questão de explicar em palavras aquilo que todos estão vendo, aqueles que estão vendo também têm o direito (ou quase dever) de explicar também.

O “pause” e sua contribuição

Se o intervalo comercial criou um momento de distração e mais interação entre os espectadores, um botãozinho presente na maioria dos aparelhos eletrônicos de reprodução de filmes o consolidou. Vontade de ir ao banheiro, fazer uma boquinha ou qualquer outra coisa? É só apertar o “pause” do seu antes vídeocassete e agora dvd player e está tudo resolvido.

Quando os videocassetes foram lançados, até existia algum ritual para assistir às fitas locadas, compradas, gravadas. Alguns chegavam até a gravar os filmes dublados da televisão retirando cada uma das muitas propagadas, mas isso também ficou no passado. Com os anos, a luz deixou de ser apagada e as interrupções se tornaram cada vez mais comuns.

Sem uma tensão estabelecida – fundamental para qualquer filme – conversas, telefonemas e outras atividades também são bem vindas e a bagunça vai aumentando.

O inferno de ir ao cinema

Ao escolher o filme no susto, depois de fazer as compras ou dar um role pelo shopping, várias pessoas vão ao cinema com a clara impressão de que estão indo ao barzinho da esquina (ou à pizzaria rodízio, onde as pessoas não se incomodam em falar alto).

Tudo bem se o papo durasse o mesmo tempo que a arrumação das sacolas de plástico no chão, ou um pouco mais, até o fim dos comerciais (que agora também estão presentes no cinema, antes das sessões), mas não. O assunto invade o filme até que este comece a se tornar mais interessante para quem conversa, e que se danem os outros que querem prestar atenção.

Em alguns casos os shhhhs e olhadas para trás conseguem resolver o problema. Mas existem situações que nem mesmo pedidos de silêncio resolvem. E a falta de educação reina soberana até a chegada do funcionário do cinema (o antigo e saudoso lanterninha) para resolver o problema.

Além dos bate-papos, outros fantasmas da fala também assombram quem gosta de ver filmes na telona. Tem gente que não se acanha em atender o celular no meio da sessão e fala como se não tivesse ninguém por perto. Os que ainda não alcançaram esse nível de desprendimento ainda tentam falar mais baixo, mas incomodam do mesmo jeito.

Tem aqueles também que simplesmente se esqueceram de como é fazer alguma coisa em silêncio. Parece que a apreensão do que está sendo visto está diretamente relacionada à movimentação das cordas vocais. “Olha, ela chegou no alto do prédio, mas o menininho não estava mais lá… mas olha lá a mochila dele no chão…” ou “por que a aliança caiu no chão e rolou até o pé dele? E por que ela está com tanto frio?” Oscilando entre a narração e a tentativa de vidência, vários dos praticantes desse mau-hábito nem notam o que estão fazendo.

E quando um grupo de adolescentes resolve entrar para ver um filme que eles acham ruim ou bom demais? Salve-se quem puder! Quem não puder, já vai se preparando para os gritinhos e piadinhas que parecem não ter mais fim.


Occupations – short film by Lars von Trier | Enviado por vahea.

Render-se jamais

Com muitas horas da vida gasta dentro dos cinemas, vi de tudo. Já saí pra chamar o tal funcionário, pedi silêncio e fui verbalmente agredida por uma adolescente tagarela, presenciei brigas, expulsões seguidas de aplausos e já recebi reembolso de dinheiro.

A soma dos (maus) costumes domésticos, a falta de limites e uma ausência daquela noção básica de que nosso direito acaba quando começa o dos outros transformou a aventura de ir ao cinema numa tarefa árdua.

Sem saber o que fazer para melhorar, o jeito é pedir, conversar sobre o assunto, se mostrar indignado e esperar que as pessoas percebam novamente que compartilham o mundo com outras.

Deixar de ir ao cinema? Fora de questão. Mas sempre com aquela esperança de que os próximos colegas de filme sejam melhores do que os anteriores.

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

20 Comentários

  1. Não vou mais ao cinema. Desisti. Não dá pra competir com uma massa de gente mal-educada e sem noção de nada. Infelizmente.

