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Recém Chegada

(New it Town, EUA, 2009)

Entrar no cinema esperando ver uma grande porcaria geralmente funciona inversamente. Esperamos algo tão ruim que qualquer coisa medíocre já vira, automaticamente, boa. Isso é exatamente o que não acontece com o novo filme da Hebe Camargo, ops, Renée Zellweger nos cinemas.

Entramos no cinema achando que Recém Chegada é ruim e saimos de lá com a certeza de que foi péssimo!

Baseado unicamente na figura esticada e sem expressões da antiga Bridget Jones, o filme também parece ter passado por mais de cem sessões de botox e acaba, inevitavelmente, como o rosto de todas essas mulheres que “morrem com a cara que nascem”: todas são tão iguais que a mais antiga delas poderia cobrar royalties.

Para provar que o filme é igual a muitos outros que já vimos, vou propor uma brincadeira: conto a sinopse e vocês, sem grandes problemas, descobrem qual é o final do filme.

Uma executiva fria e ambiciosa é enviada pela empresa para a fábrica de uma cidade tão fria quanto ela. Sua tarefa é fazer aquelas reestruturações onde um monte de gente perde o emprego e máquinas substituem pessoas.

Em seu caminho está um rude lider sindical, defensor dos trabalhadores. Sem falar nos moradores da cidade que são diferentes do que ela esperava e tornam a tal tarefa tão mais difícil.

E então? Adivinharam o final?

Pois é. Com um tema assim e um desenvolvimento meia-boca, o filme não consegue chegar nem perto de agradar o público. Não é a toa que roncos foram ouvidos na sessão e umas duas pessoas desistiram de chegar ao final.

A pobre Renée também é culpada pelo desinteresse no filme. Como olhar para ou outros elementos de uma cena se existe uma figura tão bizarra nela? Confesso que toda vez que ela aparecia minha atenção era instintivamente conduzida para a pele ao redor dos olhos, sempre brilhate e imóvel. Não é a toa que mereceu uma personagem à comedianda Tracey Ullman.

Para não dizer que tudo é ruim, J.K. Simmons (Juno) e Siobhan Fallon (Violência Gratuita) estão engraçadinhos em seus papéis e a trilha sonora é interessante.

Perda de tempo total! Daqueles que só merecem ser vistos na tv aberta!

Um Grande Momento

Faltou!

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Comédia/Romance
Direção: Jonas Elmer
Elenco: Renée Zellweger, Harry Connick Jr., Siobhan Fallon, J. K. Simmons, Mike O’Brien, Frances Conroy, Nancy Drake, Ferron Guerreiro
Roteiro: C. Jay Cox, Ken Rance
Duração: 97 min.
Minha nota: 2/10

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

7 Comentários

  1. Oie!

    Hugo – Mas esse é tão batido que não tem justificativa, né? Tem que tomar cuidado para não assistir Sessão da Tarde no dia do cinema, porque senão vai ser dobradinha.

    Fred – A gente tem que se arriscar a tudo, né? Eu nunca penso duas vezes antes de ver um filme.
    Sou de Brasília, mas costumo acompanhar os festivais de outros estados também. Quem sabe, né?
    Mas uma cópia de serviço sempre é bom para momentos assim…

    Bruna – Pois é. E fica impossível olhar para ela e não ficar procurando o que está errado.

    Duda – Desnecessário! Boa definição!

    Wally – Eu acho isso uma coisa meio maluca. Não vi Appaloosa ainda, mas a vontade diminuiu bastante depois desse filme.

    Beijocas a todos!

  2. Olha, sempre gostei de Reneé, alias, adorava ela. Mas depois de ter visto o que ela fez consigo mesmo em “Appaloosa” perdi todo o respeito. Ator de verdade não se pode dar à esse “luxo”. É como a Kate Winslet disse uma vez. E Reneé está se tornando muito…falsa, em todos os sentidos da palavra. Por isso, temo por este filme como temo pela carreira dela.

    Ciao!

  3. Verdade, bela sacada esta da Hebe Camargo! hahaha
    Poxa vida, que filminho mais desnecessário.

    Um beijão, e não vou esquecer daqui não.

    Duda.
    Quintal Digital.

  4. Hahaha!!! Adorei o comentário do royalties e da Hebe Camargo. O filme deve ser um horror mesmo, já no trailer eu percebi que havia algo muito estranho com a cara da Renée.

    E pra quem quiser apreciar Tracey Ulman como Renée: http://www.youtube.com/watch?v=z3YWN8sXFlU. É hilário.

    Beijos!

  5. Então, Cecília. Que bom que você se interessou, mas infelizmente não posso colocar o “32 Mastigadas” na net, porque ele está rodando o circuito de festivais ainda e há regulamentos que impedem a seleção do filme caso ele esteja disponível na internet.
    O que posso fazer, por enquanto, é te vender o dvd.
    Você é de onde? Vários festivais estão em processo de seleção agora e pode ser que o curta vá para alguns deles…
    Uma pena não poder facilitar o acesso a ele ainda, porque eu gostaria! =)
    Abraço!

  6. Corajosa você, de se arriscar a assistir um filme como esse.
    Só pelo trailer já dá pra sentir o cheiro de “bomba”. Mudando de assunto, Cecília, seria possível eu conseguir um link no seu blog?
    Obrigado e abraço!

  7. É o tipo de filme do Telecine Light e que a TV aberta gosta de passar.

    Bjos

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