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A Princesa e a Plebeia: As Vilãs Também Amam

(The Princess Switch 3: Romancing the Star, EUA, 2021)
Nota  
  • Gênero: Comédia
  • Direção: Mike Rohl
  • Roteiro: Robin Bernheim
  • Elenco: Vanessa Hudgens, Nick Sagar, Remy Hii, Theo Devaney, Amanda Donohoe, Sam Palladio, Mark Fleischmann,
  • Duração: 106 minutos

Verde, vermelho, suéteres ridículos, compra da árvore, decoração com a estrela, chocolate quente ou gemada, ajustes de contas familiares, conversas sobre o Papai Noel e… Vanessa Hudgens. Tem um monte disso no streaming para quem está naquela função esquenta para o Natal. A moça da Disney então, além de em títulos aleatórios aparece mais uma vez — ou melhor, três vezes — no novo título da franquia A Princesa e a Plebeia, agora subtitulado As Vilãs Também Amam

Sem nenhum esforço para esconder suas características de genérico do genérico — é apenas mais um filme de Natal com fórmula ultra-batida que se aproveita do modelo de seu antecessor, A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura, com a única função de cumprir tabela e agradar os fãs da estrela –, o longa escolhe uma trama para seguir e o faz com facilidade. Agora, o foco é a “exagerada” Fiona, a vilã do filme anterior, também vivida por Hudgens, e que tentara usurpar o trono, mas agora é a salvação para o reino de Montenaro, pois com seus desvios pode ser a única capaz de recuperar a estrela do Natal.

A Princesa e a Plebeia: As Vilãs Também Amam
Mark Mainz/NETFLIX

Como um segundo filme com a mesma trinca de mesma pessoa, e em tão pouco tempo, a apresentação da história não precisa se demorar, e nesse ponto o diretor Mike Rohl não erra, mas o resto não consegue decolar. As tentativas de graça com o atrapalhado príncipe Edward, a falta de química entre Margareth e Kevin, e as muitas tentativas de diferenciação entre Stacy, Margareth e Fiona que, além de terem que exibir diferenças muito marcadas, obviamente, precisam todas representar uma delas, são repetitivas, cansativas e surtem um efeito bem aquém do necessário.

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A trama é apressada e atropelada, seja em texto ou em eventos, para apresentar a personagem que, incrivelmente, não teve tempo para isso em todo o filme passado. Isso dá margem para a entrada de novos personagens e a revelação de velhos traumas. Mais uma vez, Hudgens se sai melhor aqui no papel de alguém mais afetada, sensual e com alguma liberdade cômica, ainda que não seja nenhuma grande atuação.

A Princesa e a Plebeia: As Vilãs Também Amam
Mark Mainz/NETFLIX

Só depois de algum tempo com enrolações, voltas ao passado e muita conversa, A Princesa e a Plebeia: As Vilãs Também Amam chega no lugar que precisava e começa a se aproximar do seu ponto. O filme tenta então se equilibrar entre filme de ação, com execução de planos e treinamento com lasers, e romance, com flashbacks apaixonados e momentos fofos. E talvez seja nessa parte do romance que consiga chegar mais longe com o público que busca esse tipo de título.

Mas isso, na verdade, é algo que só demonstra a má distribuição do roteiro de Robin Bernheim. Quando chega ao ponto que ensaiava e desejava desde o princípio, já inventou tanta coisa e já perdeu tanto tempo, que precisa correr ainda mais, e Rohl e o montador Lee Haxall parecem não entender muito bem do que o filme precisa, demorando tempo demais em deslocamentos e afins. Desse jeito, o longa segue oscilante em interesse, atraindo a atenção aqui e ali, mas nada tanto assim. 

Um grande momento
De volta ao palácio

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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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