  2. Não culpo o crescente desenvolvimento da tecnologia voltada, principalmente, para os meios de entreterimento, isto nao justifica a falta de respeito das pessoas. Esta situação tem se agravado e muito, independente do ambiente social que convivemos, a antiga preocupacao mutua, com o bem-estar do proximo, ja nao existe mais, a relacao de auto-ego e independencia tem transformado as pessoas em simples objetos, logo todo e qualquer ato eh considerado um mero item de consumo, to pagando que se foda o proximo e por ai vai, em qualquer situacao presencio essa calamidade e decadencia que temos atingido, muito triste ver o quanto o ser humano tem perdido suas qualidades e se espirito unico que nos diferencia dos outros animais.

    PS: peco desculpas a falta de acentuacao, meu teclado deu pane na hora da digital.

  3. Adorei essa matéria!!! Achei que esse era um problema exclusivamente alagoano, mas até que irrita um pouco menos saber que em outras grandes cidades do Brasil as pessoas também estão com esse péssimo costume dentro das salas de cinema. O que fazer? Esperar o filme sair em DVD ou distribuir tampões/rolhas nas salas de cinema? hahahuhahaa Mais rigidez aos lanterninhas!!!

  4. POST PERFEITO.

    Ainda bem que na maioria das vezes que vou ao cinema o público se comporta bem. É algo muito irritante mesmo.

  5. É a tv acabou com o respeito pelo cinema,pessoas que conversam ou atendem o cel merecem o fim aplicado por Trier,por sinal um dos melhores curtas de Cada um com seu Cinema!

  6. Adorei a matéria e me identifiquei muito com ela, acho que todo mundo já passou por situações que dá vontade de fazer como o carinha do Von Trier!
    Eu já passei por uma situação de ter que virar na cadeira e dizer

    "Querido, aqui é o cinema, a sala já é ruim, o filme é dublado (cidade do interior quase nunca chega filme legendado por aqui) e você precisa ficar queito, se quiser conversar tem uma área imensa lá fora."

    Infelizmente as pessaos costumam confundir o publico e o privado e como respeito é artigo raro, temos que conviver com essas pragas… acho que vou comprar um marteinho daqueles para ir ao cinema… com cabinho pequeno ou não me deixarão entrar…

  7. Oi, gente!

    O que me deixa mais tranquila é saber que existe tanta gente que também se incomoda com isso. Que não sou a única que percebe e fica indignada com atitudes assim.

    Pedro, eu confesso que acho o filme meio agressivo demais, mas é só voltar ao cinema para ter a noção perfeita do que fez Von Trier pensar em algo tão radical.

    Bruna, pior do que uma colaboração. As pessoas acham que podem fazer o que quiserem no cinema e chegam a esperar que "os incomodados que se mudem". É muita falta de senso!

    Obrigada, Wally! É que isso me deixa realmente muito chateada. Aí já viu, né?

    Já vi a campanha lá no seu blog, Amanda. De repente seria uma boa idéia fazermos uma campanha de divulgação dela.

    E o pior, Lana, é que essas pessoas não sabem que estão também se boicotando. Porque hoje em dia ninguém mais consegue apreender tudo que um filme tem a dizer porque ou está conversando, ou está tendo a atenção boicotada pelos mau-educados à volta.

    Vinícius, mil saquinhos plásticos incomodam muito, mas nem se comparam às bocas tagarelas. É insuportável!

    Que sorte a sua, Daniel! Eu já tive todo tipo de companhia. Mas se está comigo o problema é mais grave. Além de fazer a pessoa calar a boca, ainda converso sobre isso depois.
    O problema são os desconhecidos…

    Marcel, acho que a campanha de conscientização é necessária. As pessoas precisam aprender que o cinema é um local público e que todos os outros que lá estão merecem respeito. Alguma coisa precisa ser feita!

    Que lindo depoimento, Armando! As pessoas precisam mesmo aprender a amar e respeitar o cinema. Quem não faz questão de ver filme que fique em casa, vendo os títulos numa tela de computador.

    Pedro, eu tento fazer o mesmo. Quando não assisto ao filme em cabines de imprensa (que felizmente são mais civilizadas), deixo para as primeiras sessões ou então espero passar o frisson da estréia. A chance de se estressar assim é muito menor.

