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Banquete do Amor

(Feast of Love, EUA, 2007)

Drama

Direção: Robert Benton

Elenco: Morgan Freeman, Greg Kinnear, Jane Alexander, Alex Davalos, Toby Hemingway, Radha Mitchell, Billy Burke, Selma Blair, Fred Ward, Erila Marozsán

Roteiro: Charles Baxter (romance), Allison Burnett

Duração: 101 min.

Minha nota: 5/10

Antes de viajar com Jack Nicholson pelo mundo, de ser o mentor de uma poderosa organização de assassinos e de inventar todas as armas mirabolantes do Batman, Morgan Freeman foi o sábio e pacato Harry Stevenson, um professor universitário afastado após uma desgraça familiar. Ele passava uma boa parte dos seus dias observando as pessoas e suas relações. Paixões, amores falidos, amores promissores, encontros e desencontros, medos e alegrias estavam presentes em suas conversas com sua apaixonada esposa.

E neste personagem que está toda a história de Banquete do Amor. Um filme que tem a intenção de mostrar todas as possibilidades de amor existentes e de todas as conseqüências que ele pode trazer àqueles que o experimentam.

Apesar da boa idéia e de bons atores, o filme não deslancha e, por muitas vezes, escorrega para a apelação. As histórias e os personagens não são tão profundos como deveriam. A impressão que temos é de que tem gente demais em um lugar pequeno e não conseguimos escolher em quem prestar atenção.

E essa confusão não pode ser percebida só pelos espectadores, os atores parecem não captar tudo que seus personagens sentem. Nem mesmo Freeman, que é indiscutivelmente excelente, e Greg Kinnear estão tão convincentes como costumamos ver.

Além do tumulto temos uma trilha sonora interessante e algumas lições interessantes, mas que estão sempre sendo atropeladas por acontecimentos e pessoas.

Um filme que não é tão bom, poderia ter sido melhor, mas não é tão ruim a ponto de não ser assistido.

Para aqueles dias de vontade de chorar. Indicado para adolescentes apaixonadas e fãs dos atores.

Um Grande Momento

Uma discussão entre amantes.


Links

IMDb [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=BgcF-C-dWTg[/youtube]

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Eu gosto de filminhos do gênero, né Pedro? Aí acabo dando desculpas demais a filmes fracos como A Casa do Lago e similares.
    Também gostei muito de Hitch e de E se Fosse Verdade. O último, inclusive, está na minha lista de aquisições futuras.
    (tenho uma estante de títulos do gênero) hehehe
    Beijocas

  2. Sinceramente, praticamente todos. Os últimos bons que eu vi: “Hitch” e “E Se Fosse Verdade”.

  3. Oi Ibertson!!!

    Na verdade ele é um cara que gosta de trabalhar muito. Este ano foram três filmes, no ano passado foram quatro… Sempre mais de dois filmes por ano! Impressionante, né? Ainda mais se pensarmos que ele já tem 71 anos.

    Beijocas

  4. Morgan Freeman trabalhou muito nesse ano, não?
    Eu vi esse filme na locadora, mas não me interessei em pegar. E parece que vou deixar passar mesmo.

  5. Oieee!!!

    Wally – Eu até reconheço o bom elenco, mas acho que, por ter tanta história diferente, o trabalho não pôde aparecer de verdade. Adoro Simplesmente Amor!

    Mateus – É… Eu acho que é mesmo um daqueles que dá para passar e assistir quando estiver passando na tv. Mas Morgan Freeman é mesmo demais!

    Pedro – Nossa! E qual foi o filme responsável pela aversão? Eu acho que tem muito filme do gênero que é bem legal e melhor trabalhado do que esse…

    Beijocas

  6. Minha curiosidade vai até onde entra minha aversão recente aos filmes do gênero!

  7. Se antes eu estava com receio de ver o filme, agora então …
    Mas caso algum dia eu assista, será exclusivamente porque admiro o trabalho de Morgan Freeman.

    Abraço
    Mateus

  8. O filme tem seus defeitos mesmo, mas ainda gostei mais do que você. Adorei o elenco e, apesar de algumas cenas bem mecânicas, outras foram ótimas, como a do seu grande momento, bem natural e que sentiu improvisada. O filme fica, porém, na sombra de outro filme que versa sobre o amor, mas sem o pessimismo: Simplesmente Amor.

    Nota 6,5

    Ciao!

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