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Clara Sola é o melhor filme da 45ª Mostra SP

O longa-metragem Clara Sola, dirigido por Nathalie Álvarez Mesén, foi escolhido como o melhor filme da 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e levou para casa o Troféu Bandeira Paulista. O júri formado pelas diretoras Beatriz Seigner, Carla Caffé e pelo diretor Joel Zito Araújo, ainda reconheceu o trabalho da atriz principal do longa, Wendy Chinchilla Araya, agraciada com o prêmio de melhor atriz. O filme ainda recebeu o Prêmio BRADA de Direção de Arte ou Production Design.

Estavam em competição os filmes da seção Competição Novos Diretores que haviam sido mais votados pelo público durante o evento. Entre estes, o júri também concedeu uma Menção Honrosa ao longa Pequena Palestina, Diário de um Cerco e premiou Yuriy Borisov como melhor ator por seu trabalho em Compartment Nº 6

Já para o público, que podia votar sempre ao final dos filmes assistidos, o melhor filme de ficção brasileiro da mostra foi Urubus, já o documentário foi O Melhor Lugar do Mundo É Agora. Entre os estrangeiros, as escolhas foram Onoda – 10 Mil Noites na Selva , como melhor filme de ficção, e Summer of Soul (…ou, Quando a Revolução Não Pôde ser Televisionada).

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PRÊMIO DA CRÍTICA

Como acontece tradicionalmente, parte da imprensa especializada que cobre o evento é convidada para conferir o Prêmio da Crítica e este ano escolheu Urubus como o melhor filme brasileiro, “porque conseguiu captar com suas lentes a urgência jovem que pode ser entendida como uma urgência do próprio cinema brasileiro nos dias de hoje. Se o outro diz que quanto mais alto maior a queda, neste filme, quanto mais alto o pixo, maior a letra de suas assinaturas, de seu rastro de arte, de vida e de resistência.”

O longa estrangeiro escolhido pelo grupo foi O Compromisso de Hasan. “Nesta quadra da história do cinema, parece desnecessário elogiar a perfeição técnica e a beleza visual de um filme, mas a fotografia do filme turco O Compromisso De Hasan, de Semih Kaplanoglu, é das mais belas do cinema. Esse rigor formal é colocado a serviço de um drama forte, o que parece ser a luta de Davi e Golias. Um agricultor luta contra o Estado em defesa de suas terras. A história fica ainda mais complexa quando entra o conflito familiar”.

PRÊMIO ABRACCINE

A Associação Brasileira de Críticos de Cinema – Abraccine também realiza tradicionalmente uma premiação que escolhe o melhor filme brasileiro entre os realizados por diretores estreantes. Neste ano, o júri formado por Raquel Gomes, Diego Benevides e Lorenna Montenegro elegeu o longa A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinagua.

“O filme foi escolhido pela tessitura do cotidiano e do político no retrato de uma família de classe média brasileira que se revela em gestos, afetos, faltas e frustrações, sobretudo a aflição materna em um cenário – e país – à beira do abismo”.

PRÊMIO PROJETO PARADISO

Todos os diretores que tiveram títulos selecionados para a Mostra Brasil poderiam inscrever um novo projeto para concorrer a um prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$ 30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentorias, coaching para o produtor, workshop de audiência e participação em mercados internacionais.

O projeto premiado neste ano foi Entre Espelhos, com produção de Ailton Franco e roteiro de João Braga.

[45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo]

Redação

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