estanteFIC Brasília

O Gesto Obsceno

Indicado(Foul Gesture, ISR, 2007)

Drama

Direção: Tzahi Grad

Elenco: Gal Zaid, Asher Tzarfati, Keren Mor, Ya’ackov Ayali, Ania Bukstein, Rivka Michaeli, Tal Grushka

Roteiro: Ya’ackov Ayali, Gal Zaid

Duração: 98 min.

Minha nota: 8/10

Um homem deprimido, sua mulher insatisfeita e o filho estão indo para a casa. Depois de uma parada rápida para comprar falafel e arrumar as compras no carro, um homem impaciente começa a buzinar por passagem. Depois da terceira vez pedindo calma, a mulher faz um gesto obsceno para ele, que acelera, quase a atropela e arranca a porta do carro.

O marido resolve procurar a polícia para receber o dinheiro do conserto da porta, mas descobre que o motorista estressado é um herói de guerra influente e poderoso. Vendo que ninguém vai resolver o seu problema ele resolve encarar a situação e fazer a cobrança.

Com um roteiro excelente, o filme acaba envolvendo o espectador ao demonstrar a vida estagnada do protagonista e como a tensão da briga fez tudo ter um novo sentido para ele.

As tomadas são sensacionais. Tzahi Grad, em seu segundo longa, mescla longos closes com tomadas abertas e câmeras estáticas, ao mesmo tempo em que experimenta movimentos e cores.

Gal Zaid, que também assina o filme como roteirista junto com outro colega de cena, está muito bem e consegue transmitir toda a “bipolaridade” (momentos de depressão e momentos de excitação) do personagem.

Outro ponto interessante foi a localização no tempo. Os feriados Yom HaShoá, o dia da lembrança do holocausto, e o Yom Ha’atzma’ut, o dia da independência de Israel, são determinantes.

O filme é violento e pode desagradar aos que não gostam de perseguições e coisas afins. Os planos abertos também incomodam alguns, mas é, sem dúvida, um filme que merece ser conhecido por todos.

Uma boa pedida quando a intenção é ver algo agitado e diferente.

Próximas sessões no festival: 03/11, às 21h30; 09/11, às 21h50.

Um Grande Momento

A fuga correndo.

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FIC Brasília 2008

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Oi, Kau!

    Pois é! Fiquei muito surpresa com o que vi. A ousadia nas imagens foi o que mais me impressionou!
    Hahaha. Não vai demorar isso tudo não menino. Só uns 30, vai? Hehehehe

    Beijocas

  2. Israel vem produzindo belos exemplares, né? Espero poder assistir, daqui uns 147 anos (quando chegar por aqui) este filme.

    Bjos.

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