Crítica | FestivalCrítica | Outras metragensFestival de Brasília

Para Pedir Perdão

(Pra Pedir Perdão, BRA, 2008)

Drama

Direção: Iberê Carvalho

Elenco: Fernanda Rocha, Vinícius Ferreira, Roque Fritsh, André Deca, Marta Aguiar, Camille Santos, Amanda Guerra, Sérgio Sartório

Roteiro: Iberê Carvalho

Duração: 20 min.

Minha nota: 7/10

Em uma noite chuvosa de carnaval, um homem procura por sua amada depois de quase ser atropelado por um taxista.

Para Pedir Perdão é um filme intenso, triste, dolorido e é daqueles que deixa o espectador ansioso pelo final.

O roteiro, inspirado em um pesado conto de Marcelino Freire, é bem amarradinho e muitas das opções visuais são bem interessantes. O elenco também é muito bom. Vinícius Ferreira transmite todo o desespero de seu personagem e Fernanda Rocha, a frustração da sua.

Mas o curta segue uma tendência que não me agrada muito: a granulação. Escolha recorrente em produções atuais, o estilo tem sido muito utilizado para pontuar o clima grave e pesado. No filme, ela é exagerada e incomoda, principalmente nas cenas internas.

Outro problema é o encontro com o vendedor de cerveja, que quebra a tristeza do filme e acaba sobrando no meio do roteiro. Uma opção mais sutil para o suspiro seria a da menina que pede.

Apesar dos dois pontos, tem soluções de cena bem interessantes e é muito bom. A cenografia de Dani Façanha merece destaque.

Um filme daqueles que deixam o espectador bem triste.

Um Grande Momento

A cebola.

Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)

Festival de Brasília: Mostra Brasília – Curta 35mm

Links

Site do Festival de Brasília

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

5 Comentários

  1. Concordo em partes com a crítica. Principalmente com a granularidade mais que óbvia. Entretanto a outra face, o lado de lá da balança, em contrapeso absoluto e mais potente, está a atuação dos atores e demais participantes. Todos eles.
    Destaco nisto as expressões do taxista, tão bem desempenhadas e capturadas com perfeição pela câmera. Fantasticamente deliciosas essas expressões. Há ali outro filme, outra história.

  2. Olá Cecília,

    este post já tem um ano, mas o filme continua sua trajetória em festivais, (está entre os 10 finalistas do AXN Festival, com transmissão nos 22 e 29 de novembro 2009, as 17hs no canal AXN, e no disputado FESTIVAL DEL NUEVO CINE LATINO AMERICANO DE HAVANA).

    Então ainda em tempo, corrigindo: a Cenografia (direção de arte) é de Maíra Carvalho e produção de Arte de Dani Façanha ; )

    Abraços,
    Jana Ferreira

  3. Oi, Natacha!

    Acho então que não fui muito clara. Eu gostei muito do filme, só que notei os dois problemas. Já fiz algumas alterações no texto.

    O trecho do vendedor é engraçado sim e bom, mas não combina com o resto do filme. Se fosse um longa, um momento de humor como esse faria mais sentido. Mas como é curta bastava a cena da menina.

    Bom, essa é a minha opinião, né? Cada um vê o filme de uma maneira.

    Beijos

  4. Discordo da opinião sobre o filme. Vi ontem e achei intenso, mas não apenas triste. O trecho do vendedor de cerveja quebra o clima e coloca humor na história. O público do Festival parece ter gostado bastante da cena, pois se ouvia várias gargalhadas.

Botão Voltar ao topo