Mostra de Tiradentes

O fim de semana na Mostra de Tiradentes

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Muitos foram os destaques no primeiro final de semana da Mostra de Tiradentes. Em sua 17ª edição, o festival que apresenta representantes do novo cinema autoral brasileiro, homenageou o ator paulista Marat Descartes. Além de uma cerimônia dedicada a ele, um seminário sobre sua carreira e uma mostra com seus trabalhos em longas, médias e curta-metragens, o ator faz parte do elenco do filme Quando Eu Era Vivo.

Dirigido por Marco Dutra, o longa conta com a participação de Descartes, Antônio Fagundes, Sandy Leah, Gilda Nomacce e foi o mais comentado dos primeiros três dias de festival, já sendo apontado por alguns como o melhor filme do evento. Quando Eu Era Vivo estreia nesta sexta-feira (31) nos cinemas brasileiros.

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No segundo dia de mostra, a programação foi ganhando corpo com o início da mostrinha de cinema, com títulos especialmente escolhidos pela criançada. Durante o final de semana, puderam ser conferidos os filmes Tainá – A Origem, Brichos – A Floresta É Nossa e a nova versão de Meu Pé de Laranja Lima. No mesmo período, a Mostra Panorama de curtas-metragens apresentou duas séries.

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O média-metragem E Além de Tudo me Deixou Mudo o Violão, da diretora Anna Muylaert, foi apresentado na mostra Homenagem. A Mostra Transições apresentou o longa-metragem A Gente, de Aly Muritiba. O Filme encerra a trilogia do cárcere, iniciada com os curtas A Fábrica e Pátio.

A noite de sábado continuou no Cine-Tenda com a apresentação de Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, do diretor Gustavo Galvão, uma espécie de delírio sobre a limitação de morar em Brasília, e de Depois da Chuva, da dupla Claudio Marques e Marília Hughes, que volta no tempo para reviver o momento das Diretas Já!.

Na praça houve a apresentação do documentário Cidade de Deus – 10 Anos Depois, de Cavi Borges e Luciano Vidigal. O longa vai atrás dos atores que foram selecionados para participar do filme de Fernando Meirelles e Kátia Lund para descobrir o que mudou em suas vidas de lá para cá.

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O domingo começou com debates sobre os filmes apresentados na noite anterior e lançamentos de livro, DVD e revista no Centro Cultural Yves Alves, onde também foi exibido o primeiro filme da Mostra Sui Generis: Amador, de Cristiano Burlán.

À noite, no Cine-Tenda, o público do festival pode conferir o explosivo Riocorrente, primeira ficção de Paulo Sacramento; o documentário Passarinho Lá de Nova Iorque, de Murilo Salles, sobre o cineasta independente Cícero Filho; e Amor, Plástico e Barulho, de Renata Pinheiro. O documentário sobre o cantor Ney Matogrosso, Olho Nu, dirigido por Joel Pizzini foi apresentado na praça.

A Mostra de Tiradentes continua nessa segunda-feira (27) com mais debates e seminários e o início das mostras Cena Mineira, Foco, de curtas-metragens, e Aurora, com o longa A Vizinhança do Tigre. Os curtas-metragens também invadem a programação da praça.

O Cenas de Cinema viajou a convite da organização do evento.

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. É votante internacional do Globo de Ouro e faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema, Critics Choice Association, OFCS – Online Film Critics Society e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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