Crítica | Streaming

A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura

Mais uma outra vez

(The Princess Switch: Switched Again, EUA, 2020)

  • Gênero: Comédia, Romance
  • Direção: Mike Rohl
  • Roteiro: Robin Bernheim, Megan Metzger
  • Elenco: Vanessa Hudgens, Sam Palladio, Nick Sagar, Suanne Braun, Lachlan Nieboer, Mark Fleischmann, Florence Hall, Ricky Norwood
  • Duração: 96 minutos
  • Nota:

Entre os títulos de Natal que vão invadir a temporada chega A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura, sequência da comédia romântica com Vanessa Hudgens vivendo as sósias, uma princesa e uma confeiteira, que trocam de vidas por alguns dias. Como em outras continuações como Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você ou A Barraca do Beijo 2, o próprio filme se encarrega em fazer um prólogo com uma ambientação da história. Aqui, não é diferente, conhecemos o final e o começo dessa nova história da princesa Stacy De Novo, seu príncipe Edward, seus melhores amigos Kevin, a quase rainha Lady Margaret e a sempre fofa Olivia.

Variação de mais uma obra inspirada no clássico de Mark Twain, “O Príncipe e o Plebeu”, a continuação, assim como seu anterior, é mais um dos títulos do mago das produções natalinas Brad Krevoy, várias delas de muito sucesso na própria Netflix, como a franquia O Príncipe do Natal. A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura não traz nada diferente do que se espera dele, toda a pompa e circunstância de uma história de realeza, muito romance idealizado e aquele toque natalino cheio de esperança, verde e vermelho.

A Princesa e a plebeia: Nova Aventura

Não satisfeita com a trama das duas sósias no filme anterior, nesta nova história, que dessa vez se passa Montenaro, onde Margaret precisa assumir o trono inesperadamente, agora Hudgens aparece com uma nova personagem, uma prima completamente descolada que assume o lugar que era mal preenchido no filme anterior pelo estabanado e desacreditado, mas ainda assim fofo, Frank. Tudo é exagerado e caricato, feito sem preocupação em causar grandes desafios intelectuais. O único interesse é divertir e contar uma história bonitinha e agradável para o Natal.

O filme de Mike Rohl apela para o impressionante, não só do amor romântico, mas da pompa e do glamour grandioso da realeza que fazem parte do imaginário tanto quanto o outro. Palácios finamente decorados para as festividades de fim de ano, grandes bailes e concertos majestosos confundem-se com vilas, e feiras prontas para o Natal. Todo o ambiente destaca amores que não conseguem se concretizar por dificuldades de comunicação, intrigas bobas, tramas atrapalhadas do trio abobado de vilões e A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura segue sem causar grandes danos, mas também sem surpreender muito.

A Princesa e a plebeia: Nova Aventura

Dentre as surpresas do filme está Vanessa Hudgens. Se isso era algo que pouco se percebia no anterior, na interpretação das duas personagens, aqui, com a entrada em cena de Fiona, alguns momentos trazem um molho diferente. Há uma passagem específica, quando a personagem tenta se livrar de Kevin em que a atriz está muito bem, por exemplo. O resto do elenco, porém, ainda está num lugar muito pré-determinado, limitado. São roteiros muito restritos. Aliás, tem muita coisa nesses filmes que poderiam ser evitadas, como esse negócio de palmas em pedidos de casamentos, né?

Mas é isso, mas um enlatado temático que não faz muito esforço para ser muito diferente, ainda que misture alguns elementos. Dentro de uma pegada tradicional, divertindo aqui e ali, causando alguns suspiros, é apenas mais um filme de Natal que cumpre sua missão de ser visto sem que dele se espere mesmo muito mais do que isso. Tem questões, é claro, principalmente por reforçar esse ideal do inatingível, por destacar o irreal, mas se o Natal é mesmo uma grande fantasia e é vendido assim há séculos, não há muito que se possa esperar em sentido contrário nessa nova aventura. 

Um grande momento
A equipe de resgate

Ver “A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura” na Netflix”

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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