    Concordo com você, Ana. "A grande pobreza é não ter educação".

    O Homem Que Sabia Demais, e o pior é que o problema está espalhado pelo mundo todo. Como é que pode?

    Lella, e o pior é que além de conversar no cinema ainda existem esses outros grandes problemas. O celular, por exemplo, é uma praga. Ai como eu tenho raiva quando alguém que está na minha frente resolve fazer qualquer coisa com o aparelho…

    Beijocas a todos!

  8. Nesse final de semana, um cara atendeu o celular. Dei uma olhadinha de rabo de olho. E ainda bem que ele desligou logo.

    Mas no geral, até que não tenho encontrado um falador, ultimamente.

    Parabéns pelo texto!

    E um Feliz 2010 a Todos!

  9. É bem verdade. Cada vez é mais difícil e inglório ir ao cinema no sentido de ritual social e cultural!

  10. Tudo se resume a uma enorme falta de educação e respeito pelo outro. E a cada dia que passa, mais gente tem acesso pela via do dinheiro, mas gente cada vez mais mal-educada. De berço e de escola. Não adianta dar renda porque a verdadeira pobreza é não ter educação.

  11. Eu sou sempre muito azarado, por isso ultimamente tenho deixado para ir ao cinema já nos últimos dias de exibição do filme alvo – e tenho privilegiado as salas menores, pq estão quase sempre vazias.

    Abs!

  12. Prezada Cecília, o cinema realmente começou a perder sua magia com a chegada da televisão. Depois veio o vídeo K-7 a tevê de assinatura, internet e o celular, desmistificando de vez e acabando com todo aquele ritual e expectativa que se constituía em se ir a um cinema. Era algo especial e místico, que se revertia em grande prazer para todo jovem da década de 50/60. Tanto que nessa época – ainda sem tevê – o sonho de consumo de toda garotada, era possuir um projetor. Com o fechamento dos cinemas de rua, houve mais uma perda. Os antigos cinemas eram prédios portentosos, verdadeiros palácios. Lembro quando levado por meu saudoso pai, entrei pela primeira vez em um cinema. Queria saber como tudo aquilo funcionava. A sala estava ainda vazia. Como demorou a começar o filme naquele dia. Acho que tínhamos chegado cedo demais. Ficava eu a olhar para os desenhos nas paredes e insistentemente para trás, pois meu pai tinha me dito que era pelos buraquinhos da parede lá do fundo, que saia uma forte luz e esta trazia as imagens até a grande tela branca, com fotografias em movimento. Era grande a expectativa e ansiedade da espera. Ao iniciar a projeção, eu ali de olhos bem abertos e coração batendo forte, tudo ia se confirmando. Na minha frente, a grande imagem era acompanhada de uma música marcante que indicava perigo. O som de cavalos em disparada invadia toda a sala, podia ver na tela um cavaleiro em desembalada carreira, que fugia de um bando de índios apaches. Era o meu primeiro faroeste. Começava assim a minha paixão pelo cinema, esta arte que reúnem todas as outras e nos faz embarcar em uma grande viajem. O cinema diverte, emociona, informa e nos trás conhecimentos. Alguns dias depois, meu pai precisou ir ao centro pela tarde, para fazer um pagamento no banco e me chamou para ir com ele, pois depois iríamos mais uma vez ao cinema. O filme e o cinema já estavam escolhidos, pois nessa época, além do “carro de propaganda” que saia anunciando o filme pelas ruas da cidade, também era comum as emissoras de rádio divulgar os filmes em exibição dos cinemas do centro. O filme era “O Homem Que Sabia Demais”. Ao passar pela porta do cinema, lembro de meu pai a me puxar pelo braço, pois já estava atrasado. E eu ali parado, hipnotizado com os cartazes. Pronto, ao sairmos do banco, era hora de nos dirigirmos ao cinema. Ao chegar ao mesmo, dois problemas. Além da sessão já ter começado, o filme era impróprio para menores. Meu pai conhecia o porteiro e o mesmo me deixou entrar, pois eu estava acompanhado. Pronto, agora era escolher: ou entrar com a sessão já começada e ficar para a segunda sessão a fim de completar o filme, ou aguardar na sala de espera até terminar a primeira sessão. Optamos por esperar na sala, pois meu pai não gostava de entrar com filme começado. Ao vermos as primeiras pessoas saindo da sala de projeção, era sinal que a sessão estava terminando. Fomos logo entrando para pegar um bom lugar e tendo oportunidade de assistirmos aos créditos finais da sessão anterior. Às vezes havia um pequeno intervalo de uma sessão para outra, dependendo da duração do filme, quando esse era longo, não tinha intervalo de uma sessão para a outra, e sim começava emendando os finais dos créditos, com o cine jornal da sessão seguinte. Nesse caso, o operador deixava as luzes mais fracas acesas, para que os espectadores que ainda estavam entrando, se acomodassem em seus lugares. Mais uma tarde de felicidade e emoção. Hoje fica difícil até você se concentrar no filme, tamanho a balburdia em que viraram as salas de cinemas nos Shoppings. O cheiro forte da pipoca, os pés do espectador de trás batendo em sua poltrona, os celulares a tocarem, conversas e piadinhas a toda hora. É uma anarquia generalizada, fruto da falta de educação e de limites. Muitos pensam que estão em suas casas, na sala vendo tevê. Como dizia minha saudosa mãe: “costume de casa vai à praça”. É o que está acontecendo com esses jovens. Infelizmente faltam bons exemplos, educação, respeito e amor ao cinema, que hoje é mais uma diversão dentre tantas outras. Um abraço, Armando.

