(Terminal, IRL/GBR/HKG/HUN/EUA, 2018)
Suspense
Direção: Vaughn Stein
Elenco: Margot Robbie, Simon Pegg, Dexter Fletcher, Mike Myers, Max Irons, Katarina Cas, Nick Moran, Les Loveday, Jourdan Dunn, Matthew Lewis
Roteiro: Vaughn Stein
Duração: 95 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

A Vingança Perfeita, dirigido por Vaughn Stein e com Margot Robbie, Simon Pegg e Mike Myers no elenco, parece o resultado do cruzamento estético entre o noir e o neon. Inspirado no livro “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, e nas construções visuais do quadrinista Frank Miller, o filme abusa de todas as ferramentas que conhece para chegar a lugar algum.

A trama – que tenta ser complexa – envolve assassinos, um professor à beira da morte e uma femme fatale, que ora se apresenta como uma fria e calculista assassina, ora como uma garçonete perturbada. Tudo em uma estação abandonada, monitorada pelo contratante dos matadores e mantida limpa por um estranho zelador.

O roteiro, do próprio Stein, tenta mostrar-se inteligente durante todo o tempo e não economiza nas reviravoltas e revelações. Com personagens que não fazem sentido, nem mesmo quando literalmente explicados, e situações que não se sustentam, é cansativo e, mesmo fazendo muito esforço para que isso não é aconteça, é tão previsível quanto vazio.

Sobra pouca coisa a ser feita pelos atores, mesmo que se note o esforço mal-sucedido de Margot Robbie em criar uma personagem marcante. O mesmo pode ser dito das atuações de Mike Myers como o zelador esquisito, e Dexter Fletcher e Max Irons, como os dois assassinos que estão à espera de um novo trabalho. O único que consegue não sucumbir ao péssimo papel é Simon Pegg.

Envolvido em produções como Matadores de Vampiras Lésbicas, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, Guerra Mundial Z e A Bela e a Fera, sempre fazendo assistência de direção, Vaughn Stein mistura tudo que viu alguma vez no set a outras referências mais evidentes do neo-noir americano. O resultado é um balaio de gato onde há muita coisa para ver, mas sem que nenhuma delas realmente importe.

À medida que o filme avança, qualquer curiosidade despertada pela criação visual vai deixando de existir e abre espaço para o constrangimento genuíno. É com esse sentimento que, mais de uma hora e meia depois, A Vingança Perfeita encontra seu final nada surpreendente, com direito à explicação, claro, porque, embora tenta de um tudo, falta a crença na capacidade interpretativa do espectador.

Um Grande Momento:
Nada tanto assim.

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