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Os brasileiros na 45ª Mostra

Evento traz o que há de mais novo na produção nacional

A 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa na próxima quarta-feira com uma apresentação especial de 10 títulos diferentes nessa abertura coletiva, decisão inédita do festival. Um desses filmes representa uma fatia da Mostra que especificamente esse ano está especial como há muito não estava; o cinema brasileiro está com potente presença em 2021, a começar por Ato de Bárbara Paz, um dos títulos que abrirão os trabalhos da programação, e virá puxar uma seleção nacional impressionante, com títulos e autores acima da média.

Um dos títulos que será um dos mais procurados pelo público no evento atende pelo nome de Deserto Particular, filme dirigido por Aly Muritiba que acaba de ser selecionado como representante do país para o Oscar de filme internacional da próxima edição. Seu rival nessa disputa, 7 Prisioneiros de Alexandre Morato, produção da Netflix estrelada por Rodrigo Santoro, também fará sua pré-estréia na Mostra. Ambos estavam em sessões paralelas do último Festival de Veneza e essa será a primeira exibição dos longas no país.

Já do Festival de Cannes, vem Medusa de Anita Rocha da Silveira, e Marinheiro das Montanhas de Karim Aïnouz, ambos muito bem recebidos. Enquanto o primeiro torna a investigar o cinema de cinema de gênero pela autora de Mate-me Por Favor, o segundo é uma nova incursão do cearense de ascendência argelina que torna a investigar a história da família no país de origem.

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Da safra de grandes autores, a Mostra receberá A Viagem de Pedro, filme evento de Laís Bodanzky que conta a viagem de D. Pedro I ao Brasil; As Verdades, policial passado na Bahia dirigido por José Eduardo Belmonte e estrelado por Lázaro Ramos; O Pai da Rita, nova comédia dirigida por Joel Zito Araújo e protagonizada por Ailton Graça; Antígona 442 A.C., de Maurício Farias e estrelado por Andréa Beltrão, uma versão da personagem que já apresentou no teatro; um novo documentário dirigido por Paulo Caldas, O Circo Voltou.

Já chegam repletos de expectativa filmes como A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga, Bob Cuspe: Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral, e Madalena, de Madiano Marcheti, já premiados internacionalmente. Além de novas incursões de Caco Ciocler (O Melhor Lugar do Mundo) e Eduardo e Lauro Escorel (SARS-COV-2), além de Lô Politi, que lança o aguardado Sol.

Como já dito, uma seleção forte com 40 títulos de estreantes e grandes nomes, que ainda conta com as promessas Transversais de Emerson Maranhão, Curtas Jornadas Noite Adentro de Thiago B. Mendonça, Salamandra de Alex Carvalho, além de uma homenagem dupla a Ziraldo, o mestre que desenhou a arte da Mostra deste ano: Ziraldo – Era uma Vez um Menino, de sua filha Fabrizia Pinto, e Ziraldo – Uma Obra que Pede Socorro, de Guga Dannemann.

Os clássicos O Rei da Noite de Hector Babenco e Terra Estrangeira de Daniella Thomas e Walter Salles também estarão na zona de interesse da 45ª Mostra, a começar no próximo dia 20 de outubro, até o dia 3 de novembro, com essas e inúmeras outras grandes produções que ampliarão as discussões acerca do nosso cinema.

A 45ª Mostra de São Paulo acontecerá de 21 de outubro a 03 de novembro, em formato híbrido de exibição. Os títulos estão divididos nas seções Perspectiva Internacional, Competição Novos Diretores e Mostra Brasil e serão apresentados no circuito de salas de cinemas da cidade de São Paulo e também nas plataformas Sesc Digital, Itaú Cultural Play e Mostra Play (todas acessadas pelo site da Mostra: www.mostra.org).

Mais informações no site do evento.

Francisco Carbone

Jornalista, crítico de cinema por acaso, amante da sala escura por opção; um cara que não consegue se decidir entre Limite e "Os Saltimbancos Trapalhões", entre Sharon Stone e Marisa Paredes... porque escolheu o Cinema.
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