  13. É realmente uma tarefa difícil ir ao cinema nos dias de hoje, fez-se necessário a colocação de avisos antes do filme sobre desligar o celular, não conversar e ter um comportamento adequado durante a exibição da obra cinematográfica. No entanto as advertências, mesmo animadas em três dimensões, feitas com personagens engraçados, parecem não surtir efeito.

    O texto está ótimo, Cecília! Não tem nem o que acrescentar. E que dá vontade de ir munido de um martelo no cinema, dá sim!

    O problema, é que se fosse ver algum filme da série Crepúsculo (Que eu particularmente não gosto, mas dei o azar de estar na sala ao lado), teríamos que levar metralhadoras, porque nem boas analistas psiquiátricas parecem explicar isso aqui:

    http://www.youtube.com/watch?v=dFGOVqm3nlI

  14. Esse curta do Lars foi um dos que eu mais gostei no "Cada um com seu cinema".

    Foi divertido ler teu texto e me lembrar de conhecidos que ficam comentando cada ação que as personagens realizam. "olha ela ali!"; "será que ela vai fazer aquilo?". É ABSURDAMENTE IRRITANTE. Felizmente, nunca fui ao cinema com uma pessoa assim.

    A má educação nas salas de projeções é cada vez mais comum. Observo o desrespeito principalmente vindo de adolescentes em filmes de terror. Quando fui assistir a "Atividade Paranormal" havia uma guria que não parava de rir. Nenhum shhhhhhhhh foi suficiente para calá-la.

    Beijos!

  15. Também já vi muita coisa desagradável no cinema, especialmente por conta daquele tipo de gente que traz de tudo pra comer enquanto ver o filme, mas realmente não podemos nos render.

  16. Oi, Achei esse seu artigo bem interessante pois esse problema do barulho no cinema é algo que tem crescido muito! Nos cinemas de shopping, então, a situação é bem pior, acho que o público que frequenta os cinemas das grandes redes tem, de fato, a mentalidade de estar indo para mais um programinha, um passeio, uma diversão, e esqueçe do comprometimento e o silêncio que uma boa sessão de cinema exige!
    Também, concordo que Tv e vídeo domésticos contribuem para essa dispersão, tudo que é off-cinema( telefone tocando, propagandas de tv, barulho da rua,conversa, etc)nos atrapalham a concentração levamos esses péssimos hábitos de desatenção ao cinema!

  17. A Cecilia me perguntou se essa cena do curta de Lars Von Trier era forte demais. Eu respondi que sim, mas era exatamente a vontade de muita gente em relação aos incômodos espectadores que se recusam a colaborar e entrar no clima do escurinho do cinema.

  18. Esse filme do Lars Von Trier define bem o que eu gostaria de fazer com algumas pessoas que gostam de ir ao cinema, digamos, "por esporte".

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