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Vingadores: Era de Ultron

(Avengers: Age of Ultron, EUA, 2015)

Ação
Direção: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, James Spader, James Spader, Samuel L. Jackson, Don Cheadle, Aaron Taylor-Johnson, Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Anthony Mackie, Hayley Atwell, Idris Elba, Linda Cardellini, Stellan Skarsgård, Claudia Kim, Andy Serkis, Julie Delpy, Stan Lee
Roteiro: Stan Lee, Jack Kirby (história em quadrinhos), Joss Whedon
Duração: 141 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Menina dos olhos da Marvel, a reunião de grande parte de seus super-heróis em Vingadores é um projeto que vem sendo trabalhado ao longo de muitos anos, com a imagem dos componentes do grupo sendo desenvolvida em filmes individuais e com cenas pós-créditos em cada um desses longas-metragens que fazem a ligação entre todos.

A dedicação à ideia deu certo em sua primeira experiência, lançada em 2012 como The Avengers: Os Vingadores, completando o que o próprio estúdio de televisão e cinema definiu como Marvel: Primeira Fase. A segunda fase conta com Homem de Ferro 3, Thor: O Mundo Sombrio e Capitão America 2: O Soldado Invernal, Homem-Formiga, e também o segundo longa com a turma de super-heróis lutando lado a lado, Vingadores: Era de Ultron.

Com uma abordagem moderna do mundo dos heróis, os Estúdios Marvel criaram uma nova maneira de filmar adaptações de quadrinhos. Embora tenha levado algum tempo e depois de algumas experiências fracassadas, com os acertos que vieram depois de Homem de Ferro em 2008, eles conseguiram criar um vínculo com o público fã desse tipo de literatura. A questão mercadológica também foi aprendida pelo estúdio, que levou para os seus filmes uma espécie diferente das histórias seriadas que fazem o sucesso financeiro dos quadrinhos e conseguiu ganhar bastante dinheiro.

Em Vingadores: Era de Ultron, o grupo composto por Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro destrói uma base da Hidra em Sokovia e resgata o cetro de Loke, além de descobrir que o Barão von Strucker treinava o casal de gêmeos mutantes Pietro e Wanda Maximoff, conhecidos como Mercúrio e Feiticeira Escarlate.

vingadores-era-de-ultron_interno

De volta à base, Tony Stark descobre inteligência artificial dentro do cetro e convence o outro cientista do grupo, Bruce Banner, a desenvolver com ele uma super máquina capaz de trazer paz ao planeta Terra. Assim surge Ultron, mas a única solução que a criatura vê para o mundo é bem diferente da esperada por Stark e os vingadores precisam, então, combatê-lo.

Muito mais sombrio do que o primeiro filme de reunião, Vingadores: Era de Ultron segue a tendência atual de maior humanização dos super-heróis, dando atenção a dramas menos ligados à fantasia e mais associáveis ao ser humano. Ainda que mantenha o humor bem colocados em momentos pontuais e em alguns diálogos inspirados, o tom do filme está longe do de seu antecessor.

A intenção é realizada com um filme que, além de muitos efeitos especiais e espetaculares cenas de combate, tenta ser mais denso. O problema é a inadequação dessa tendência com as histórias contadas. Embora se produza filmes funcionais e interessantes, a duração destes na memória de quem os assiste é menor do que os que não se preocupam tanto com isso.

Mas nada que comprometa o envolvimento do público com os personagens em tela durante aquelas pouco mais de duas horas. Além sempre entregar um filme eficiente para aqueles que o esperaram ansiosamente, a Marvel consegue manter um vínculo mais profundo e criar uma relação estável com o espectador ao apostar na regularidade de suas outras produções da mesma franquia.

Um Grande Momento:
Steve Rogers e o martelo de Thor.

Vingadores-era-de-ultron_poster

Links

IMDb [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=I4lgl7ImHSg[/youtube]

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

2 Comentários

  1. Eu acho que os filmes começaram a se levar a sério demais e foram deixando o lúdico para lá. Isso fez com que o consumo fosse facilitado, mas como tudo que é facilitado, esquecível na mesma conta. A gente se diverte, mas acaba deixando tudo ali na sala de cinema.
    Um exemplo recente que conseguiu permanecer na cabeça por mais tempo foi o divertido Homem-Formiga, que é muito mais familiar que os outros.
    Foi daí que surgiu essa minha teoria. Hehehehe

  2. Uma coisa que você falou que me chama atenção, os filmes de herois ali na época dos primeiros homem aranha, xmen, não sei, mas ficaram mais guardados na memoria, nao sei se porque eram melhores ou eram novidades, mas hoje as super produções como os vingadores, gosto mas horas depois ja esqueci, sem apego nenhum…

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