Crítica | Streaming

Max Payne

Visto no Cinema(Max Payne, EUA/CAN, 2008)

Ação

Direção: John Moore

Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Ludacris, Chris O’Donnell, Donal Logue, Olga Kurylenko, Amaury Nolasco, Jamie Hector

Roteiro: Sam Lake (videogame), Beau Thorne

Duração: 100 min.

Minha nota: 3/10

A cada filme que passa me convenço mais de que adaptar videogames para o cinema é uma tarefa muito mais árdua do que pensam os diretores e produtores. Claro que Max Payne é muito melhor do que qualquer coisa criada pelo estranho Uwe Boll, mas ainda está muito longe de ser bom.

Payne é um investigador de polícia que, depois da morte da esposa e do filho e da não-solução do crime, começa a trabalhar na divisão de “arquivos mortos”, mas tenta fazer justiça com as próprias mãos. Ao conhecer Natasha, uma drogada, ele começa a desvendar o mistério, mas coisas estranhas começam a acontecer na cidade.

Visualmente, o filme convence e impressiona pela semelhança com o jogo que fez muito sucesso no começo dos anos 2000, mas o uso dos mesmos recursos acaba cansando.

O elenco está muito irregular. Mark Wahlberg está melhor do que em Fim dos Tempos, mas tem alguns momentos bem forçados. O rapper Ludacris parece não acreditar no que está acontecendo em algumas cenas e passa a maior parte do tempo com a mesma expressão, mas, ainda assim, é melhor do que Jamie Hector.

A cenografia de Carolyn Cal Loucks é competente, mas a direção de arte de Andrew M. Stearn exagera a mão na hora dos delírios e oscila entre o bom e o ridículo.

A edição de som, como na maioria dos filmes atuais do gênero, é muito boa.

No final ficamos com a impressão de que estamos vendo um filminho forçado com personagens e momentos que lembram antigos conhecidos.

Poderia ser totalmente diferente, mas não chega em lugar algum. Caso a idéia seja assistir a um filme bom de ação não pense duas vezes em escolher 007 – Quantum of Solace. É muito melhor!

Um Grande Momento

O tiroteiro com a tropa de choque



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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Oi, gente!!!

    Quase não consigo aparecer por aqui hoje. Hehehe.

    Hugo – Boa idéia! Você vai ganhar muito mais!

    O Cara – Dá tristeza mesmo, mas já está se tornando uma constante em adaptações do tipo.
    Ah! E eu adorei o calendário!

    Pedro – Isso mesmo! Um insulto à inteligência. E ainda é chato!

    Robson – Hahaha. Que bom que eu te salvei então…

    Kau – Estão dizendo por aí que eu fui até boazinha. Imagina só…

    Jeff – O visual é bom, mas nada que nunca vimos na vida, sabe? Totalmente dispensável.
    Muito obrigada pelo elogio. E pode me linkar sim, vai ser ótimo. Eu vou linkar o receio de remorso aqui também!

    Léo – Eu também vi esse filme. Mas gostei menos do que você.Hehehe. Está aqui em Sob Controle.
    Que bom que você gostou daqui. Volte sempre! Não estou conseguindo entrar no Leo Mandoki, Jr. agora. Por que será?

    Gustavo – Sem dúvida é infinitamente melhor… E nem é tão bom assim…

    Jacques – Ah sim. o Bond de agora está muito longe de ser um Bond de verdade. Mas o filme é muito melhor do que este Max Payne.

    Marcus – Eu acho que deviam deixar os joguinhos de lado. Será que não era melhor?

    Beijocas a todos!!

  2. Pior que o jogo é massa. Mas a pior atrocidade ainda é com o Resident Evil, até no novo filme, “Degeneration”, que é em animação, os caras ferraram. A esperança de uma adaptação digna será com Metal Gear Solid, eu espero.

    Beijo!

  3. Cecília, mesmo Quantum of Solace está longe de ser um 007 digno né? Abcs

  4. Nem os fãs apreciaram essa adaptação.
    Se eu pudesse escolher, seria mesmo 007 num piscar de olhos!

  5. semana passada assisti um que adorei…

    Surveillance (EUA, 2008) de Jennifer Lynch (filha do David Lynch)

    Dois agentes do FBI (Julia Ormond e Bill Pullman) chegam a uma cidade dos EUA para investigarem um série de crimes e, a partir daí, é a surpresa total…

    Nota: Jennifer Lynch escreveu o livro O Diário Secreto de Laura Palmer

    adorei teu site…vou linká-lo ao meu blog…adoro cinema…

  6. é, ninguém tá falando bem desse filme. queria ver pelo visual e pelo mark, mas isso não foi suficiente para me levar ao cinema.
    esse ficará para o download. hehe

    []s!

    ps: posso te linkar no meu blog? sempre visito aqui e gosto muito da sua forma objetiva de falar dos filmes. às vezes é só o que quero ler.

  7. É ruim assim??? Tá passando há dias por aqui e nem tenho vontade de ver.

    Mark de novo no fundo do posso… hahahahahah

    Beijos!

  8. Não conhecia e não fiquei com vontade de ver depois do seu texto!! hehehehe

  9. Um filme repugnante. Um insulto à inteligência do espectador.

    Abs!

  10. E o pior é que provém de um jogo muito profundo, sério, não é só tiro pra todo lado… Dá tristeza isso, ai ai, rs…

    PS: Acho que você vai gostar da novidade de O Cara da Locadora, fizemos um calendário com 12 filmes brasileiros, com imagens e informações, vai lá dar uma olhada e nos dê sua opinião… :)

  11. Pelo jeito é mais um game que se transformou em bomba cinematográfica…

    Vou esperar em DVD ou passar na TV por assinatura.

    Bjos

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