A Associação Brasileira de Críticos de Cinema anunciou hoje os melhores filmes de 2018 para seus associados. Os vencedores do Prêmio Abraccine foram Arábia (melhor longa-metragem brasileiro), Roma (melhor longa-metragem estrangeiro) e Guaxuma (melhor curta-metragem).

Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans

Os filmes são escolhidos entre aqueles que tiveram lançamento comercial no Brasil no ano de 2018. O melhor longa brasileiro, Arábia, foi o grande vencedor do 50º Festival de Brasília, além de causar barulho em vários festivais do mundo, como Rotterdam e San Sebastián, e sair premiado do
Bafici, Cartagena e IndieLisboa. O filme também foi escolhido como o melhor do ano pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo (APCA).

Guaxuma, de Nara Normande

A animação Guaxuma tem carreira igualmente destacada nos festivais e levou o Kikito de melhor curta em Gramado. Além de ter conseguido chegar aos cinemas independentemente dos festivais, pois abre a sessão especial de curtas de sua realizadora, Nara Normande, nas telas do Espaço Itaú de Cinema a partir de 7 de fevereiro.

Roma, de Alfonso Cuarón

É a primeira vez que um filme do México recebe o prêmio. E logo Roma, filme que vem levantando polêmicas por ter sido lançado mundialmente pela plataforma de streaming Netflix e ter ocupado pouquíssimas salas de exibição tradicional.

O presidente da associação, Paulo Henrique Silva, falou sobre a inclusão dos lançamentos em streaming entre os títulos elegíveis e da escolha de Roma como melhor longa estrangeiro. A questão, segundo ele, tornou-se incontornável com o lançamento de filmes de grande qualidade nas plataformas digitais. “Este é um momento que assinala a aceitação inconteste desta mídia mais recente como uma janela tão importante quanto a do cinema, tornando-se, devido à nova configuração do mercado, um valoroso reduto para os filmes de arte”, completou sobre a escolha.

Fundada em julho de 2011, a Abraccine tem em seu quadro mais de cem críticos de 16 estados do Brasil.