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Transformers – A Vingança dos Derrotados

(Transformers: Revenge of the Fallen, EUA, 2009)

Se McG conseguiu tirar uma vantagem do próprio nome, que provoca péssimas expectativas, e surpreender o público com o último Exterminador do Futuro, Michael Bay, do mesmo time, não chegou nem no meio do caminho com o novo e esperado título da franquia Transformers.

O som dos primeiros minutos do filme é ótimo e talvez seja a única coisa realmente boa no filme, que já começa meio perdido relacionando os autobots aos humanos em um passado distante. E insinuando que um dos robôs gigantes seria contra os humanos.

No presente, os autobots formam uma aliança com os humanos para evitar o retorno da ameaça dos Decepticons. Sam Witwicky vai para a faculdade onde conhece nerds fanáticos por histórias de robôs alienígenas e deixa sua namorada Mikaela para trás.

Uma das sensações do filme é, sem dúvida, a atriz fraca e gostosona Megan Fox. Com uma boca bem maior do que a original, a moçoila já aparece em uma pose sexy, daquelas de calendário de oficina mecânica, em uma moto. E durante muito tempo as cenas parecem funcionar para chamar a atenção do público para a atriz.

O resto do elenco, com muito menos tomadas interessantes, é muito fraquinho. A única excessão é John Turturro que deve estar passando fome para aceitar participar do filme, mas é o responsável pelo mínimo de ritmo que o filme tem.

O roteiro é muito fraco e fica tentando, sem sucesso, se justificar o tempo todo. A apelação é o ponto mais forte e a opção por muitos detalhes não consegue chegar a lugar nenhum. Os diálogos, cheios de frases de efeito, são frouxos e dispensáveis e, assim como os enquadramentos, não conseguem demonstrar muita coerência e parecem acontecer só para encher linguiça.

Coisas idiotas como a invenção de nerds hackers para justificar a presença de mulheres gostosonas no dormitório da faculdade e a loirinha assanhada que tenta conquistar Sam de qualquer maneira sobram.

Ainda que um ou outro sorriso apareça no rosto, como a mãe de Sam na faculdade ou o passeio com a loirinha, outros momentos causam muito mais vergonha alheia como qualquer coisa.

Se o áudio impressiona nos primeiros momentos, até isso fica estranho. A edição de som não é muito coerente e se algumas besteirinhas fazem um barulho impressionante, outras maiores e mais pesadas não são tão barulhentas.

Nem mesmo os efeitos especiais conseguem impressionar. Pelo contrário, logo nos primeiros momentos, ainda em Xangai, percebe-se que o uso da computação gráfica é tão problemático e excessivo que mais cansa do que impressiona.

A direção de arte também entra na onda do Sr. Bay e viajou na maionese. Os autobots estão tão humanizados que, exagerando, quase não convencem mais como carros ou afins. Se Bublebee chorando é engraçadinho, os bebês-robôs recém-nascidos chorando no acerto de contas de Megatron é ridículo.

O filme é chato, lento e mal feito e não consegue impactar em nenhum momento. Ainda que tenham várias explosões, muito barulho e gritaria para todos os lados, o único sentimento que o filme me despertou foi o sono.

Depois de muitos minutos de tortura na sala de projeção, a crença de todos na sala é a de que aquilo já chegou no fundo do poço. Mas é só impressão. O céu dos bots Primes mostra que uma coisa nunca está tão ruim que não possa piorar. E muito.

Como na minha sessão ninguém gostou do filme fiquei curiosa para saber se o filme agradou a alguém. Para mim o pacote fechado é um emaranhado de cenas e falas inúteis.

No final do filme, Optimus Prime fala que está contando a história para que ela não seja esquecida. Impossível, pois é um dos piores filmes que eu vi nos últimos anos.

Desta vez, com a cueca fio-dental do agente Simmons, códigos em cybertonês, o saco de um autobot e minibots que se comportam como cachorros tarados, Michael Bay demonstrou, de verdade a sua grande vontade de ser Uwe Boll. E ainda tem coragem de fazer um filme com duas horas e meia de duração.

Não vale nem a sujeira que gruda na sola do sapato na porta do cinema.

Atualização 08/07

Infelizmente, revi o filme, mas desta vez estava acompanhada com o crítico mirim do Cenas de Cinema, Rodrigo, e ele também quer deixar aqui suas impressões.

Para ele, o filme foi divertido, mas tem graves problemas. O principal é a quantidade de acontecimentos e eventos que são enfiados injustificadamente no roteiro. Um bom (ou mau) exemplo é a transformação dos itens cozinha em deceptcons.

A duração do filme também é maior do que precisa e uma dúvida fica para sempre: “para quê aquele céu dos robôs?”

Mas algumas lutas e destruições são boas, entusiasmam e dão graça ao filme, que não é nenhuma pérola, mas cumpre bem o seu papel de diversão fácil, rápida e esquecível.

Um Grande Momento

Os créditos finais, que mostram que o filme chegou realmente ao fim.

