Crítica | Streaming

O Amor É Cego

(Shallow Hal, EUA/ALE, 2001)

Comédia

Direção
: Bobby Farrelly, Peter Farrelly

Elenco: Gwyneth Paltrow, Jack Black, Jason Alexander, Joe Viterelli, Kyle Gass, Bruce McGill, Anthony Robbins, Susan Ward

Roteiro: Sean Moynihan, Bobby Farrelly, Peter Farrelly

Duração: 113 min.

Minha nota: 6/10

Desde o sucesso de “Quem Vai Ficar com Mary”? os irmãos Farrelly tentam sem sucesso fazer algo melhor ou que tenha pelo menos o mesmo nível. Seu último filme, “Antes Só do que Mal Casado” é tão ruim que não merece estar na filmografia de ninguém. Outros, como “Eu, Eu Mesmo e Irene”, “Ligado em Você” e “Amor em Jogo”, tem até momentos divertidos, mas são esquecíveis e não agradam todo mundo.

Na mesma linha desses últimos está “O Amor É Cego” que torna realidade a máxima que ouvimos desde crianças: “Quem ama o feio, bonito lhe parece.” Hal (Jack Black), apesar de não ser nenhum galã, só se interessa por mulheres que tenham um físico perfeito, mas tudo muda quando Tony Robbins, um guru de auto-ajuda (no filme e na vida real), o hipnotiza.

A partir de então, Hal só consegue ver a beleza interior das pessoas e é assim que ele se apaixona por Rosemary (Gwyneth Paltrow), uma mulher obesa mas que é linda para ele.

A boa mensagem do filme, a maquiagem impressionante de Paltrow e o carisma de Jack Black fazem do filme uma boa distração, mas não é nada de que nos lembremos depois de algum tempo. Tanto que tive que revê-lo para poder escrever sobre ele.

Algumas piadas são muito boas e algumas cenas também mas, como na maioria dos trabalhos dos irmãos Farrelly, sobram momentos exagerados e totalmente dispensáveis, como os da empregada e da cauda. Isso sem falar em algumas gracinhas que não poderiam ser mais machistas.

O casal principal, apesar de não ter nada a ver um com o outro, dá um certo charme ao filme. Jason Alexander faz as vezes do personagem antipático da trama, mas ainda prefiro suas atuações na televisão. Kyle Gass, parceiro de Black na banda Tenecious D, faz uma ponta como colega trabalho.

A trilha sonora é uma delícia e consegue misturar muita coisa diferente como Cake, Madredeus, Edison Lighthouse e Kings of Convenience. Pena que só uma pequena parte das músicas foi lançada no CD do filme.

No mais, o filme é mesmo um daqueles bons passatempos, que consegue provocar boas risadas em quem o assiste. Mas nada de esperar demais, claro!

Um Grande Momento

Billy sai da piscina.

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Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Este filme é bem legal e tem Jack Black que curto bastante.

    Eu daria uma nota um pouco maior >:)

  2. Simpatico demais … são palavras que definem esse filme. O filme tem várias sequencias engraçadissimas, porém tem uma cena que acho bem emocionante quando o personagem de Black reencontra a menina da clinica … cena simples mas de grande força …

    abraços!

  3. Não é um filme ruim, né? O Jack Black é muito legal, rs…

  4. Apesar de não ter nada de mais mesmo, sem dúvida encanta por diversos momentos – além do que sempre gosto do humor dos irmãos Farrelly…

  5. Os únicos filmes “assistíveis” dos Farrelly são justamente esse e Quem Vai Ficar Com Mary. Antes Só do Que Mal Casado é de um mau gosto sem precedentes. ERGh!

    O Amor é Cego é agradável, dá para assistir numa boa e tem piadas legais. Tá de bom tamanho e bem melhor que a média, né?

    Fiz um post inspirada em vocês, blogueiros-cinéfilos: aqui está. :D

    Beijão.

  6. Este filme é realmente acima da média e passou muito despercebido no Brasil. A maquiagem é bem legal, custei a acreditar que era a propria Paltrow no papel da obesa Rosie. A direção é eficaz , a historia bem contada, como você mesma disse, um bom passatempo. Porém, o filme reforça estereótipos e não ajuda muito a aliviar o preconceito que obesos sofrem na vida real, uma vez que ele reforça muito estereótipos de belos e feios – apesar da boa intenção da direção. Também, ser politicamente correto o tempo todo, é simplesmente um saco.

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