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Coração de Tinta

Visto no Cinema(Inkheart, ALE/ING/EUA, 2008)

Aventura

Direção: Iain Softley

Elenco: Brendan Fraser, Sienna Guillory, Eliza Bennett, Paul Bettany, Helen Mirren, Jim Broadbent, Jennifer Connelly

Roteiro: Cornelia Funke (romance), David Lindsay-Abaire

Duração: 108 min.

Minha nota: 6/10

Para começar o ano cinematográfico de 2009, o filme escolhido tem muito de fantástico e uma história com potencial para agradar os mais novos.

Coração de Tinta fala da maldição/benção de Mo “Língua Encantada”, um homem que consegue tornar realidade qualquer coisa que ele leia em voz alta. Sempre acompanhado de sua filha, Maggie, ele procura desesperadamente por um livro, mas ao encontrá-lo embarca em uma louca aventura, cheia de vilões, batalhas e personagens conhecidos de vários livros.

Apesar da boa história o filme oscila no ritmo algumas vezes e não permite que os personagens sejam tão bem elaborados como deveriam.

Várias soluções do roteiro são desencontradas e apelativas (não é porque viu macacos voadores que alguém vai acreditar em qualquer coisa que a digam) e desviam a atenção do espectador da história.

Porém, os problemas são diminuidos por toda a fantasia da história, pelos bons cenários e figurinos e pelos competentes efeitos especiais.

O elenco também ajuda bastante. Enquanto temos Helen Mirren, Jim Broadbent e Paul Bettany em ambientes diferentes do usual, Brendan Frasier aumenta sua filmografia de filmes fantasiosos bem depois de Viagem ao Centro da Terra e A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão e não faz feio.

Um bom programa para crianças que já não são tão pequenas e para quem gosta de histórias do tipo. No mais, é impressionante como é divertido ver alguém transformar em realidade as coisas que povoam o mundo mágico dos livros.

Mas é aquele negócio, não adianta entrar no cinema pensando que vai ver uma grande e inesquecível obra.

Um Grande Momento

A leitura final.



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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

8 Comentários

  1. Eu ainda não assisti o filme no cinema mas tambem não fasso muita questão já que a maioria dos filmes que contem muitos efeitos especiais não tem uma boa história.

  2. Oi, gente!!

    Jeff – Não sei se ele é meio mala ou se não oferecem nada diferente disso para ele. Mas acho que dá para esperar mesmo!

    Vinícius – Ah, se não gosta nem pense na possibilidade mesmo.

    Hugo – Nossa, nem lembrava mais de Monkeybone… Hehehe. Ele tem mesmo uma queda pelo estilo, né? Ou acham que ele tem.

    Pedro – E eu estou viajando, acredita! Também estou com um monte de filmes atrasados e vendo se arrumo algum tempo para conferir. Esse é legalzinho, mas não sei se precisa ser visto no cinema, sabe?

    Johnny – É uma boa. Mas tem aquele negócio, quando a gente não está esperando nada do filme a gente sempre se surpreende.

    Bill – O filme dele para este ano já está rodado e editado, o nome em inglês é Whatever Works e foi todo filmado em Nova York.

    Beijocas a todos!

  3. Assim, fico pensando … isso presta?
    É melhor ver em casa .. o preju vai ser menor …

    abraços
    e beijos

  4. Não vi esse ainda, cheguei hoje de viagem e tenho bastante coisa pra ver. Ao que parece, não é nada demais. Não li o livro, por isso não espero muito.

  5. Este gênero virou especialidade de Frase, vide também “Monkeybone” e “George o Rei da Floresta”.

    Bjos

  6. Não gosto muito desse tipo de filme e o Brendan Fraser está decepcionando muito no cinema atualmente. Acho que verei esse apenas do DVD…

  7. Brendan Fraser é meio mala. E o filme parece meio fraquinho, como você disse, Cecilia.
    Acho que vai ser o primeiro “deixa passar” do ano. hehe

    []s!

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