estante

Medidas Desesperadas

(Desperate Measures, EUA, 1998)

Ação

Direção: Barbet Schroeder

Elenco: Michael Keaton, Andy Garcia, Brian Cox, Marcia Gay Harden, Erik King

Roteiro: David Klass

Duração: 100 min.

Minha Nota: 3/10

Domingo é aquela história, né? O hábito acaba sempre me fazendo parar na frente da tv para assistir o Fantástico. Não que eu goste, mas acabei me acostumando depois de tantos anos e, sem esconder, queria ver o que aquele famoso jogador de futebol falaria sobre a sua estranha noitada. A preguiça chegou, deitei e a televisão continuou ligada e, depois do programinha meia-boca do Vladimir Brichta, acabei conhecendo Medidas Desesperadas.

Um pai desesperado descobre que a única pessoa que pode salvar a vida de seu filho é um assassino perigosíssimo que cumpre pena em uma penitenciária de segurança máxima. Depois de muitas buscas, o criminoso é a única pessoa que tem compatibilidade com a criança, que já apresenta um quadro avançado de leucemia.

Além da história ridícula ainda temos que agüentar os momentos melodramáticos, todos muito piegas, e a tentativa para lá de frustrada de Michael Keaton fazer um personagem a la Hannibal Lecter. Ô, coitado!

O pai, Andy Garcia, é um policial viúvo que tem que segurar sozinho a barra do filho de nove anos doente. O bandido, Keaton, é uma mente brilhante que vê no transplante a sua chance de fuga e arma um plano complexo para fugir do hospital.

Não dá para acreditar em absolutamente nada da história. O tiroteio no hospital, a pedra do isqueiro na unha, a ampola no dente e a planta da ventilação conseguida no site oficial do hospital são alguns dos ingredientes que deixam tudo ainda pior.

As interpretações são sofríveis e o diretor não dá conta do recado. O roteiro é manjado e fica o tempo todo tentando inserir elementos de suspense que funcionam de maneira completamente oposta do esperado.

Uma tristeza completa. Ainda bem que eu só vi agora, de graça, no Domingo Maior.

Um Grande Momento

Não existe.



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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

9 Comentários

  1. Gente eu assisti este filme, mas não consigo lembrar o final dele. Vai passar de novo hoje.

  2. Tudo na história é inverossímil. E aquela história de achar o doador invadindo uma sala e ele ser justamente um psicopata? E a da enfermeira passando para o outro prédio pelo telhado? Isso sem falar na armação do maluco para fugir do hospital.
    O roteiro já acabou com o filme para mim, mas, além disso, ainda achei o Keaton forçado e percebi que ele queria ser como Hopkins em Silêncio dos Inocêntes, mas não chegou nem perto.
    Nem consegui ver se os outros atores estavam bem…
    Beijocas

  3. Concordo que o argumento seja inverosímel. Afinal que probabilidades existem termos que pedir a um bandido que salve um filho nosso? Pouquíssimas.

    Mas as interpretações conseguem ofuscar esse (grande) ponto menor. Não é nenhum primor de filme, mas também não é nenhuma maçada… :)

  4. Oi, gente!!

    Marcus, tenho que concordar que existe muita coisa pior passando por aí mesmo. Esse filme pode até ser menos pior, mas é bem ruinzinho. Por falar em coisa pior, você já ouviu falar em Mensagem do Além?. Esse bate todos os recordes.
    Puxa, Muito Além do Jardim é maravilhoso! Que bom que você deu sorte de assistir.

    Jacques, a gente tem que ver para poder falar mal, né? hahaha

    Robson, eu tenho uma dificuldade enorme de dar notas. Sempre aparece uma coisa muito melhor que merecia uma nota melhor do que eu dei ou uma bomba que merecia uma menor do que a de outro filme, mas acaba levando a mesma. Estava até pensando nisso hoje à tarde, olha só. Prometo que vou tentar, tá? Em breve vai acontecer…

    Beijocas a todos!

  5. Cecília, sinto falta de uma nota, uma cotação com estrelas. Vale a pena botar hein?

    Pra variar, não vi este filme!

    =P

  6. Cecília,

    Vc é realmente uma amente do cinema…teve um estômago forte para aguentar rsrs…Nota 10 para vc e zero para o filme

    Abcs

  7. Não achei esse filme tão ruim assim, com certeza passam muito piores na tv aberta, hehe.
    Falando em filmes bons, não faz muito que vi “Muito além do Jardim” com áudio original na tv aberta aqui em Porto Alegre, mas era um canal de uma universidade. Raridade mesmo.

    Beijos!

  8. Hahahaha… Na verdade já estava deitada e o controle estava longe de mim. Hahaha
    Realmente, é bem difícil filme bom em tv aberta. Acho que é aquele negócio de comprar um título bom e ter que levar 100 ruins.
    Beijinhos

  9. ahaha, curti a aprte do gardne momento…ahaha
    qdo ligeui a tv na globo, vi que tava passando a cena do hospital, não aguentei e troquei de canal…rs…
    vc foi uma guerreira, Cecilia, posi conseguir assistir ao filme inteiro é para poucos corajosos, rs
    Até que as vezes me deparo com bons filmes na tv aberta… o problema é que são tão raros…rs..
    beijos!!!

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