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Um Lobisomem na Amazônia

(Um Lobisomem na Amazônia, BRA, 2005)

Estilos de terror não faltam no cinema e um dos mais divertidos e populares é aquele que consegue juntar o humor ao horror, o terrir. No Brasil, o maior nome do terrir é, sem sombra de dúvidas, Ivan Cardoso. Seus filmes O Escorpião Escarlate, As Sete Vampiras e O Segredo da Múmia confirmam a fama.

Um Lobisomem na Amazônia é um projeto antigo do diretor que só chega agora, depois de quase quatro anos, às telonas e mistura várias histórias, estilos e personagens. Tem mulheres gostosonas, sexo, lobisomem, floresta amazônica, amazonas (as guerreiras), santo daime e até o Dr. Moreau, aquele mesmo já vivido por Charles Laughton, Burt Lancaster e Marlon Brando em filmes anteriores e agora volta com o ator espanhol Paul Naschy.

Claro que o filme tem problemas. Algumas das histórias parecem deslocadas, falta o excesso para o gênero, algumas piadas são muito batidas e a maquiagem não é exatamente o que estamos acostumados a ver.

Ao mesmo tempo, o filme tem boas imagens e momentos deliciosos, como a participação especial de Sidney Magal como um sacerdote inca, e aparições curiosas de Guará Rodrigues, Tony Tornado, Nuno Leal Maia, Evandro Mesquita, Orlando Drummond e do próprio Naschy.

O grupo de jovens que quer experimentar o santo daime e entra na floresta, bem mais irregular, tem Karina Bacchi, Bruno de Lucca, Pedro Neschling e Djin Sganzerla. A protagonista é Danielle Winits, que está mais Danielle Winits do que nunca com suas microroupas, seus peitões e muitos gritinhos agudos.

Nada que fique para sempre na cabeça, nem que vá mudar a vida de alguém, mas como um bom terrir, com tantas misturas e absurdos, é diversão certa.

Um Grande Momento

Sidney Magal.

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Terror
Direção: Ivan Cardoso
Elenco: Danielle Winits, Paul Naschy, Evandro Mesquita, Karina Bacchi, Pedro Neschling, Djin Sganzerla, Bruno De Lucca, Guará Rodrigues, Sidney Magal, Tony Tornado, Nuno Leal Maia, Orlando Drummond, Joana Medeiros
Roteiro: Gastão Cruls, Rubens Francisco Luchetti, Flávio de Souza, Evandro Mesquita
Duração: 74 min.
Minha nota: 4/10

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

6 Comentários

  1. Parece que o filme tem o seu valor, mesmo que seja um entrendimento vazio e batido. Mas se diverte já é um bom sinal!

  2. Nossa, Cecilia.
    Digo até que me surpreendi com sua opinião sobre o filme. Achei que faria a caveira dele..rs! Mas, ja que é diversão certa, vou fica ligado nele. Beijos.

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