(Minha Vida em Marte, BRA, 2018)
Comédia
Direção: Susana Garcia
Elenco: Mônica Martelli, Paulo Gustavo, Marcos Palmeira, Marianna Santos, Lucas Capri, Anitta, Ricardo Pereira, Fiorella Mattheis, Heitor Martinez, Ivone Hoffman, Guida Vianna
Roteiro: Mônica Martelli, Paulo Gustavo, Susana Garcia, Julia Lordello, Emanuel Aragão
Duração: 110 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Filme dirigido por Susana Garcia, Minha Vida em Marte conta a história de Fernanda (Mônica Martelli), que está passando por uma crise conjugal com seu marido Tom (Marcos Palmeira) e conta com a ajuda de seu sócio, Aníbal (Paulo Gustavo), para superar os momentos de tormenta do casamento e dividir as dúvidas, dores e indecisões.

O longa, continuação de Homens São de Marte… e É pra Lá que eu Vou, é recheado de piadas, sendo algumas inusitadas e divertidas, mas a tentativa de fazer rir o tempo inteiro chega ao ponto de tornar algumas passagens do filme maçantes. Um bom exemplo do exagero é o personagem Aníbal (Paulo Gustavo) e suas falas, praticamente todas, cômicas, o que o faz parecer, em certos momentos, uma pessoa desagradável e impossível de conviver, pois ele está sempre debochando das situações.

Não seria justo com o ator, porém, deixar de elogiá-lo pelo brilho e a forma divertida de falar e gesticular, tornando as cenas mais fluidas e dando a impressão de que o próprio ator é o personagem em si.

Por outro lado, a protagonista Mônica Martelli também tenta fazer piadas ao longo do filme, mas não consegue ofuscar o brilho de Paulo Gustavo, ao lado de quem a atriz parece ser extremamente sem graça, já que suas expressões faciais e seu charme de jogar os cabelos para seduzir são limitados e repetitivos, então, a bem da verdade, quase nenhuma de suas participações cumpre o objetivo de fazer rir a que se propõe.

A problemática do excesso de tentativas de cenas divertidas é um pouco quebrada com as partes tensas do filme, como o sofrimento de Fernanda pelo fim de casamento com Tom ou pelo estresse sentido durante a festa de aniversário de sua filha Joana (Marianna Santos), mas, mesmo nesses momentos, a trama insiste no elevado número de piadas, que aparentam tentar amenizar a pouquíssima tensão do filme, e, a bem da verdade, ou não têm graça pelo contexto em que são inseridas ou deixam a cena completamente sem sentido.

Assim como a atuação da protagonista, as participações de Marcos Palmeira, Fiorella Mattheis (Carol) e Marianna Santos (Joana) deixam a desejar e são robóticas, sem graça e sem qualquer brilho. Até o porquinho consegue chamar mais atenção e ser mais divertido do que os personagens vividos pelos três, o que, possivelmente, decorre do fato de filme o tempo inteiro buscar o humor sem que os três dele participem. Então, se o longa simplesmente mencionasse a presença destes personagens na vida da protagonista, sem mostra-los, o resultado seria o mesmo.

Além da história e das atuações, o filme mostra as belas paisagens do Rio de Janeiro e o show de cores da Time Square, reforçando a mensagem motivacional de que a vida vai além de um relacionamento e que existem muitas coisas bonitas para viver e ver, e muitas pessoas divertidas com quem se relacionar.

A trilha sonora de Minha Vida em Marte conta com o clássico e clichê “Linger”, dos The Cranberries, que é pedida certa para todo mundo que quer curtir fossa depois de terminar um relacionamento, além de músicas animadas, como “Bang!”, de Anita, que toca ao longo do show da cantora e confirma a mensagem de que o mundo é muito divertido e bonito para se sofrer por amor.

Um Grande Momento:
Que isso? Que isso?

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