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À Prova de Morte

(Death Proof, EUA, 2007)
Nota  
  • Gênero: Terror
  • Direção: Quentin Tarantino
  • Roteiro: Quentin Tarantino
  • Elenco: Kurt Russell, Zoe Bell, Rosario Dawson, Tracie Thoms, Vanessa Ferlito, Sidney Tamiia Poitier, Rosie McGowan, Jordan Ladd, Mary Elizabeth Winstead, Quentin Tarantino, Monica Staggs
  • Duração: 127 minutos

Se você resolve assistir um filme violento, nada melhor do que o bom e velho Tarantino. Suas cenas chocantes e cheias de sangue vêm conquistando o público, seja ele fã do gênero ou não, desde Cães de Aluguel.

À Prova de Morte é um segmento do filme Gindhouse, feito em parceria com o amigo de Tarantino, Robert Rodriguez. O filme tem uma versão individual que foi lançada internacionalmente e está entre os filmes selecionados para a edição de 2007 do Festival Internacional de Cinema de Brasília.

A estética do longa é toda trash e Tarantino brinca com isso o tempo todo. A sensação é de que a película é velha, os cortes são mal feitos e a edição teve sérios problemas. Tudo de propósito, tanto que não acontece durante todo o filme, apenas em momentos pontuais. O tema não poderia ser mais clichê: um homem misterioso que persegue grupos de menininhas bonitinhas.

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É clichê, é tosco, é violento além da conta, mas é um dos melhores filmes do gênero. A luz, as tomadas em preto e branco, os efeitos e a excelente trilha sonora fazem tudo funcionar como uma sinfonia visual.

Mais uma vez, Tarantino brinca com a violência e a manipula de tal modo que acabamos torcendo por algo ainda pior acontecer. É como se ele soubesse como controlar a capacidade dos espectadores de exposição a cenas extremamente fortes.

Seguindo uma das características do diretor, o filme traz de volta às telas um esquecido Kurt Russell (muito bem no papel, assim como Travolta, Hauer, Carradine e Grier em produções anteriores).

Pra quem gosta, imperdível!

Um Grande Momento
A vingança.

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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