Crítica | Streaming

Um Jeito Melhor para Morrer

Visto na TV(A Better Way to Die, EUA, 2000)

Ação

Direção: Scott Wiper

Elenco: Scott Wiper, Andre Braugher, Lou Diamond Phillips, Mirjana Jokovic, Natasha Henstridge, Joe Pantoliano, Matt Gallini, Rolando Molina, Wayne Duvall, Carmen Argenziano, Jefferson Moore

Roteiro: Scott Wiper

Duração: 101 min.

Minha nota: 3/10

Ok, ok… Eu tenho uma resistência para filmes ruins. Não que eu os exclua da minha vida, mas consigo ficar exposta por um longo período. Este título é mais uma prova disso. Ontem estava sem fazer nada em casa e todos os filmes da tv paga já tinham começado há 15 minuto, menos esse. Como era no Cinemax Prime, resolvi deixar.

No começo, um agente antigo da polícia ensina a um novo como se comportar para não denunciar que é um policial disfarçado. A cena é dureza de ver e os desavisados podem pensar que se trata de uma comédia. Dez minutos depois e eu, por incrível que pareça, procuro o controle para mudar, mas aí vem aquele pensamento de “não, deixa aí! Vamos ver como acaba”. E eu resolvi deixar.

O filme só vai ficando cada vez mais ridículo. Algumas cenas são tão ruins que chegam até a ser boas, provocando gostosas gargalhadas em que as assiste. É difícil até fazer uma sinopse do filme.

Um homem – aquele do começo que estava aprendendo – resolve largar a polícia depois que seu parceiro – o que estava ensinando – morre em uma operação. Seu sonho é voltar para sua amada, que mora em outra cidada.

No meio do caminho, ele cai em uma emboscada na estrada e tem o seu carro roubado. Sem muitas opções, aceita carona de um cara para lá de maluco que está tentando localizar um agente federal desaparecido.

Depois de muitas conversas sem pé nem cabeça os dois são interceptados por uma gang da máfia e o ex-policial é resgatado pela ex-esposa do agente federal. Ela pede que ele faça uma ligação. Ele faz e, depois disso, começa a ser perseguido por bandidos e pela polícia.

O diretor tenta fazer um filme policial, mas como fica o tempo todo inserindo cenas “engraçadinhas”, o negócio acaba descambando. Também perde a mão quando resolve inserir momentos românticos no filme tão longos e repetitivos que provocam mais sono do que qualquer outra coisa. No final das contas, o espectador não tem a menor idéia das intenções do filme.

A trilha sonora é outra que não consegue se encaixar de jeito nenhum. De repente aparece e muitas vezes esquece de acabar.

Os personagens são uma maluquice total e não têm muitos pudores em mudar de personalidade assim de uma hora para outra. Uns são extremamente exagerados e estereotipados, como o bandidão com unhas negras, o bonzinho que sempre treme todo na hora de atirar em alguém e a estrangeira que de uma hora para outra começa a falar na sua língua natal.

Os atores até tentam fazer alguma coisa ou outra, mas não têm muito sucesso não. Lou Diamond Phillips mesmo em um papel totalmente diferente continua com os trejeitos de filmes anteriores. Joe Pantoliano é o engraçadinho do filme, mas mais exagerado não poderia e só perde para Wayne Duvall que interpreta o mal caráter cego que nunca toma banho. O único que consegue se salvar é Andre Braugher.

O diretor, Scott Wiper, que também é o roteirista e o ator principal, parece estar mais preocupado em se destacar do que qualquer outra coisa. De repente se sairia melhor em filmes mais assumidamente cômicos, mas ele insiste na ação e, no ano passado, lançou o filme Os Condenados, seu segundo, que ainda não tive oportunidade de ver.

Apesar dos pesares, o filme andou fazendo sucesso por aí e muitos acham que seus problemas foram fundamentais para um resultado positivo. Para mim, de vez em quando tinha uma coisinha ou outra, mas nada que conseguisse transformar o filme em bom.

Só dá para ver se for obrigado ou se realmente não tiver outra opção. Caso a idéia seja rir de coisa mal feita, assuma logo e pegue o sensacional e tosco Torrente. Vai ser muito mais divertido!

Um Grande Momento

Como eu disse tem cenas tão ruins que chegam a ser boas e uma delas é quando os dois primos estão no matagal sozinhos com o refém.


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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Heheheh. Dói mesmo, Wally! Mas é sempre é bom a gente achar essas coisas por aí. O difícil é arrumar ânimo para continuar assistindo. rs.

    Heri, hodie, cras, cotidie, já vi que você se parece comigo… Sempre quer achar alguma coisa que preste em produções ruins. Hahahaha. Eu também adoro! E falar deles depois é ótimo!

    Beijocas!!!

  2. Eu nunca assisti. Mas nem pretendo… Quem sabe num dia em que não se tenha nada para fazer como aconteceu com você Cecilia. mas os filmes ruins tem o seu quê curioso e especial também. O que seria do ruim se não falássemos tanto dele? Um beijo e excelente fim de semana.

  3. Ouch. Esse parece não merecer nem mesmo uma espiada, pelos seus comentários. Manterei distância e achar uma forma melhor de morrer…

    Ciao!

  4. Oi, gente!

    É mesmo, Rodrigo. Esse é complicado. Hehehe

    Sério, Kau? Como assim? De repente ele é daqueles que gostaram muito do filme. Existe muita gente que achou o filme tão tosco que achou cult. Cada um no seu quadrado, né?

    Beijocas

  5. Cecília, pra vc ver como é a minha vida: meu irmão deu nota 8,5 pra esse filme. Viu? Moro num ninho de loucos!! Hahahahahaha.

    Não vi o filme, anyway.

    Bjos!

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