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Rebobine, Por Favor

Visto no Cinema(Be Kind Rewind, EUA, 2008)

Comédia

Direção: Michel Gondry

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Elenco: Jack Black, Mos Def, Danny Glover, Mia Farrow, Melonie Diaz, Irv Gooch, Sigourney Weaver

Roteiro: Michel Gondry

Duração: 102 min.

Minha nota: 7/10

Uma das primeiras providências ao chegar em São Paulo foi conferir Rebobine, Por Favor. Desde a primeira notícia sobre ele, fiquei ansiosa para ver a nova maluquice de Michel Gondry mas, como acontece bastante, o filme estreiou no Rio de Janeiro, em São Paulo e nada de chegar a Brasília.

Um homem desocupado leva um choque e fica magnetizado. Acontece que o seu lugar favorito é a locadora antiga onde seu amigo trabalha. Como a gente já sabe fitas de VHS e magnetismo não se dão muito bem e todo o catálogo da loja é completamente apagado.

Tentado dar um jeito na situação os dois resolvem regravar os filmes eles mesmos e, com poucos recursos, fazem a sua versão de clássicos como Os Caça-Fantasmas, 2001 – Uma Odisséia no Espaço e muitos outros.

A idéia original veio quando Gondry começou a reparar no crescente número de cinemas de rua que não tinham mais público e fechavam suas portas. Uma solução seria fazer com que a comunidade das redondezas dessas salas produzisse os próprios filmes e, em seguida, enchesse o lugar novamente. O projeto não funcionou, mas resultou no longa.

O filme é uma grande brincadeira e é impossível não se divertir com o que vemos na tela. A escolha de Jack Black e Mos Def, que funcionaram muito bem juntos, foi certeira, assim como a presença dos veteranos Danny Glover e Mia Farrow, meio sumidos do cinema. A participaçao de Irv Gooch, coordenador de transportes em vários filme dos anos 90, como Wilson também é muito engraçada.

As melhores partes são, sem dúvida, as gravações dos filmes “suecados” (nome usado no filme para as versões), tanto pelos aparatos utilizados como pelos problemas na gravação.

O roteiro é todo bem amarradinho e a história é excelente, mas por uma ou duas vezes o diretor, que também é o roteirista, deixa-se levar pelo seu apego à imagem e distrai quem assiste ao filme.

Mas o que vemos na tela mexe com nossas lembranças e é, sem dúvida, uma grande demonstração de amor pelo cinema. Vale muito a pena, principalmente se a idéia é ver algo leve e descontraído.

Para quem é de São Paulo outra boa pedida depois do filme é conhecer a exposição Rebobine, Por Favor, que acontece no MIS (Museu da Imagem e do Som). Além de vários cenários, você pode assistir aos filmes “suecados” por lá mesmo. São vários títulos produzidos em grupos que participaram de dois workshops antes das filmagens e que podem ser assistidos no local.

A exposição funciona até o dia 11 de janeiro. O MIS fica na Av. Europa, 158.

Um Grande Momento

O primeiro filme.

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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
11 Comentários
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Cecilia Barroso
Cecilia Barroso
09/01/2009 05:41

Oi, Lucas!

Realmente é uma cena bem bonita mesmo. Hoje assisti ao filme de novo e gostei do mesmo jeito.

Beijocas

Lucas Oliveira
Lucas Oliveira
07/01/2009 18:28

eu gsotei. o filme é original e inteligente, tem dialogos espontaneos e com ritmo. gosto mto da cena em q os moradores da cidade vao conferir o filme q fizeram. aqueles rostinhos todos iluminados pelo projetor…

Cecilia Barroso
Cecilia Barroso
07/01/2009 05:38

Olá, gente!

Marcio – Embora alguns não tenham gostado, eu acho que vale muito a pena!

Vinicius – Eu já penso o contrário, prefiro mil vezes Jack Black fazendo comédia do que ele fazendo drama. Hehehe

pseudo-autor – É melhor não esperar tanto do filme. Brilho Eterno é muito superior, mas este é muito divertido.

Jeff – Realmente, algumas cenas são impagáveis. “E como nós vamos fazer uma animação?” Hahahaha

Beijocas para vocês!

jeff
jeff
06/01/2009 19:16

Eu achei um filme divertidíssimo, leve e muito bonito – como você disse, uma grande homenagem ao cinema. A versão de 2001 e o Rei Leão são impagáveis. GOndry continua acertando. Espero que não erre nunca.

[]s!

pseudo-autor
pseudo-autor
06/01/2009 15:46

Cecília, ainda não consegui ver nem Rebobine nem Gomorra, mas quero muito ver ambos. O jack Black é um dos poucos caras que ainda consegue me fazer pagar pra ir ao cinema assistir comédia (um gênero do qual não sou um virtuose). Espero que o Gondry tenha mantido o mesmo nível de O eterno brilho…

Vinícius P.
Vinícius P.
06/01/2009 06:58

Apesar de parecer ser interessante, minha maior expectativa em relação a esse filme é pela direção do Gondry, já que não sou fã em particular do humor do Jack Black.

Marcio Melo
Marcio Melo
06/01/2009 06:38

Tô querendo muito ver este filme

Cecilia Barroso
Cecilia Barroso
06/01/2009 06:18

Olá, pessoas!

Kau – Acho que qualquer coisa que venha da cabeça do Gondry vai ser meio louca, né? Mas adoro a loucura dele. Acho que você vai gostar!
Eu fui lá. É super legal!

Sérgio – Então você está do mesmo jeito que eu fiquei. Mas até agora não chegou em Brasília. Ainda bem que ainda estava passando aqui em São Paulo.

Bruna – A gente ri muito mesmo! É muito divertido ver a “suecagem” dos filmes e Jack Black e Mos Def parecem ter nascido para atuar juntos.

Beijocas

Bruna Bites
Bruna Bites
06/01/2009 05:23

Adorei, do começo ao fim. É daqueles filmes que arranca não risos, mas gargalhadas do público, com uma história para lá de original.
Vale muito a pena.
Beijos.

Sérgio Déda
Sérgio Déda
06/01/2009 04:57

Todos falam muito bem… de repente fiquei ansioso para ver, mas está demorando muito para estreiar por aqui…

até mais!

Kau
Kau
06/01/2009 03:07

Cecília, estou querendo muito ver. Mas meu irmão, que viu, disse ser bem louco… o que me preocupa.

Se for na exposição, aproveita por mim!

Beijos!

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