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Leões e Cordeiros

(Lions for Lambs, EUA, 2007)

Drama

Direção: Robert Redford

Elenco: Robert Redford, Meryl Streep, Tom Cruise, Andrew Garfield, Derek Luke, Michael Peña, Peter Berg

Roteiro: Matthew Michael Carnahan

Duração: 92 min.

Minha Nota: 5/10

Eu, particularmente, não agüento mais discutir ou ouvir qualquer coisa que seja sobre a guerra contra o terror que os Estados Unidos deflagaram contra as nações do Oriente Médio. Tudo soa falso e oportunista e foi por isso que resolvi seguir uma indicação e assisti a Leões e Cordeiros que, segundo me disseram, era uma resposta contra tudo isso.

Num mesmo momento, três ações acontecem. Uma jornalista entrevista o senador mais popular do país e ele conta que uma nova ação está sendo tomada no Afeganistão para a vitória na guerra. Um professor universitário tenta recuperar um aluno descrente e usa como exemplo dois outros estudantes que se alistaram na guerra contra o terror. No Afeganistão, uma ação militar (a mesma narrada pelo senador) e dois soldados (os alunos do professor universitário) ficam sozinhos a espera do resgate.

O roteiro é muito interessante e as histórias entremeadas acabam fascinando, mas, infelizmente, isto não é tudo em um filme. Leões e Cordeiros é chato, monótono e tem muitos problemas técnicos.

Meryl Streep e Robert Redford estão muito bem, mas Tom Cruise não está nada diferente daqueles personagens que já conhecemos. Para mim, tirando Magnólia e O Último Samurai, ele continua sendo aquele aviador rebelde de Top Gun, só que mais velho.

A idéia de Redford com o filme parece ter sido mostrar a apatia da nação diante de tantas coisas mal explicadas e fabricadas, o que é interessante. O debate é sempre interessante e o problema estadunidense é grave. Mas o filme não empolga mesmo e, não conseguiu ficar em cartaz muito tempo nem em terras do Tio Sam.

Uma boa idéia que não vingou! Vale, somente, pela tentativa de Redford.

Não assistir depois de comer e, muito menos, se estiver com sono.

Um Grande Momento

O noticiário dando destaque para a prisão da celebridade e na linha inferior falando da guerra.


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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Oi, o cara!
    Pois é o filme poderia ser um ótimo curta, mas como longa é chatíssimo. Eu não achei péssimo, mas achei fraco e esperava muito mais pelo elenco.
    A cena é a melhor coisa do filme mesmo.
    Beijocas

  2. Eu acabei de ver esse filme e postei algo no blog tb, to na sua linha, achei o filme monótono e com uma série de erros técnicos. As interpretações me incomodoram por não terem sido nada de diferente (inclusive a Streep), mas eu até gosto do Tom Cruiste (principalmente do jeito que ele corre, ueheuhee, ridículo)… O Peña que tá péssimo no filme, vontade de bater nele. Então, a idéia do filme toda seria boa se o debate não caísse prum lado completamente errado, e em vez de se discutir os reais problemas se discutiu uma coisa falsa e umas formas erradas de se mudar alguma coisa… Péssima idéia, péssimo debate, péssimo filme…

    PS: Adorei também essa cena que você falou, princípalmente a celebridade que perguntou qual a distancia de onibus entre Toquio e Pequim, hahaha…

  3. Olá, meninos!

    Johnny, eu até percebo e considero o esse caráter de debate, tão necessário em qualquer sociedade. Também sei que os que provocam o terror são justamente aqueles que julgam e propagam combatê-lo.
    Só que achei o filme chato, mas penso que daria um bom curta…

    Wallace, não consigo ver o Tom Cruise nada diferente. Para mim é o mesmo de sempre. Quanto ao filme acho que ele tem vários problemas técnicos de continuismo e de roteiro, mas traz à tona uma discussão interessante.

    Beijocas

  4. Eu gosto de Leões e Cordeiros, acho um filme bem feito e que vai direto ao ponto, sem as enrolações dramáticas que costumam aparecer no cinema do Redford … e, discordando de você, acho o Tom Cruise a melhor coisa do filme. O papel de leão em pele de cordeiro (ou seria o contrário, seguindo a lógica do filme ?) cai perfeitamente pra ele.
    Postei lá no blog sobre Antes de Partir e Jogos do Poder. Dê uma olhada lá …
    Abraços.

  5. Assim, podes achar chatissimo o filme, porém foi o unico filme americano que fala sobre os problemas da propria sociedade de um modo cru e real. se você assistir O Caminho Para Guantanamo junto com esse filme, são quase irmãos, que mostram que o maior problema do mundo estão naqueles que comandam a situação e não o que provocam o terror …

    pena que o roteirista fez cagada e fez o roteiro de O Reino que é puro lixo …

    beijos

  6. Oi, gente!

    Rogerio, o problema talvez seja que a gente está sempre vendo os filmes que eles fazem. Mas Leões e Cordeiros tem uma diferença, ele parece querer botar os estadunidenses para pensar, mas não conseguiu.

    Pedro, realmente a disposição das histórias e a intenção eram bons, mas achei que não funcionou.

    Robson, eu gosto de Dogville. Achei bem criativo e interessante. Mas se você não gosta de coisas monótonas é melhor deixar para ver Leões e Cordeiros por acidente.

    Kamila, eu não consigo gostar do Tom Cruise. Nesse filme eu até percebi um esforço dele para fazer algo diferente, mas continuou igual a tudo que eu já tinha visto.

    Hugo, pois é… A gente acaba criando uma resistência a toda e qualquer história bélica americana porque já conhece o tom. Redford quis até fazer diferente e, como você disse, denunciar.

    Rodrigo, é verdade. O Andrew Garfield está muito bem. Estava tão preocupada em falar que o filme era chato que nem me lembrei de falar dele. Agora, para fazer um filme mais curto, só se fosse um curta-metragem. Mas, de repente, até seria uma boa solução mesmo.

    Beijocas a todos!

  7. Eu gostei do debate desse filme,a pesar de ainda não cosneguir encarar o Tom cruise como um bom ator, ele se esforça como um senador e a Streep é a Streep, ehheh… tem tbm aquele muleke o Garfield (que deve gosta de lasanha, heheh – piadinha de mal gosto) mas o garoto tbm desenvolve bem o papel… sei lá, acho que qualqeur coisa que venha por aprte deles falando sobre a guerra vai soar falso e cheio de interesses sempre… mas foi um bom filme, apesar de achar que poderia ter sido ainda mais curto.rs
    beijos

  8. Ainda não assisti este, mas concordo com vc quando diz que a história da guerra (nem sei se pode chamar isto de guerra) do Iraque já encheu.
    Agora os filmes sobre o tema podem ser interessantes como denúncia.

    Bjos

  9. Cecilia, as únicas coisas que me agradaram em “Leões e Cordeiros” foram: a história envolvendo a jornalista e o congressista e, consequentemente, as performances de Meryl Streep e Tom Cruise. O resto é muito chato!

  10. Não vi. Não gosto de filmes monótonos. Por isso que odiei Dogville!

    Vou passar longe, viu?

    =P

  11. Apesar do tema batido eu achei um filme interessante. Nada mais que isso.

    Abraço!

  12. Oi Cecilia,eu gostei de Leoes e Cordeiros, mas admito que fiquei meio embaralhado com tanta informaçao nos segmentos de Redford e Cruise.
    No fim, o velho americanismo atrapalha um pouco o resultado, mas.. fazer oq, eles eh que fizeram o filme neh.

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