Crítica | Streaming

Sim, Senhor!

Visto no Cinema(Yes Man, EUA, 2008)

Comédia

Direção: Peyton Reed

Elenco: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Bradley Cooper, John Michael Higgins, Rhys Darby, Danny Masterson, Fionnula Flanagan, Terence Stamp

Roteiro: Danny Wallace (livro), Nicholas Stoller, Jarrad Paul, Andrew Mogel

Duração: 104 min.

Minha nota: 6/10

A primeira coisa que nós aprendemos, quando crianças (na maioria dos casos), é ouvir e compreender exatamente a palavra “não”. Essa palavrinha é tão familiar e tão presente que já nem prestamos mais tanta atenção nela e a seguimos de modo automático.

No filme Sim, Senhor! Carl é um homem frustrado e depressivo que adotou o não como filosofia e esqueceu-se de viver, até que um antigo amigo aparece e o leva a uma reunião de adoradores do “sim”.

A história, por mais incrível que pareça, foi baseada em uma experiência real. O escritor e jornalista Danny Wallace resolveu que durante seis meses falaria sim para todas os pedidos e propostas feitos a ele e anotou todos os resultados.

Entre as coisas positivas do longa estão a crítica a qualquer coisa fanática e extrema, que só vê aquilo que se quer ver, as atuações (destaque para o estreante Rhys Darby e seu jeito antigo de fazer rir), as músicas da banda Síndrome de Munchausen e algumas boas piadas.

Jim Carrey volta aos antigos hábitos e reedita seu personagem de O Mentiroso. A diferença é que desta vez ele consegue se conter mais e deixa que a história tenha uma importância maior, mas alguns deslizes e caras e bocas acabam acontecendo. Nada que comprometa, só confirma a presença do bom comediante na tela.

O roteiro, apesar de não conseguir manter sempre o ritmo desejado e se deixar levar por tiradas um pouco óbvias, é criativo de maneira geral e consegue brincar com piadas que sempre ouvimos mas nunca vimos editadas. Que o diga a Sra. Tillie.

No meio das risadas, uma mensagem bonitinha de “vamos viver a vida” é passada. Aquela história: uns nem vão prestar muita atenção, mas eu, que passei por alguns maus bocados, sempre que vejo coisas do tipo, fico um pouco tocada.

Mas algumas coisas me irritaram um pouco também. Primeiro e mais grave de todos o som da sala onde vi o filme estava péssimo e, para complicar mais, os meus companheiros de sessão não sabiam que falar no cinema atrapalha o filme dos outros.

Algumas desculpas para fazer rir também me incomodaram. O cara não podia dizer “não”, mas isso não quer dizer que ele faria automaticamente tudo que dissessem a ele (como na cena do auditório ou no aeroporto). A duração de algumas cenas e a previsibilidade de outras também me fizeram mexer bastante na cadeira.

Com problemas e qualidades, Sim, Senhor! é menos divertido do que eu esperava, mas cumpre bem sua função de fazer rir e é uma boa opção para os dias em que não se quer pensar em muita coisa.

Um Grande Momento

O momento Edward Norton dois em um na porta do bar é ótimo.



Links

Site Oficial

Imdb

 

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

12 Comentários

  1. Olá!!!

    Concordo que ele é um bom ator de drama, Wallace, mas acho que também é muito bom de comédia. Esse filme é bem melhor do que os outros tão caras e bocas…

    Eu também achei engraçado, Pedro.

    Beijocas para vocês!

  2. Achei engraçado. Jim Carrey é bom na comédia, mas pode tentar algo mais sério também, porque tem talento.

  3. Confesso não ter muita paciência para as comédias besteirol do Carrey. Ele é talentoso, mas às vezes é chato demais no gênero, e preferi passar longe de Sim Senhor. Sei que muitos já falaram isso, mas acho que ele deveria investir mais no seu lado dramático, que é muito bom.

  4. Oie gente!!!

    Kau – Mesmo a nota sendo quase igual parece que vc gostou bem menos do filme do que eu. Eu também não queria ver muito não, mas dei umas risadinhas…

    Brenno – É daqueles que fazem a gente não pensar em nada, né? Às vezes isso é bom.

    Anderson – Ah sim! Os mais novos gostam muito mais do que a gente.

    Lucas – Pois é… Essas projeções meia-boca são completamente absurdas. Teve gente que pagou o preço exorbitante de uma inteira para ver um filme assim. E nem vi ninguém reclamando no final, só eu.

    Vinícius – É o que eu penso também. O principal objetivo da película era fazer rir e ele cumpriu totalmente.

    Ramon – Se não conseguir também não vai ser nada tão grave assim, eu acho.

    Wally – Eu não sei porque implicam tanto com ele. Gosto do estilo. Mas vc viu como ele está envelhecido?

    Patrícia – A banda é muito legal mesmo. Aquela música do “não me ligue depois das 11 da noite” é sensacional!
    E o filme é bem divertido.

    Beijocas para vocês!

  5. Adorei!
    vi esse fds!
    amei a banda interpretada pela personagem da Allisson também! O melhor!
    Gostei da sua crítica. Acho que o Jim segurou a onda. tava com medo de ver o filme por causa dele, mas foi bom o resultado!
    beijão

  6. Vi hoje e, apesar de formuláico, achei bastante divertido. Consegui dar boas risadas e Carrey não perdeu a autênticidade.

    Nota 7.0

    E eu AMO jogos de CINEMA. yay

    Ciao!

  7. “Sim Senhor” não chega a ser inovador em nenhum de seus aspectos, mas também me diverti com alguns momentos e acho que funciona muito bem dentro de seu gênero. Abs!

  8. Concordo com o Brenno. Gostei do filme, além do mais porque adoro o Jim Carrey. E pelo som, Ciça, saimos no lucro. Hueuaheuheuhaeuhaeuhue!
    Beijo

  9. Apesar de comédia besterol. Acho que será uma boa diversão ir ao cine com a família.

  10. Não é um grande filme, mas achei interessante como ele propõe uma reflexão da vida de forma divertida.

    BEIJOS

  11. Cecília, demos quase a mesma nota (5,5 a minha) e digo que detestei o filme praticamente o tempo todo. Talvez por ter ido arrastado assistí-lo…

    Beijos!

Botão Voltar ao topo