Crítica | Streaming

Inimigo Meu

(Enemy Mine, EUA, 1985)

Ficção Científica

Direção
: Wolgang Petersen

Elenco: Dennis Quaid, Louis Gossett Jr., Bumper Robinson, Brion James, Richard Marcus, Carolyn McCormick

Roteiro: Barry Longyear (história), Edward Khmara

Duração: 108 min.

Minha nota: 7/10

Se algum dia me perguntarem quais foram os filmes que marcaram a minha infância, com certeza, Inimigo Meu fará parte da lista. Tanto que vi nem sei quantas vezes naquela época e sempre me emocionava com filme.

Para minha sorte o Rodrigo quis alugar alguns dvds para assistir e depois de escolher alguns lançamentos infantis mais conhecidos resolveu explorar a área de ficção científica da locadora. A primeira coisa que eu vi foi a capa de Inimigo Meu (nem sabia que tinha sido lançado em dvd) e comecei a contar para ele o quanto tinha gostado do filme.

Ele acabou incluindo o filme em uma inusitada lista que incluia também Tron (ele adorou a história) e Três Homens em Conflito, porque ele quer conhecer um filme de faroeste.

Inimigo Meu se passa no futuro, onde os humanos e os dracs vivem em guerra por aqueles velhos mesmos motivos: orgulho, preconceito e propriedade. Após uma perseguição espacial duas naves, um pilotada pelo humano Davidge e outra pelo drac Jeriba, caem em um planeta inexplorado.

Os dois inimigos se aproximam de forma hostil, mas têm que superar as diferenças para sobreviverem ao local, por mais que isso pareça impossível.

Na verdade o filme trata do velho problema do preconceito e da neofobia (medo de tudo que é novo) e acaba mostrando que sempre existem muitas semelhanças entre aqueles que se acham tão diferentes.

Mesmo em um ambiente tão diferente daquele que conhecemos, reconhecemos tantas características reais da raça humana que é quase impossível não se entregar ao filme. Aquela história, de alguma maneira, faz com que fiquemos diante da tela e sequer prestemos atenção aos defeitos do filme.

É bem verdade que, em tempos tão tecnologicamente avançados, muito da estética do filme se perdeu no caminho. Os instrumentos, as naves, o interior da estação espacial e a fauna do local não chegam nem próximo das grandes produções de ficção científica do momento.

Também podemos reconhecer outros problemas de roteiro, irregular quanto ao tempo, e de atuação, principalmente do segundo time. A trilha sonora, que pode ter funcionado bem na época, hoje se mostra um pouco datada.

Mas apesar dos pesares, o filme traz uma bela mensagem e, diferente do que possa parecer, consegue conquistar até os mais acostumados com um visual ultrafuturístico, como o pequeno Rodrigo, que se emocionou de verdade com tudo que viu.

Uma excelente pedida para matar a saudade dos anos 80, para os pequenos quase grandes e para aqueles que gostam de filmes com outros planetas, naves espaciais e alienígenas.

Um Grande Momento

O mestre camundongo.

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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

13 Comentários

  1. Tão bom que comprei o DVD original para que eu possa ver sempre que possívl.

  2. Oi, gente!

    Jeniss – Eu queria ver se ainda ia gostar e foi uma experiência ótima!

    Marcio – Nem me fale, lembrei muito de quando era pequena.

    O Cara – Tem para vender na Saraiva (um preço totalmente absurdo) e na Videolar.

    Caio – É que ando vendo muitos filmes antigos… Hehehe

    Hugo – Ah sim, bebe totalmente. Mas a ficção científica torna tudo muito mais atraente para a garotada. Meu filho amou o filme.

    Herbert – Nossa! Muito obrigada pelo selo e pelas belas palavras. Adorei! Vou postar junto com o meme literário que ainda não consegui responder.

    Vinícius – Esse repetiu na Sessão da Tarde viu. É um filme bem interessante. Se der, conheça!

    Vulgo Dudu – Estranho, é? Engraçado, você é a primeira pessoa que me diz isso. De repente você acha bem diferente hoje em dia.

    Filipe – Pois é. Eu achei que só existia em VHS. Quando o Digo chegou com ele em DVD fiquei super feliz. Não merecia ser esquecido assim.

    Miriam – Eu também! Era Cecilia quieta com certeza! Hehehe

    Beijocas para todos!

  3. Gostei muito deste filme. É muito sensivel. Toda vez que passava eu assistia.

  4. Lembro-me de ver este filme disponível no velhinho videoclube de VHS,em finais dos anos de 1980. Não sei porquê, nunca tive a curiosidade de o levar para casa…

  5. Eu achava esse filme tão estranho, mas tão estranho, que nunca criei empatia com ele. Aí nem dá vontade de rever.

    Bjs!

  6. Confesso que nunca ouvi falar desse filme, mas geralmente o Wolgang Petersen vai bem nesse tipo de história.

  7. Olá Cecilia!

    Não sei se você curte receber memes e/ou selos que outros blogs lhe dedicam, ou melhor, dedicam ao seu (excelente) blog “Cenas de Cinema”. Meu blog não é de receber muitos selos. Acho que até hoje recebi não mais que uns cinco ou seis. Gosto muito quando os recebo, pois representam o carinho de amigos e admiradores de nossa curtição enquanto blogueiros. Quem não gosta de receber reconhecimento e afeição?
    É nesta linha que lhe dedico, entre outros seis blogs que admiro, um meme que recebi há poucos dias e não tive tempo de repassá-lo antes. Está no meu blog (Oficina de Gerencia) que por sua vez é um dos seus seguidores.
    Fiz o post no dia 23 de março com o titulo de “Oficina de Gerencia recebe mais um meme”.
    É a minha forma de dizer que o “Cenas de Cinema” é uma página que curto muito e a recomendo aos meus amigos.
    Parabens pela sua dedicação e amor ao cinema.
    Até breve.

  8. Assisti este filme no cinema e gostei muito, realmente é um bom misto de ficção e drama e que com certeza bebe na fonte do clássico de guerra “Inferno no Pacífico” de John Boorman, com Lee Marvin e Toshiro Mifune presos sozinhos em uma ilha durante a 2º guerra mundial.

    Bjos

  9. Tá aí, gostaria de rever… Mas aqui num encontro em DVD não… :(

  10. sempre um prazer rever esse clássico da “Sessão da Tarde”. bons tempos.
    abraço :)

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