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007 – Quantum of Solace

(Quantum of Solace, GBR/EUA, 2008)

Ação
Direção: Marc Forster
Elenco: Daniel Craig, Olga Kurylenko, Mathieu Amalric, Judi Dench, Giancarlo Giannini, Gemma Arterton, Jeffrey Wright
Roteiro: Ian Flemming (personagens), Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade
Duração: 106 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

O vigésimo segundo filme da série 007 tem todos os quesitos necessários para ser mais uma história do famoso espião britânico. Uma abertura fantástica, muita ação com explosões de todas as espécies; perseguições de carros, lanchas e aviões; mulheres bonitas e interessantes; muitos passaportes, viagens e hotéis; um excelente e malévolo vilão; mas falta uma coisa muito importante: cadê o James Bond?

Nada contra o Daniel Craig (Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres), mas que 007 truculento e sem jeito é esse? Além de não ter o cuidado básico e instantâneo de todo Bond tem com as mulheres, ainda é o agente secreto mais conhecido da história. Parece que anda sendo visto em capas de revistas como Caras, bem no estilo “James Bond mostra sua casa” ou “Viagem de Bond ao castelo de Caras”, todo mundo conhece a cara dele.

E tudo bem que o 00 do título 007 seja a permissão para matar, mas sair assassinando todas as pessoas sem nem tentar arrancar algo delas é um pouco demais, até para o agente secreto mais famoso da história do cinema.

Problemas com o personagem à parte, o filme é uma excelente fita de ação, que com um ritmo alucinante, segue muito bem as histórias de uma vingança e de uma estranha organização e seu líder com jeito de bonzinho.

As lutas, movimentos de le parkour, tiros e perseguições são muito bem aproveitados e o roteiro, apesar de abordar histórias demais, não se embanana muito. O destaque da vez vai para o vilão debochado e seguro, vivido por Mathieu Amalric (A Questão Humana).

007 – Quantum of Solace é uma excelente opção se você quer ver muita ação na tela. Vá esperando menos James Bond, pois o protagonista do filme está muito mais para uma mistura de Harry Callahan e John McClane do que para o agente conquistador inglês.

Um Grande Momento

A fuga no mar.

Links

IMDb [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZYL47pHXyM0[/youtube]

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

12 Comentários

  1. Oi, Johnny!

    Achei que eu estava confundindo o conto.

    Eu só acho que ele poderia ser mais polido. E não é porque eu estou olhando o passado, é porque o personagem é assim.

    Pelo que eu vi, o público gosta bastante do novo estilo.

    Beijocas

  2. Sim, é sobre um casal em crise onde Bond é apenas um autor e compara a situação com sua vida …

    E se for ficar pensando sempre no passado … fica dificil olhar para o futuro … é aceitar como as coisas são … Eu já aceitei … agora o publico … sei não …
    beijos

  3. Oi, gente!!!

    Brenno – Até que eu não achei tão sem conteúdo assim, mas que ele é bem barulhento, isso é…

    Johnny – Ah nem, Johnny… Quem viu sir Sean Connery na pele do espião jamais vai achar que Craig está chegando perto de alguma coisa que tenha a ver com Bond.
    E o conto que eu li com esse nome não tem muito a ver com o livro, conta a história de um casal em crise. Não é isso não?

    Bruna – Pois é… Pode ser fodástico e ter classe, né? Senão vira mais um sargento Riggs ou um Terminator (o primeiro).

    Vinícius – Mas não precisava transformar o Bond em outro personagem, eu acho. Concordo que é um excelente filme de ação.

    Marcelo – Pois é. Uma super-mega-corporação com toda a aparelhagem touchscreen e o cara sem nadinha. Não orna, como diz a minha vó.

    Wallace – Ah, mas aí não podia usar o nome do espião inglês. Eu adoro os filmes antigos… Hehehe

    Michel – E eu estava devendo, né Michel? Mas agora já está aqui! Hehehe. Não fiquei tão decepcionada, só com o personagem mesmo.

    Wally – É o que eu digo, como filme de ação é ótimo. Realmente, a hora da ópera é fantástica.

    Kau – Então pode gostar do filme porque de 007 tem muito pouco. Hehehehe.

    Beijocas a todos!

  4. Ainda não me veio aqueeeela vontade. Nem gosto do 007… rs

    Bjos, Cecília!

  5. O filme é inferior à retomada excelente de Cassino Royale, mas ainda é um ótimo filme de ação, bem arrojado e empolgante. Gostei bastante. Meu grande momento seria o da ópera, estéticamente sublime.

    Nota 8,0

    Ciao!

    ps: OS ESTRANHOS é tão ruim assim??

  6. Detestei esse filme, Cassino Royale foi bem mais empolgante na minha opinião.

    Estava esperando este post Cecília abraço =D

  7. Pois é, Cecília, como eu nunca fui muito fã de James Bond, gosto muito dessa versão truculenta do Craig. É bem verdade que funcionou melhor em Cassino Royale, mas esse Quantum of Solace também tem seus méritos …

  8. pra mim, o que mais fez falta mesmo foram os “aparelinhos super-ultra-mega hitech” como a bruna falou! hehehe, james bond sem eles nao é james bond
    e eu achava pierce brosnan mt bom.
    senti como se esse tivesse sido apenas mais um filme de ação (bom), mas não um 007
    bjos ciça

  9. De certa forma eu aprovo essa evolução da série “007”. Realmente não vemos muito do James Bond antigo, mas do jeito que a coisa estava na época do Pierce Brosnan não poderia continuar. “Quantum of Solace” foi uma pequena decepção, mas ainda assim é um bom filme de ação.

  10. Eu também acho esse 007 um brutamontes. Aí que saudade da classe de Sir Sean Connery. Aliás, de todos os outros.
    Outra coisa que senti muita falta foram os aparelinhos super-ultra-mega hitech que Bond sempre usou. Cadê os relógios, carros super-equipados e outros itens da série?
    Acho que os mais novos até gostam desse novo estilo, mas eu que já vi tanto os outros filmes, sinto falta da essência, da classe e da elegância de Bond e do filme.
    Beijos!

  11. Eu achei maravilhoso, revi o filme e continua melhor e na segunda conferida vi com mais detalhes e Craig está voltando a ser o Bond …

    Tem que compreender um fato importante sobre o conto Quantum de Refrigerio (sim a tradução ao pé da letra) no qual é um conto de Ian sobre um funcionario publico que se casa com uma moça, sendo que ela afunda ele em desgraça e ele se vinga dela e perde algo assustador, na realidade o conto é sobre a perca da humanidade.

    No filme ele retorna em uma dose bem cuidada ao estilo de antigamente, pelo menos voltamos a ver ele no mano a mano, sabendo se sair sem apretechos em situações graves, estilo de fuga (não pode se esquecer da classe de como ele foge no hotel) e o mais importante, ele praticamente lima de nossa mente o que os filmes de Brosnan fizeram ao publico …

    Abraços

  12. Prato cheio para quem gosta de muita ação, deixa a desejar para quem aprecia um bom conteúdo.

    Para mim, apenas um filme muito barulhento e só!

    Beijos!!!!!!

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