Crítica | Streaming

Homem de Ferro 2

(Iron Man 2, EUA, 2010)

Ação
Direção: Jon Favreau
Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Scarlett Johansson, Sam Rockwell, Mickey Rourke, Samuel L. Jackson, Leslie Bibb, Jon Favreau, Stan Lee
Roteiro: Stan Lee, Don Heck, Larry Lieber e Jack Kirby (personagens), Justin Theroux
Duração: 124 min.
Minha nota:★★★★★★☆☆☆☆

Com o mercado cheio de títulos baseados em histórias em quadrinhos, era cada vez mais difícil entrar em uma sessão do gênero e sair satisfeito com o resultado.

Guardadas poucas exceções, as adaptações eram sofríveis e muitas vezes chegavam a deturpar os personagens retratados ou, preocupadas demais com o visual, esqueciam que um filme vai além dos efeitos especiais e precisa ter uma história de verdade.

Entre as exceções, surgiu o primeiro filme Homem de Ferro. Ainda que o personagem não fosse um dos favoritos do público, o respeito a suas características básicas, somado ao carisma e talento de Robert Downey Jr. e a um roteiro bem amarradinho fizeram do filme um sucesso e agradaram aos fanáticos do gênero.

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Com o sucesso, seria natural que houvesse uma sequência. Natural também que as expectativas para o novo filme fossem muito maiores do que para o primeiro.

Homem de Ferro 2 chega sexta-feira aos cinemas nacionais e traz de volta o playboyzinho cabeçudo Tony Stark. Agora ele tenta reverter os danos causados pela sua indústria à humanidade e fazer a paz.

Sua armadura é objeto de desejo das forças armadas estadunidenses e de um concorrente, o vilão Justin Hammer. Ao mesmo tempo, Ivan Stanko, o filho de um antigo colaborador russo de Stark, resolve se vingar do herói.

A Viúva Negra e a SHIELD, agência internacional que trabalha junto com os Vingadores – grupo de super-heróis do qual o Homem de Ferro faz/fará parte – também aparecem no filme.

É fato que o excesso de histórias ficaria melhor se divido em mais de um filme e que as mesmas não recebam a atenção e o arremate devidos. Sem falar que o tempo de filme poderia ser reduzido drasticamente.

Com diálogos engraçadinhos e muitas cenas de ação, cheias de efeitos especiais e coreografias de luta, o filme é daqueles que cumpre o seu papel primeiro de divertir e fazer com que seu público tenha pelo menos duas horas sem pensar em nada.

Mas ainda que tenha um resultado positivo, se excede em alguns pontos e tem soluções tão fáceis e batidas que podem incomodar, como achar aquela mensagem gravada há um tempo e que ninguém sabia que existia, ou a providente proximidade de Nick Fury.

A quantidade de piadas no roteiro é outro problema. A impressão que fica é a de que todas as cenas precisam ser arrematadas com risos, o que nem sempre funciona e pode cansar e atrapalhar o desenvolvimento do filme.

Sem tantos problemas, algumas modificações também foram feitas na história. Por exemplo, não são exatamente os problemas de Stark com o álcool que fazem Rodhey, o amigo fiel, assumir a armadura do herói. E a função de motorista continua sendo de Happy Hoogan, papel vivido pelo diretor Jan Favreau.

Do lado positivo estão os efeitos especiais, a trilha sonora sensacional e o elenco. O Tony Stark de Downey Jr. continua delicioso e fica ainda melhor ao assumir toda a sua divertida arrogância, Mickey Rourke também está bem como o vilão russo e o Justin Hammer de Sam Rockwell está caricato na medida certa.

Do lado feminino, Scarlett Johansson aparece estonteante como a Viúva Negra e tem a melhor cena de luta do filme. Gwyneth Paltrow continua fraquinha, mas está mais solta em sua segunda vez no papel.

Ainda que seja mais problemático do que o primeiro, Homem de Ferro 2 é ainda um dos exemplares de adaptações de HQs que promete agradar mais do que desagradar. Pelo menos aos fãs do gênero.

Entre risos, explosões e choques elétricos, o filme também funciona bem para quem entra na sala sabendo que está indo ver um filme única e simplesmente para se divertir.

Um Grande Momento

O novo superdispositivo Hammer.


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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
7 Comentários
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Triana
Triana
04/06/2010 11:25

Gostei do filme.
Realmente não apresenta nada de novo em comparação com o primeiro além de dois novos personagens/atores fantásticos: Rockwell e Rourke sem dúvida dão seu show particular.
Muita ação, efeitos e Robert Downey Jr. maravilhoso como sempre.

Mayara Bastos
Mayara Bastos
08/05/2010 20:07

Para entreter, ele é perfeito. Dei muitas risadas, mas o destaque é o elenco, especialmente Downey Jr. e Rockwell. ;)

Fred Burle
Fred Burle
05/05/2010 17:43

Oi Cecília! Achei excelente o visual novo do blog!
Quanto ao filme, eu não vejo muito problema nas muitas piadas. Mas concordo que poderia ser menor e soluções mais criativas/palpáveis poderiam ser encontradas.
Também gosto mais do primeiro, apesar de ter me divertido com este.
Beijos!

Vinícius P.
Vinícius P.
01/05/2010 20:49

No primeiro filme não esperava nada de mais e acabou me surpreendendo positivamente. Curioso que para esse estou com a mesma sensação de que não deve ser grande coisa, mas claro que quero ver o mais rápido possível, hehe.

O Cara da Locadora
O Cara da Locadora
01/05/2010 10:43

eu tenho um pé atrás com essa sequência, mas irei assistir mesmo assim. O que eu queria comentar é que antes do Marvel Studios (que foi “inaugurado com Homem de Ferro!) a Marvel vendia suas histórias para outros estúdios que acabavam com os heróis. Cansada disso e de deixar os big guys com a grana toda, eles montaram o próprio estúdio e mandaram ver.
O problema é que Homem de Ferro 2 foi o primeiro a ser lançado após a Disney comprar a Marvel. Não sei até aonde a nova dona tem influência na construção dos roteiros, mas ela pode ser o motivo para esse filme não ser tão fantástico quanto o outro.

Pedro Henrique
Pedro Henrique
30/04/2010 13:37

Não gostei do filme. É tudo muito igual ao primeiro, só que com mais adrenalina. Os diálogos são feios e as interpretações chatas.

Abs!

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