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Closer – Perto Demais

(Closer, EUA, 2004)

Drama

Direção: Mike Nichols

Elenco: Natalie Portman, Jude Law, Julia Roberts, Clive Owen

Roteiro: Patrick Marber

Duração: 104 min.

Hello, stranger!

Com a belíssima música, The Blower’s Daughter, de Damien Rice, e as imagens de uma Natalie Portman lindíssima andando em Londres, somos empurrados dentro de uma das descrições mais cruéis dos seres humanos já feita no cinema.

E, apesar de termos entrado sem saber, em momento algum pensamos em levantar e sair dali, ou sequer fechar os olhos. Olhamos pra tudo com a certeza de que nada foi inventado e do quanto podemos ser cruéis com as pessoas que dizemos amar.

Com um roteiro muito bem amarrado, conhecemos a vida de quatro pessoas que se perdem em um jogo de empurra-puxa cheio de mágoas e desejos não reprimidos. São seres humanos, como nós, agindo por instinto, por medo, por mania.

Os atores foram maravilhosamente dirigidos. Chegamos a sentir o ódio de Clive Owen, a decepção de Natalie Portman e o desespero de Jude Law. Só quem não consegue mesmo passar muitas emoções é Julia Roberts, mas ela não estraga de forma nenhuma o filme.

Um filme obrigatório. Indicado, principalmente para pessoas que estão preparadas para a falta de fantasia e todo o realismo que existe em uma relação a dois.

Faz parte da minha coleção particular.

Um Grande Momento

O strip-tease.



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Oscar: Ator Coadjuvante (Clive Owen), Atriz Coadjuvante (Natalie Portman)

BAFTA: Ator Coadjuvante (Clive Owen), Atriz Coadjuvante (Natalie Portman), Roteiro Adaptado

Globo de Ouro: Filme de Drama, Direção, Roteiro Adaptado, Ator Coadjuvante (Clive Owen), Atriz Coadjuvante (Natalie Portman)

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Site Oficial

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. O verdadeiro final das histórias de amor… esse deveria ser o nome desse incrível filme! Realmente, ele é bem dirigido e tem uma história muito boa! Senti mesmo tudo aquilo que você citou pelos atores e tenho uma explicação para a falta de sentimentos passada pela Julia Roberts… Depois de ver tantas vezes o filme, acho que essa falta de sentimentos é causada pela própria personagem, que parece não ter sentimentos… E quando você acha que ela está apaixonada ou alguma coisa assim, ela pisa na bola… Deve ser isso. Mas de qualquer forma, adorei todas as atuações e a história do filme!

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