Filmes para ter vergonha de se dizer fascista

De uns tempos para cá, parece que virou moda as pessoas falarem que são fascistas. Por mais absurda que seja essa frase, é uma constatação que veio com os novos tempos. Além da óbvia manipulação e da exaustiva propaganda de ódio e discriminação, só uma coisa pode explicar esse movimento rumo ao desumano: a falta de cultura. Pessoas que seguem uma filosofia fascista de exclusão e extermínio, supremacista, só podem não ter prestado atenção nas aulas da escola, nos livros de história e em toda uma gama de material produzido em diversas áreas do conhecimento e nas mais variadas artes. 

Entre elas, está o audiovisual, que produziu retratos de todos os ângulos do horror nazi-fascista. Uma história que quer ser apagada e reescrita por Bannon, um novo e informatizado Goebbels, com sua propaganda agora de alcance mundial. Num mundo individualista e de preconceitos expostos, ele encontrou um espaço entre os indecisos e aqueles que não estão prestando atenção, e plantou sua semente.

Ainda sob o choque dos últimos dias e diante de tantas declarações antissemitas, racistas, LGBTfóbicas que proliferaram nas redes sociais do país, o Cenas resolveu fazer uma listinha de filmes para que essas pessoas pensem duas vezes antes de se declararem fascistas. Se informem, conheçam e parem que tá feio!

O Grande Ditador (The Great Dictator, 1940), de Charles Chaplin

O Julgamento de Nuremberg (Judgment at Nuremberg, 1961), de Stanley Kramer

Z (1969), de Costa-Gravas

O Conformista (Il conformista, 1970), de Bernardo Bertolucci

Salò ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 giornate di Sodoma, 1975), de Pier Paolo Pasolini

Um Dia Muito Especial (Una giornata particolare, 1977), de Ettore Scola

Pink Floyd: The Wall (1982), de Alan Parker

Shoah (1985), de Claude Lanzmann

Vá e Veja (Idi i smotri, 1985), de Elem Klimov

A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993), de Steven Spielberg

A Outra História Americana (American History X, 1998), de Tony Kaye

O Aprendiz (Apt Pupil, 1998), de Bryan Singer

Tolerância Zero (The Believer, 2001), de Henry Bean

V de Vingança (V for Vendetta, 2005), de James McTeigue

O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, 2006), de Guillermo del Toro

Steel Toes (2007), de Mark Adam e David Gow

A Onda (Die Welle, 2008), de Dennis Gansel

A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte, 2009), de Michael Haneke

Hannah Arendt – Histórias Que Chocaram o Mundo (Hannah Arendt, 2012), de Margarethe von Trotta

Expresso do Amanhã (Snowpiercer, 2013), de Bong Joon Ho

Ele Está de Volta (Er ist wieder da, 2015), de David Wnendt

Sala Verde (Green Room, 2015), de Jeremy Saulnier

Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil (2016), de Belisario Franca

A Valsa de Waldheim (Waldheims Walzer, 2018), de Ruth Beckermann

Eu Não Me Importo se Entrarmos para a História como Bárbaros (Îmi este indiferent daca în istorie vom intra ca barbari, 2018), de Radu Jude

Infiltrado na Klan (BlacKKKlansman, 2018), de Spike Lee

O Silêncio dos Outros (El silencio de otros, 2018), de Almudena Carracedo e Robert Bahar

Utøya 22 de Julho: Terrorismo na Noruega (Utøya 22. juli, 2018), de Erik Poppe

Currais (2019), de Sabina Colares e David Aguiar

Uma Vida Oculta (A Hidden Life, 2019), de Terrence Malick

Bônus curtas-metragens
Inside Nazi Germany (1938)
Don’t Be a Sucker (1943)

Bônus séries e minisséries
Auschwitz: The Nazis & the ‘Final Solution’ (2005-2005)
O Homem do Castelo Alto (The Man in The High Castle, 2015-2019)
O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale, 2017-)
Hunters (2020-)

Não tenha orgulho de ser fascista!

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