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Submarino

Ação/Ficção Científica
Direção: Michael Bay
Elenco: Shia LaBeouf, Megan Fox, Isabel Lucas, Josh Duhamel, John Turturro, Rainn Wilson, Tyrese Gibson, Ramon Rodriguez, Kevin Dunn, Julie White
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci, Ehren Kruger
Duração: 150 min.
Minha nota: 1/10
Nota do Digo: 5/10

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

13 Comentários

  1. Hahahaha!! Impagáveis esses comentários. Enfim, eu já tinha ficado decepcionado com o primeiro filme da série,quando eu era garoto tinha uma revista em quadrinhos dos transformers que tinha um roteiro milhões de vezes mais coerente que o filme. mas pre quem tem curiosidade, e não liga muito pra histórias sem pé nem cabeça, vale pela diversão. Abraço, fui.

  2. Uma frase que sempre me vem a cabeça “Existe gosto pra tudo”. Não é de hoje que leio várias criticas sobre o filme, mesmo assim,fui ao cinema,paguei o ingresso e por mais que me falavam negativas,gostei do filme,alias pelo que vi dentro da sala não fui o único,muita gente ria,vibrava com as cenas de ação e com certeza se daqui a alguns anos lançarem o 3 essas mesmas pessoas inclusive eu, estaremos lá !Acho que do mesmo jeito que muita gente achou Crepusculo, Harry Potter,, e muitos outros fabulosos tem aqueles que acharam uma verdadeira mer****,o cinema esta ai para as pessoas se divertir se for pra levar a serio fica em casa e veja o Jornal nacional,liga o rádio as 19:00 e esculta a Voz do Brasil"

    Abraços a Todos

  3. "PU"CH"AR"?!?!?!?!?!?!?!?!

    Amigo(a) (já que você não teve coragem de identificar-se, não posso saber o seu sexo), acho que o analfabeto que puxa (sim, com "x", e não com "ch") o saco por aqui é outro, não?

  4. VOCÊS SÃO TODOS UM ANALFABETOS EM CINEMA, VOCÊS NÃO SABEM COMO ENXERGAR UM FILME POR TRAS DELE. ENTÃO PARA DE PUCHAR O SACO DOS OUTROS E VÃO ASSITIR TURMA DA MÔNICA, QUE NEM ISSO VOCÊS VÃO ENTENDER.

  5. O filme é realmente bem ruim. Forte candidato a um dos piores do ano. Eu achava que ia ser ruim, mas realmente surpreendeu.

  6. Oi Cecilia!

    Está muito bom seu blog.

    É impressionante mas não tive 1 pingo de vontade de ir ao cinema ver este novo "hit" do MBay. Acho que não perdi muita coisa né?

    Sabe o que eu acho ruim? O fato de que o público "em geral" adora esse tipo de filme: eles só estão vendo mais do mesmo e amam isso! :(

    Abrax!

  7. Acho esses comentários fantásticos. Parece que depois que assistimos muitos filmes, baixa os espíritos de cinéfilos mal amados; como isso é incrívelmente amedrontador, fico me perguntando se uma hora dessas ñ acabo voltando pra esssa fase e tenho uma recaida e retornar um rabugento com tudo e com todos em relação a produção cinematografica. Interessante q me curei indo para o cinema pra pura e simplesmente me divertir, procuro escolher filmes previamente que me identifico. e um dia quando assistir de novo pelo DVD, ai sim me dedicarei a descer as mais avidas criticas. Resumo Transformers 2, é o tipico filme "marmelada",(puxa isso foi retro), mas continuando, não espere por nada além de corre-corre , pancadaria , e muitos disparos de toda especie de projéteis e claro mocinha e mocinho, ou seja, de mentirinha, pra gosta esse um dos motivos legais da história, afinal de contas não tem quem gosta de ir no cinema pra rir e até q gosta de ficar chorando o filme todo. E Transformers 2 até q tem um tanto parecido com o molde da história do desenho. Pra mim valeu o ingresso, não sei se daqui alguns anos assistirei ele na sessão da tarde!!!! Mas esta dentro do normal dos efeitos do nosso tempo e , falhas durante o filme tem sim, mesmo na edição final, porém se vc gosta de ação e transformers fez parte da sua infância e adolescência pode ir assistir.

  8. Ouch. Ui. Pow! Caí no chão agora. Não esperava algo tão baixo assim…

    Medo…muito medo.

    Ciao!

  9. A primeira vez que assisti ao Transformers gostei bastante. Recentemente peguei o DVD para rever e já não gostei tanto assim como da primeira vez. Muitas situações totalmente desnecessárias, como as cenas da família do Witwicky, do John Turturro, frases de efeito fraquíssimas e um roteiro fraco.
    Espero que esse Transformers 2 prime para a ação de qualidade, apesar de ficar com medo dessas cenas que você falou na resenha.
    Verei nesse fim de semana.

  10. Pô, nem me atrevo a pensar em ver esse filme agora! hehehe Realmente, eu também já tinha desgostado do primeiro filme. Os efeitos especiais eram excessivos ao ponto de ser difícil discernir quem era quem durante uma briga de robôs. Muita peçinha pro meu gosto.

    Bem, nem pro dvd pirata esse vai… hehehe Quem sabe o Freitas baixa e eu assisto dele!! hahaha

    Abração.

  11. Olha, Vinícius, dessa vez o cara conseguiu se superar mesmo!
    É muito ruim! Daqueles que não valem a pena de jeito nenhum.

    Beijocas

  12. Hahaha, ri muito com esses seus comentários! Sério que é tão ruim assim? Já achei o primeiro bem fraquinho, apesar de se salvar por causa dos efeitos. Pelo visto nem isso esse segundo consegue…

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