Crítica | Streaming

Crush à Altura 2

Fofura repetida

(Tall Girl 2, EUA, 2022)
Nota  
  • Gênero: Comédia, Romance
  • Direção: Emily Ting
  • Roteiro: Sam Wolfson
  • Elenco: Ava Michelle, Griffin Gluck, Sabrina Carpenter, Anjelika Washington, Luke Eisner, Steve Zahn, Angela Kinsey, Clara Wilsey, Rico Paris
  • Duração: 97 minutos

As coisas mudaram bastante desde que Jodi (Ava Michelle) fez o discurso no baile da escola. Agora ela é uma menina popular, está bem melhor consigo mesma e seu melhor amigo Dunkinho (Griffin Gluck) ainda é o seu namorado. Sim, estamos de volta ao universo criado por Sam Wolfson que chegou à Netflix em 2019 dirigido por Nzingha Stewart. Com grande potencial de sucesso, Amor à Altura 2 tem tudo aquilo que o público de comédias românticas juvenis como Para Todos os Garotos que Já Amei e A Barraca do Beijo, inclusive pensando em suas continuações, espera. Amor, amizade, paixão, drama e conflitos que vão levar ao mesmo lugar, mas e daí.

O roteiro, ainda assinado por Wolfson, segue a trilha bem tradicional do gênero e mantém a linha do filme anterior, embora mais maduro, já que a disputa entre a protagonista e Kimmy (Clara Wilsey), e todo o bullying, perdem um pouco de espaço, se concentrando no romance e nas descobertas naturais da idade. Toda a subtrama de Stig (Luke Eisner), que tenta se redimir, também ganha uma atenção extra. Stewart passa o bastão para a diretora Emily Ting, que leva o longa de maneira mais orgânica, sem tanta vontade de inserir elementos aletórios, e sabe se aproveitar da conexão que já existia entre os personagens.

Crush à Altura 2
Scott Saltzman/Netflix

O que vem diferente em Crush à Altura 2 está além daquilo que a superfície mostra, de toda a adequação que está em volta de Jodi e isso se reflete na forma do longa. É um filme dentro do modelo, sobre uma menina que conseguiu se adequar ao padrão quando foi aceita, mas tem que aprender a conviver com a voz negativa dentro de sua cabeça que desmente tudo aquilo que se vê, seja quando Stella aparece ou há o risco dos refletores se acenderem. Mesmo que nem sempre a interação entre os universos case muito bem em tela, a mensagem sobrevive.

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Apesar de todos os tropeços e de alguns pontos de desconexão, Crush à Altura 2 tem o seu charme e o seu jeito de envolver. Os pais vividos por Steve Zahn (The White Lotus) e Angela Kinsey (Half Magic) são divertidos, assim como a melhor amiga Fareeda (Anjelika Washington). E é bonitinho ver como alguns personagens se transformaram, assim como acompanhar a trajetória individual de Jodi. Não que tantos outros filmes já não tenham feito a mesma coisa tantas outras vezes antes.

Crush à Altura 2
Scott Saltzman/Netflix

Fato é que Crush à Altura 2 é fofo, e, em sua forma e conteúdo, tem tudo aquilo que se espera de filmes como ele. Não é profundo, não é inesquecível, mas é um passatempo divertido e, sem dúvida, vai fazer muito sucesso.

Um grande momento
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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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