estanteFIC Brasília

Sob Controle

(Surveillance, EUA, 2008)

Suspense

Direção: Jennifer Chambers Lynch

Elenco: Julia Ormond, Bill Pullman, Pell James, Ryan Simpkins, French Stewart, Kent Harper, Charlie Newmark, Michael Ironside, Gill Gayle

Roteiro: Kent Harper, Jennifer Chambers Lynch

Duração: 98 min.

Minha nota: 7/10

Depois de um longo tempo assistindo a tantas produções de outros países, convivendo com um ritmo completamente diferente e com uma gama de temáticas totalmente variada, encarar um longa estadunidense é uma tarefa quase árdua.

O filme em questão, pelo menos, tem uma condução diferente, mas segue a mesma trilha de tantas outras películas conterrâneas. Sob Controle foi o filme escolhido para encerrar o FIC Brasília 2008.

Dirigido por Jennifer Lynch, 15 anos depois de seu único filme, o estranho Encaixotando Helena, o filme conta a história de assassinos seriais que rodam o país banhando as casas e as estradas de sangue. Aquela mesma história de sempre: o policial ridículo, o delegado burro, a menina drogadinha, a garotinha abandonada e os fodões do FBI que chegam para tomar conta do caso.

O problema do filme é que ele não escolhe se vai seguir a trilha sangrenta de Assassinos por Natureza ou a trilha de delegacia de No Calor da Noite e fica no meio do caminho. Mas a narrativa é interessante e a história vai se formando através das verdades que não são contadas em cada depoimento.

Os atores não comprometem, mas aquela impressão de saber o que vai acontecer no final não deixa de existir por um momento sequer. Mas prende a atenção e é bem interessante. Como disse Bill Pullman antes do início do filme: a filha sempre acha que não tem nada a ver com o pai, mas tem sim.

No mais, é só uma história de assassinatos, com muito sangue, pistas, tiros e reviravoltas no final e tem tudo para fazer o maior sucesso nas bilheterias do mundo.

É interessante para conhecer. Aqueles que gostam de descobrir quem é o assassino vão gostar bastante.

Um Grande Momento

O segredo de Stephanie.



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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

7 Comentários

  1. Doida igual ao a porra do pai.Filme Maluco.Muito estranho.Não é a toa que é filha de David Lynch.

  2. Tremendo lixo que não tem nada a ver com David Lynch. O final é um horror. Além de ser uma porcaria, ainda faz apologia da violência com uma suposta crítica ao universo violento da polícia. Crítica que não se sustenta no roteiro. Um lixo. Fuja correndo dessa porcaria.

  3. Olá!

    Mim – O filme não é ruim mesmo e acho que a idéia da diretora é justamente mostrar que não tem nada a ver com o pai. Mas é bem parecida! Hehehe

    Red Dust – Por aqui nem estreiou ainda! É interessante!

    Johnny – Eu acho Encaixotando Helena melhor, mas é mais batido, sabe?

    Beijocas

  4. A pergunta que não quer calar …
    É melhor do que Encaixotando Helena?

  5. Passou algo despercebido por cá. No entanto, já o tinha apontado na minha listinha no clube de DVD.

    Beijinho.

  6. Eu até gostei desse filme, mas ainda falta muito pra essa menina chegar ao nível do pai.

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